sábado, 2 de junho de 2018

A-140 Atlântico

Porta Helicóptero Multipropósito (PHM)
A-140  Atlântico

Operador
Marinha Real Britânica (Royal Navy) 1998 a 2018
Marinha do Brasil (2018 - Presente)
Fabricante: Vickers Shipbuilding & Engineering, Kvaerner Govan Barrow-in-Furness, Inglaterra
Lançamento: 11 de outubro de 1995
Comissionamento: 30 de setembro de 1998
Descomissionamento: 27 de março de 2018 (Marinha Real Britânica)

Características gerais

Tonelagem: 21 500 t
Largura: 35 m
Comprimento: 203,4 m
Calado: 6,5 m
Propulsão: 2x motores Crossley Pielstick 12 cilindros
Velocidade: 
10 nós - 19 km/h (cruzeiro)
18 nós - 33 km/h (máxima)
Autonomia: 13 000 km

Armamento: (Ex-HMS Ocean)
4× metralhadoras 30mm DS30M Mk2
3× Phalanx CIWS
4× Miniguns
8× metralhadoras menores

Sensores: 
1x Radar Type 997 Artisan 3D
1x Radar Type 1008 Navigational
2x Radares Type 1007 de controle aéreo

Aeronaves
18 helicópteros

Tripulação 
285 oficiais e marinheiros
180 pessoal de voo

Carga
40 veículos
830 soldados


O PHM Atlântico e o ex-HMS Ocean um navio de assalto anfíbio, encomendado pela Royal Navy em 1998. Este navio apoia as operações de desembarque anfíbio. Foi um único membro de sua classe. Um navio irmão foi planejado, mas esses planos foram abandonados antes que sua encomenda fosse feita. O HMS Ocean tinha uma vida útil planejada de 20 anos. Este navio anfíbio foi reformado e atualizado em 2014. Em 2018 foi desativado e substituído em serviço pelo porta-aviões HMS Queen Elizabeth , que é um navio de guerra muito mais capaz. Em 2018, o HMS Ocean foi vendido para o Brasil. Depois de algumas modificações no Reino Unido, planejou-se que fosse entregue à Marinha do Brasil em 2018.

O casco do HMS Ocean é baseado no design da classe Invincible , com uma superestrutura modificada. Foi projetado para atender necessidades específicas de operações anfíbias.

O HMS Ocean agora PHM Atlântico tem um complemento de 284 oficiais e tripulação. Tripulação aérea de frota consiste em 206 homens. A capacidade típica das tropas é de 480 fuzileiros navais, no entanto, por um curto período de tempo, este navio pode acomodar até 800 fuzileiros navais. O PHM Atlântico pode transportar seis armas ligeiras e 40 veículos ligeiros. O navio transporta e usa quatro LCVP (Landing Craft Personnel Personnel) MK.5  para entregar tropas e equipamentos em terra. No entanto, o PHM Atlântico não foi projetado para transportar e aterrar tanques de batalha principais.

Lanchões Mk.5B desembarcando material ou pessoal do Ex HMS Ocean.
Fonte: Military-Today
O navio possui um grande convés de vôo (170 x 33 m) com seis pontos de pouso e seis vagas de estacionamento para helicópteros. Há também um hangar com dois elevadores de aeronaves. Normalmente, a asa aérea consiste de 12 helicópteros de apoio médio  e 6 helicópteros de ataque, podendo operar todos os helicópteros da Marinha do Brasil Seahawk (SH-16), Cougar (UH-15 A/B), Lynx (AH-11B), Esquilo (UH-12/13), Bell Jet Ranger III (IH-6B) e Super Puma (UH-14). O o ex-HMS Ocean podia transportar até 15 aeronaves Harrier II no papel de balsa, mas não operava como porta-aviões.

Ex-HMS Ocean operando com Helicópteros estacionados em seu conveses de voo
Fonte: Military-Today
As únicas armas defensivas do ex-HMS Ocean são quatro canhões gêmeos Oerlikon de 30 mm e três sistemas de armas Phalanx de 20 mm, porem esses armamentos não foram transferido para a Marinha do Brasil . O navio tem capacidade limitada na guerra anti-submarino. Então, normalmente este navio de guerra deve ser escoltado por outras escoltas de superfície que forneçam proteção contra ameaças marítimas, submarinas e aéreas.

O navio é impulsionado por dois motores a diesel Crossley Pielstick, avaliados em 23.900 hp. A energia é fornecida por dois veios independentes. Também é equipado com um único propulsor de proa. O navio tem um alcance de cruzeiro de 8 000 milhas (12 800 km) a 10 nós (18,5 km / h).

NOTICIA: Marinha do Brasil assina o contrato de transferência do HMS “Ocean”

Na manhã do dia 19 de fevereiro, em Plymouth – Inglaterra, o Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Luiz Henrique Caroli, representando a Marinha do Brasil, assinou o contrato de transferência do HMS “Ocean” junto às autoridades do Ministério da Defesa britânico.


Tendo sido incorporado à Marinha Real (Royal Navy – RN) do Reino Unido em 1998, o HMS “Ocean” foi projetado para realizar operações anfíbias com helicópteros embarcados e com Tropas dos Royal Marines (Fuzileiros Navais britânicos), bem como para atender a missões de ajuda humanitária, como a ocorrida em setembro de 2017, quando aquele Navio assistiu às populações Caribenhas que foram flageladas pela passagem do furacão “Irma”.

Na Marinha do Brasil, o HMS “Ocean” será empregado em operações aéreas com helicópteros, operações anfíbias com tropas de Fuzileiros Navais e missões de Controle de Área Marítima para proteção de nossas Linhas de Comunicações Marítimas, bem como conduzirá atividades de apoio logístico, de caráter humanitário, de auxílio a desastres naturais e de apoio a operações de manutenção da paz.

A incorporação do HMS “Ocean” à MB será em 29 de junho de 2018, sendo que o processo de transferência do Navio tem previsão de ser concluído até o final do mês de julho, com chegada ao Brasil em agosto. Até lá, os tripulantes brasileiros realizarão cursos na RN, em empresas fabricantes dos equipamentos e intensivos treinamentos, além de que o Navio executará serviços de manutenção e docagem em estaleiro britânico, de modo a que seja recebido em suas melhores condições de material e de preparação de nosso pessoal.
Fonte: Marinha Do Brasil.

NOTÍCIA: Royal Navy descomissiona o HMS Ocean

O Navio capitania e porta helicóptero da Royal Navy, HMS Ocean, foram desativados nesta terça-feira em uma cerimônia na qual participaram Sua Majestade a Rainha, na Base Naval de Devonport, em Plymouth.

A Rainha Elizabeth, que é a patrocinadora do navio, inspecionou os marinheiros e depois foi transportada em um elevador de aeronaves para os conveses inferiores como parte da cerimônia de descomissionamento do Poderoso Ocean.

Sua Majestade a Rainha Elizabeth, na cerimônia do desmantelamento do HMS Ocean
Fonte: Poder Naval

A HMS Ocean foi aposentada após 20 anos de serviço e 50.000 milhas cobertas durante implantações em todo o mundo.

Desde o comissionamento na Royal Navy em 1998, ela esteve envolvida na operação Palliser durante a guerra civil de Serra Leoa em 2000, operação Telic na costa do Iraque em 2003, operação Ellamy como parte de uma coalizão internacional na Líbia em 2011 e mais recentemente contingente de furacões na operação Ruman no Caribe.

A decisão de descomissionar a HMS Ocean foi feita como parte da Análise Estratégica de Defesa e Segurança (SDSR) 2015 e os navios foram vendidos para o Brasil este ano.

A Marinha do Brasil pagou £ 84 milhões pelo navio e o receberá neste verão após a Babcock e a BAE Systems realizarem as modificações necessárias antes da transferência.

O papel de nova capitania da Royal Navy será assumido pelos dois porta-aviões da classe Queen Elizabeth.

Fonte: Naval Today


NOTÍCIA: Custo anual de operação do HMS Ocean

Porta-helicópteros tinha custo anual menor do que um destróier Type 45 e quase o mesmo que uma fragata Type 23

Um documento do Ministério da Defesa britânico disponível na Internet mostra o custo anual (2015) de operação dos navios de superfície da Royal Navy, inclusive do porta-helicópteros HMS Ocean, que era de £ 12,3 milhões (R$ 53,9 milhões). O custo operacional do porta-helicópteros era menor do que um destróier Type 45 e quase o mesmo que uma fragata Type 23 (classe Duke).

A informação foi divulgada para atender a um pedido de informação de um cidadão com base no Freedom of Information Act 2000.

Na tabela anexada ao documento, aparece o custo médio anual para cada uma das classes de navios foi obtido a partir dos custos totais por classe de navio divididos pelo número de navios na classe.

Segundo o documento, os custos anuais médios de funcionamento apenas incluem aqueles que são diretamente atribuíveis aos navios, incluindo custos de pessoal, combustível, visitas a portos, viagens e subsistência, etc.

Os custos anuais médios de funcionamento não incluem:
– Custos de manutenção do domínio marítimo
– Subsídios centrais – nomeação de alistamento e licença (subsídios), continuidade do subsídio de educação, etc.
– Despesas gerais para serviços comuns
– Custos de suporte para bases navais
– Custos de suporte de outras áreas de orçamento de nível máximo do Ministério da Defesa
– Custos centrais, isto é, TI e Comunicações
– Custos de aeronaves
– Treinamento e custos de geração de força

Fonte: Poder Naval


NOTÍCIA: Sistemas CIWS Phalanx do HMS Ocean não serão transferidos para o Brasil


Fonte: Alexandre Galante, Site Poder Naval
O site britânico ukdefencejournal.org.uk noticiou que o porta-helicópteros HMS Ocean adquirido pelo Brasil não virá com os sistemas de defesa antimissíl CIWS Phalanx.

A informação veio à tona quando Kevan Jones, deputado trabalhista de North Durham, fez um questionamento parlamentar escrito no dia 19 de fevereiro:

“Solicitar ao Secretário de Estado da Defesa, se (a) o CIWS Phalanx e (b) reparos de armas leves a bordo do HMS OCEAN serão doados para os porta-aviões da classe Queen Elizabeth ou outros navios da Royal Navy uma vez que o navio esteja desativado”.

Guto Bebb, Subsecretário Parlamentar de Estado da Defesa, respondeu:

“O sistema Phalanx Close-In Weapon e os reparos de armas leves, (que eu usei para referir-me a mini-guns e metralhadoras de uso geral) a bordo do HMS OCEAN permanecerão no inventário do Ministério da Defesa a serem alocados aos navios da Royal Navy como determinado pelos requisitos operacionais “.

O sistema de canhão controlado por radar CIWS Phalanx fornece a defesa de “última chance” para navios contra mísseis antinavio e aeronaves. Ele detecta, rastreia e engaja ameaças aéreas, como mísseis antinavio e aeronaves. Possui um canhão de 20mm M-61A1, radar de busca e rastreio e sistema FLIR no modelo Block 1B. Até à data, a Marinha dos Estados Unidos e outras 20 nações compraram mais de 850 sistemas Phalanx.

Fonte: Poder Naval


NOTÍCIA: PHM Atlântico chegará ao Rio com os 4 lanchões Mk.5B e vários sensores em uso na Marinha Real

Matéria Feita por Roberto Lopes Para o site Poder Naval 

Há navios que delimitam etapas na história de uma Força Naval, por sua capacidade de promover mudanças tecnológicas e ampliar horizontes operacionais.

Foi assim com o navio-aeródromo Minas Gerais – nosso saudoso A11 –, no fim dos anos de 1950, foi assim com as fragatas classe Niterói, na metade final da década de 1970.

E parece que será, também, assim, com o NPHM Atlântico (A140), que dentro de uns dois meses, se estima, estará entrando na Baía da Guanabara.

Até onde se pode apurar dentro de uma Força Armada – ambiente muito mais propício ao segredo do que à Comunicação Social – não há, no que respeita à aquisição do antigo HMS Ocean, o que lamentar.

O Atlântico chegará ao Rio trazendo os seus quatro lanchões tipo LCVP (Landing craft vehicle and personnel) Mk.5B, de 15,7 m de comprimento e 24 toneladas de deslocamento.

Fonte: Alexandre Galante, Site Poder Naval

Cada um desses barcos é operado por uma tripulação de três militares e pode transportar outros 35 combatentes completamente equipados. A velocidade máxima nominal dessas unidades é de 25 nós (46 km/h) e a autonomia de 390 km (equivalentes a 210 minhas náuticas).

Além dos lanchões virão no porta-helicópteros dois tipos de sistemas radar – um Type 1007 de vigilância de superfície e navegação, e um Type 997 (Artisan 3D) de combate – em pleno uso pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além do sistema de combate ADAWS 2000L, operacional em alguns dos mais importantes navios da Marinha Real.

Isto é, todo um potencial eletrônico de operações que credencia o Atlântico a ser indicado como o novo Capitânea da Esquadra brasileira.

“Prima pobre” – Já não era sem tempo. Ainda que se deva considerar a MB uma corporação sem perspectivas imediatas de amealhar os recursos que lhe permitiriam operar regularmente longe das costas brasileiras (na África, no Mar Mediterrâneo ou mesmo no Oceano Índico), é preciso que a Força tenha embarcações aptas a, pelo menos, percorrer sem sustos (na propulsão) o litoral brasileiro.

(E fazer isso só com os três patrulheiros classe Amazonas, nossos barcos mais modernos, é, convenhamos, pedir demais.)

Não podemos continuar como nos encontramos atualmente: com uma “Esquadra do Sudeste”, que se exercita no espaço marítimo de Santos (ou Itajaí) até Salvador (ou próximo a Salvador), e a “Esquadra do Norte/Nordeste”, miscelânea “prima pobre” de uns 30 navios onde predominam plataformas muito antigas, que suspendem dos seus atracadouros e cumprem missões à custa da dedicação e do sacrifício dos seus tripulantes.

Navios como o Atlântico, o navio-doca Bahia e um petroleiro de Esquadra classe Wave – recentemente oferecido à Marinha do Brasil – permitirão ao Comando de Operações Navais planejar incursões de maior duração, que voltem a desfraldar a bandeira nacional bem visível no topo do mastro.

“Estado das máquinas muito bom” – A oficialidade brasileira – especialmente a que se encontra hoje na Inglaterra, acompanhando os preparativos no Atlântico – se mostra orgulhosa da sua nova unidade.

A reportagem do Poder Naval conversou com um desses militares que estão no Reino Unido, fiscalizando os trabalhos a bordo do porta-helicópteros. Eis um breve resumo do que ele pôde constatar:

“O navio se encontra em ótimas condições. As obras vivas e mortas estão muito bem conservadas, não apresentando qualquer desgaste significativo.

O Sistema de Propulsão vem sendo integralmente revisado. O estado geral das máquinas é muito bom.

O navio será pintado em partes externas e internas”.

Quanto aos sensores e equipamentos mantidos na unidade após a sua venda ao Brasil é possível listar:

Sistema de Combate ADAWS 2000L – Equipamento da BAE Systems que controla e sugere o uso dos diferentes armamentos armamentos a bordo. Quase não há detalhes sobre o ADAWS 2000 L, cujo funcionamento é protegido por rigorosa confidencialidade.

Radares Type 1007 – A família de radares navais Kelvin Hughes Type 1007 é um conjunto de sistemas de alerta de superfície de alta definição e de auxílio à navegação, hoje amplamente aceitos na Marinha Real e em várias outras forças navais.

Kelvin Hughes Type 1007

Estão disponíveis com uma grande variedade de antenas, transmissores/receptores de banda I e de banda F, além de diversos monitores. Potência de transmissão: 25 kW.

Um sistema de monitoramento integrado verifica se o equipamento está operando com desempenho máximo. O circuito de controle de emissão, centralizado, permite que o comando iniba a transmissão imediatamente.

O conjunto de radares Type 1007 possui um Color Tactical Display (CTD): visor de navegação altamente capaz, com uma ampla seleção de situações operacionais /táticas.

Ele é capaz de fazer o acompanhamento integrado de até 50 alvos rastreados automaticamente, e de 20 alvos rastreados manualmente.

Outras características do complexo Type 1007:

Mapeamento abrangente com memória para 200 mapas, além de mapas externos ilimitados;
Capacidade de orientar sistemas de armas;
Produção de gráficos de trajeto de pouso para helicóptero; e
Modo de simulação que permite o treinamento dos operadores dos radares no mar ou no porto
O CTD dá ao operador uma imagem tática de cor nítida e clara a mais de 300 km de distância, com a capacidade de rotular faixas com nomes ou números de embarcações. Uma simbologia específica e cores previamente escolhidas são usadas para indicar “hostil” ou “amigável”, “neutro”, “desconhecido”, ou até se o objeto em movimento é um vetor ar/superfície ou sub/superfície.


Radar Artisan – A MB conseguiu reter no Atlântico o radar tridimensional de vigilância aérea e de superfície Artisan (Advanced Radar Target Indication Situational Awareness and Navigation), também conhecido como Type 997. Mas não se sabe se, por exigência dos ingleses, foi preciso degradar a funcionalidade do aparelho.

Artisan 3D
O Artisan é um equipamento BAE Systems para varreduras até 110 milhas náuticas (ou 203,72 km).

Ele (1) provê controle de tráfego aéreo extensivo e identificação dos alvos, assim como a visualização tática a médio alcance, (2) suporta o monitoramento simultâneo de mais de 900 alvos, e (3) faz esse trabalho com boa resistência aos mais complexos jammers conhecidos internacionalmente.

Fonte: Poder Naval

Videio: Como o HMS Ocean será utilizado pelo Brasil?, do canal Hoje no Mundo Militar.




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