domingo, 19 de junho de 2016

U-20 Cisne Branco

U-20 Cisne Branco
Navio Veleiro


Batimento de Quilha: 9 de novembro de 1998
Lançamento: 4 de agosto de 1999
Incorporação: 9 de março de 2000
Deslocamento: 1.038 ton (carregado).
Dimensões: 
76 m de comprimento,
10.6 m de boca
4.80 m de calado.

Propulsão: Diesel e Vela;
1 motor diesel de 1.014 hp, acoplado a 1 eixo. Equipado com Bow-Thruster.
Armado em galera com três mastros, sendo o grande com 46.4 metros de altura.

Área Vélica: 32 velas x 2.195 m2, sendo 15 velas redondas, 10 velas latinas, 6 velas auxiliares e 1 vela de mau tempo.

Energia Elétrica: 2 geradores diesel.
Velocidade: máxima:
10.7 nós, com o motor diesel
17.5 nós com as velas.

Sensores: 1 radar de navegação Furuno FR 1510 Mk-3.
Código Internacional de Chamada: PWCB
Tripulação:
10 oficiais
32 praças



O NVe Cisne Branco (U-20) é um navio veleiro da Marinha do Brasil, que exerce funções diplomáticas e de relações públicas. A sua missão é a de representar o Brasil em eventos náuticos nacionais e internacionais, divulgar a mentalidade marítima na sociedade civil e preservar as tradições navais. Ocasionalmente é utilizado como navio-escola.

O seu projeto inspirou-se no dos clippers construídos no final do século XIX.

A embarcação foi encomendada pela Marinha para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Foi construído no estaleiro Damen Shipyard, em Amsterdã, no tempo recorde de um ano e três meses, teve a quilha batida em 9 de novembro de 1998 e sendo lançado ao mar em 4 de agosto de 1999. Foi entregue em 4 de fevereiro de 2000 e incorporado à Armada em 9 de março de 2000, no dia da largada da Regata Internacional Comemorativa aos 500 Anos do Descobrimento, em Lisboa, mesmo dia da partida da Armada de Pedro Álvares Cabral.

É a terceira embarcação e o segundo veleiro a ostentar esse nome na Armada Brasileira, em homenagem ao Hino da Marinha Brasileira, com esse título. Em heráldica, a figura do cisne significa uma feliz travessia e um bom augúrio.



Tendo percorrido a rota de Cabral, aportou ao Brasil na mesma data do navegador (22 de Abril), tendo participado de todas as celebrações na costa brasileira.

O Cisne Branco tem uma embarcação irmã, construída ao mesmo tempo: o Stad Amsterdam que ostenta a bandeira dos Países Baixos, também lançado ao mar no ano de 2000.



O primeiro Cisne Branco foi um veleiro de 79 pés de comprimento, em madeira. Com dois mastros, era tripulado por vinte homens. Realizou apenas uma viagem de instrução com Guardas-Marinha, em 1979.

O segundo Cisne Branco foi um veleiro de 83 pés de comprimento, em alumínio. Realizou viagens de instrução com Guardas-Marinha, entre 1980 e 1986, quando passou à Escola Naval Instalada na Ilha de Villegagnon, no Rio de Janeiro para servir como veleiro de instrução, até ao seu descomissionamento, no ano seguinte.

O NVe Cisne Branco é empregado: - Em atividades de representação nacional e internacional. Também conhecido como “embaixada flutuante”, o Navio representa a Marinha e o Brasil em diversos eventos náuticos que ocorrem todos os anos, mostrando a bandeira do Brasil onde quer que vá; - No complemento à formação marinheira do pessoal da MB, a partir do embarque de aspirantes da Escola Naval, de alunos do Colégio Naval e de alunos das Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante; - Na difusão da mentalidade marítima da sociedade brasileira, fazendo-a atentar para o fato de que o Brasil, na condição de um país marítimo e continental, sempre teve e terá seu desenvolvimento atrelado ao mar; e - No estímulo ao culto às tradições navais junto à sociedade.



O Navio possui 3 níveis de conveses abertos, o castelo (proa), o convés principal (meio Navio) e o tombadilho (popa). O piso é todo revestido de teca, uma madeira bastante usada em veleiros devido à característica de não apodrecer em contato com a água. É durável e bastante resistente à salinidade da água do mar. Laboram as velas cerca de 18 km de cabos, manobrados manualmente pela tripulação em trabalho de equipe. Estes cabos são cunhados em malaguetas, distribuídas por todo o Navio (são 300 ao todo). As ordens são emanadas para os três mastros por meio de toques de apito. Existem dois guinchos usados para realizar o braceio das três vergas inferiores dos mastros do traquete e grande, conhecidos como guinchos Jarvis. O braceio consiste em posicionar as vergas com um ângulo que vai de um a cinco quartas (cada quarta tem 11° 15’) em relação ao eixo longitudinal do Navio, de maneira tirar o melhor proveito do vento reinante. As demais vergas são braceadas manualmente.







































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