sexta-feira, 29 de julho de 2016

Helibrás HB 350 Esquilo

Helibrás HB 350 Esquilo
Helicóptero utilitário leve

Tipo: Helicóptero utilitário leve
País de origem:  França
Fabricante: Aérospatiale, Eurocopter, Airbus Helicopters, Helibras
Período de produção: 1975-presente
Custo unitário:
US$ 2 milhões (AS350 B2),
US$ 2.3 milhões (AS350 B3)

Primeiro voo em: 26 de junho de 1974 (41 anos)
Introduzido em: 1975
Tripulação: 1 - piloto
Passageiros: 5 passageiro(s)
Dimensões
10,93 m Comprimento;
3,14 m  Altura;
89,75 m²  Área do(s) rotor(es);
10,7 m Diâmetro do(s) rotor(es);

Peso
1 174 kg vazio
2 250 kg Máximo


Motor: 1x Turbomeca Arriel 2B
Potência: 847 hp (632 kW)
Velocidade máxima :245 km/h
Alcance: 662 km
Autonomia: 4,1 hrs
Teto máximo: 4 600 m
Razão de subida: 8,5 m/s

Versão armada
2 lançadores de foguetes SBAT de 70 mm
2 casulos de metralhadoras 7,62 mm
2 casulos de metralhadoras 12,7 mm

Quantidade em serviço:

Força Aérea Brasileira
30 - HB 350B
10 - HB 355F2

Marinha do Brasil
12 - HB-350B
06 - HB 350BA
08 - AS 355F2

Exercito Brasileiro
16 - HB-350
19 - AS 550A2



Variantes

As aeronaves oriundas da Helibrás recebem a denominação HB em substituição ao AS dos modelos franceses.

Monoturbina
AS 350B, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1B
AS 350BA, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1B. com pás do AS 355 (a partir desta versão todos passam a usar as pás assimétricas e com corda maior usadas originalmente no AS 355 Ecureuil 2)
AS 350B1, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1D.
AS 350B2, apresenta melhor desempenho em altitudes elevadas e em temperaturas altas, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1D1, presença de strake na extensão do cone de cauda.
AS 350B3, versão de alta performance do Esquilo monomotor, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 2B de 847 shp equipado com sitema Full Authority Digital Engine Control (FADEC).
AS 350B3+
AS 350B3E, variante melhorada do B3, novo motor Arriel 2D de 952 shp, sistema hidráulico duplo opcional.
AS 350L1, variante militar do AS 350B.
AS 550C2 Fennec, versão militar.
AS 550U2 Fennec, versão militar.

Biturbina

AS 355E
AS 355F
AS 355F1
AS 355F2, dois motores (allison C20-F)
AS 355N , dois motores Turbomeca Arrius 1A com sistema FADEC.
AS 355NP
AS.555N Fennec, versão militar.
AS.555AF Fennec, versão militar.
AS.555AN Fennec, versão militar.
AS.555SN Fennec, versão militar.
AS.555UN Fennec, versão militar.



O Eurocopter Ecureuil ou Esquilo é um helicóptero leve desenvolvido pela Aérospatiale, hoje Eurocopter. É montado no Brasil pela Helicópteros do Brasil S.A (Helibrás).Segundo a Helibras a nacionalização é de 43%.

Representa grande parte do mercado brasileiro civil, mas também é o principal helicóptero operado por organizações policiais. É usado pelas três forças armadas com funções variadas como treinamento, utilitário e ataque.

A Aviação Naval incentivou a produção de helicópteros do Brasil e foi o primeiro operador nacional do Esquilo. A primeira encomenda foi de seis aeronaves HB 350B monoturbina recebidas entre 1979 e 1980. Outras três aeronaves foram adquiridas em 1983 e mais quatro nos anos seguintes.
A partir de 1986, a marinha começou a receber dez HB 355F2 biturbina. Em 1988, foi recebida uma nova encomenda de sete aeronaves HB 350BA monoturbina. Os HB 350BA são denominados pela marinha como UH 12 Esquilo monoturbina. Os AS 355F2 são denominados UH 13 Esquilo biturbina. Com as perdas em acidentes e um Esquilo biturbina doado à Marinha do Uruguai, a marinha possui atualmente 18 UH-12 e 8 UH-13.

São usados como helicópteros utilitários nos esquadrões Primeiro Esquadrão de Emprego Geral (HU-1), Terceiro Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-3) e Quinto Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5), mas também tem por objetivo prover apoio aéreo aos navios e fuzileiros navais.

Os AS 355F2 Esquilo biturbina estão concentrados no Esquadrão HU-1, responsável por suprir o NApOc Ary Rongel (H-44) nas missões à Antártica. Os AS 355F2 são utilizados por sua maior reserva de potência e capacidade de voar por instrumentos. A cada viagem, dois aparelhos embarcam no navio.



Na mesma compra dos HB 355F2 para a Marinha, foram adquiridos 30 aparelhos HB 350B para a FAB. 

Na Força Aérea são designados H-50. Posteriormente, foram adquiridos 10 HB 355F2. Oito foram designados H-55 (para transporte) e dois como VC-55 (transporte VIP).

São usados por diversas organizações militares, mas seu uso ocorre principalmente nas atividades de instrução aérea no 1º/11º Grupo de Aviação, Esquadrão Gavião da Base Aérea de Natal, pela Equipe SAR da Academia da Força Aérea, em Pirassununga e era a aeronave do 2º/8º Grupo de Aviação, que agora opera os AH-2 Sabre.



Com a recriação da Aviação do Exército do Brasil em 1986, foram adquiridos diferentes helicópteros para equipá-la. A Av Ex possui duas variantes do Esquilo, a HB 350 L1 e AS 550 A2, ambas monoturbina. Atualmente, estão operacionais, respectivamente, 15 e 19 aparelhos.

O Esquilo é empregado como escolta para os AS 365 K Pantera, helicóptero de treinamento, ataque e esclarecimento.



























KC-2 Turbo Trader

KC-2 Turbo Trader
Aeronave de Transporte Embarcada / REVO


Tipo: Aeronave de Transporte Embarcada / REVO
País de origem:  Estados Unidos
Fabricante: Grumman
Designação no Brasil: KC-2 Turbo Trader
Quantidade produzida: 83 unidade(s)
Primeiro voo em: 4 de dezembro de 1952 (63 anos)
Introduzido em: 1952
Aposentado em: 1988
Tripulação: 2
Passageiros: 9 passageiro(s)

Dimensões
12,9 m  Comprimento
21,2 m  Envergadura
04,9 m  Altura

Peso
8 504 kg Peso vazio
13 222 kg máximo

Originais
Motor: 2 x motores a pistão Wright R-1820-82WA Cyclone de nove cilindros
Potência (por motor): 
TAKE-OFF (5min)  
1 525 hp  
2800 rpm

Militar (30min)  
1725 hp 
2700 rpm

Normal (Continuo) 
1275 hp 
2500 rpm

Razão de subida: 400 pés/minuto

Modernizado
Motor: 2 x turbo-hélice Honneywell TPE 331-14GR
Potência (por motor):1.645 hp
Razão de subida: 2.000 pés/minuto


Velocidade máxima: 462 km/h 
Alcance: 2 092 km 
Combustível (interno): 433 Galões (dividido em 6 tanques)


Variantes
TF-1
TF-1Q
TF-1W
C-1A
EC-1A
KC-2 Turbo Trader

Quantidade em serviço:
Marinha do Brasil
8 aeronaves (4 Operacionais e 4 reposição de peças)



Em 1952 a Marinha dos Estados Unidos fez o primeiro teste com o protótipo XS2F-1, uma aeronave de transporte embarcado. Durante a década de 1950 três variante dos protótipo XS2F-1 surgiram: S2F-1 (S-2)Tracker,WF-2 (E-1) Tracer e o Grumman TF-1 (C-1) Trader. O TF-1 Trader foi introduzido pela US Navy em 1952 e podia transportar 9 passageiros ou 3500 kg de carga , tendo feito sua primeira missão em 1955. Em 1962 a Marinha dos Estados Unidos mudou sua denominação para C-1 Trader.

Durante as décadas de 60 e 70 o C-1 Trader serviu na Guerra do Vietnam como correio aéreo e transporte embarcado nos porta aviões ,além de ser um avião de transporte e abastecimento das demais bases da marinha do Estados Unidos no Pacífico. Também atuou como treinador para formação de pilotos de aeronaves todo-tempo. O último C-1 Trader foi retirado de serviço em 1988.

Foram produzidos 88 aparelhos do tipo C-1 sendo que 4 foram convertidos em EC-1A - destinados à missões de contramedidas eletrônicas.

Foi noticiado no final de 2011 que a Marinha do Brasil fecho um contrato para a aquisição de 8  C-1 Trader e modernizara 4 para o padrão Turbo Tracker, para operar a partir da belonave A-12 – São Paulo. Das 8 unidades adquiridas, 4 serão convertidas em REVO e COD (Carrier On-board Delivery) as demais serão usadas como sobressalentes.
Essas aeronaves passarão por um processo de remotorização e modernização de aviônicos. As células virão dos estoques da Marinha Americana e vão ser equipadas com novos motores turbo-hélice Honneywell TPE 331-14GR (antigo Garret). Essa motorização permitirá que a aeronave ganhe cerca de 2.250 kg de carga útil. O ganho em desempenho da aeronave pode ser observado pelos dados da razão de subida quando equipada com os motores Wright R-1820 originais (400 pés/minuto), frente ao Honneywell TPE 331-14GR (2.000 pés/minuto).
A remotorização só trás dois inconvenientes: diminuição da autonomia, que pode ser resolvido com a instalação de um tanque no torpedo bay, já previsto no projeto e a alteração do centro de gravidade da aeronave, onde a instalação de baterias no nariz do avião resolve o problema.
A modernização para o padrão COD será efetuada quase totalmente nos EUA e uma pequena parte pela EMBRAER, o que permitirá a entrega das primeiras células cerca de dezoito meses depois da assinatura do contrato. 



Mas a pergunta que fica: vale a pena investir nessas aeronaves para operar por mais 10/15 anos após a modernização?
A resposta é sim. Tendo em vista a atual situação operacional da Marinha, eles elevarão de sobremaneira a consciência do ambiente da guerra naval e situação do espaço aéreo próximo à frota.
Temos outras opções no mercado? Temos, mas vamos esbarrar em dois problemas de grande vulto. Primeiro: Custos. Tanto de aquisição quanto de operação. Item fundamental e por ter um peso maior em Forças Armadas que possuem orçamentos minguados ou contingenciando como os nossos. O outro motivo é a capacidade do nosso porta-aviões. Como ele tem limitações para operar aeronaves com peso superior a vinte toneladas em sua catapulta e elevadores, isso diminui bastante as opções, como o S-3B Viking, que em breve estarão disponíveis, pois estão sendo retirados de serviço. Era esperado que a reforma e modernização do A-12, as catapultas seriam trocadas, mas não ocorreu.
Essas novas aeronaves vão trazer um alento nas operações aeroembarcadas de nossa Marinha, com a adoção de REVO e Transporte de tropa. O voo do primeiro protótipo tem previsão para novembro de 2017 e a entrega da primeira Aeronave KC-2 no Brasil está prevista para dezembro de 2018.



DIRETORIA DE AERONÁUTICA DA MARINHA
EXTRATO DE CONTRATO Nº 1

Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI
Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América. Valor: U$ 234.806,00 Vigência:
06/08/2010; Assinatura 06/08/2010. CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 1
Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre
o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados
Unidos da América. Valor: US$ 234.806,00.Vigência: 16/07/2010 ;Assinatura 16/07/2010. S CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATOS DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
TCAL Nº 63003000194/2010-13; Objeto: Transporte de oito células de aeronaves C-1 A TRADER adquiridas junto ao Governo dos Estados Unidos da América por meio do programa FOREIGN MILITARY SALES -FMS CASE; Enquadramento: Caput do Art. 25, I
da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.969,00 (Noventa e nove mil, novecentos e sessenta e nove dólares americanos)DAT 11/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas. Ratificação: 11/03/2010 por CA NELSON GARRONE
PALMA VELLOSO – Diretor de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000238/2010-13; Objeto: Aquisição de cinquenta e seis capacetes de voo Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.512,00 (Noventa e nove mil, quinhentos e doze dólares americanos)DAT 24/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas Ratificação:
24/03/2010 por CA NELSON GARRONE PALMA VELLOSO – Diretor
de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000277/2010-11; Objeto: Visita técnica para inspeção
das células da aeronave S-2G Tracker no Uruguai Enquadramento:
Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$7.991,00 (Sete mil, novecentos e noventa e um dólares americanos) DAT 31/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador
de Despesas – Ratificação: 31/03/2010 por CA Nelson Garrone
Palma Velloso – Diretor de Aeronáutica da Marinha







As imagens abaixo são meramente ilustrativas