sexta-feira, 29 de julho de 2016

KC-2 Turbo Trader

KC-2 Turbo Trader
Aeronave de Transporte Embarcada / REVO


Tipo: Aeronave de Transporte Embarcada / REVO
País de origem:  Estados Unidos
Fabricante: Grumman
Designação no Brasil: KC-2 Turbo Trader
Quantidade produzida: 83 unidade(s)
Primeiro voo em: 4 de dezembro de 1952 (63 anos)
Introduzido em: 1952
Aposentado em: 1988
Tripulação: 2
Passageiros: 9 passageiro(s)

Dimensões
12,9 m  Comprimento
21,2 m  Envergadura
04,9 m  Altura

Peso
8 504 kg Peso vazio
13 222 kg máximo

Originais
Motor: 2 x motores a pistão Wright R-1820-82WA Cyclone de nove cilindros
Potência (por motor): 
TAKE-OFF (5min)  
1 525 hp  
2800 rpm

Militar (30min)  
1725 hp 
2700 rpm

Normal (Continuo) 
1275 hp 
2500 rpm

Razão de subida: 400 pés/minuto

Modernizado
Motor: 2 x turbo-hélice Honneywell TPE 331-14GR
Potência (por motor):1.645 hp
Razão de subida: 2.000 pés/minuto


Velocidade máxima: 462 km/h 
Alcance: 2 092 km 
Combustível (interno): 433 Galões (dividido em 6 tanques)


Variantes
TF-1
TF-1Q
TF-1W
C-1A
EC-1A
KC-2 Turbo Trader

Quantidade em serviço:
Marinha do Brasil
8 aeronaves (4 Operacionais e 4 reposição de peças)



Em 1952 a Marinha dos Estados Unidos fez o primeiro teste com o protótipo XS2F-1, uma aeronave de transporte embarcado. Durante a década de 1950 três variante dos protótipo XS2F-1 surgiram: S2F-1 (S-2)Tracker,WF-2 (E-1) Tracer e o Grumman TF-1 (C-1) Trader. O TF-1 Trader foi introduzido pela US Navy em 1952 e podia transportar 9 passageiros ou 3500 kg de carga , tendo feito sua primeira missão em 1955. Em 1962 a Marinha dos Estados Unidos mudou sua denominação para C-1 Trader.

Durante as décadas de 60 e 70 o C-1 Trader serviu na Guerra do Vietnam como correio aéreo e transporte embarcado nos porta aviões ,além de ser um avião de transporte e abastecimento das demais bases da marinha do Estados Unidos no Pacífico. Também atuou como treinador para formação de pilotos de aeronaves todo-tempo. O último C-1 Trader foi retirado de serviço em 1988.

Foram produzidos 88 aparelhos do tipo C-1 sendo que 4 foram convertidos em EC-1A - destinados à missões de contramedidas eletrônicas.

Foi noticiado no final de 2011 que a Marinha do Brasil fecho um contrato para a aquisição de 8  C-1 Trader e modernizara 4 para o padrão Turbo Tracker, para operar a partir da belonave A-12 – São Paulo. Das 8 unidades adquiridas, 4 serão convertidas em REVO e COD (Carrier On-board Delivery) as demais serão usadas como sobressalentes.
Essas aeronaves passarão por um processo de remotorização e modernização de aviônicos. As células virão dos estoques da Marinha Americana e vão ser equipadas com novos motores turbo-hélice Honneywell TPE 331-14GR (antigo Garret). Essa motorização permitirá que a aeronave ganhe cerca de 2.250 kg de carga útil. O ganho em desempenho da aeronave pode ser observado pelos dados da razão de subida quando equipada com os motores Wright R-1820 originais (400 pés/minuto), frente ao Honneywell TPE 331-14GR (2.000 pés/minuto).
A remotorização só trás dois inconvenientes: diminuição da autonomia, que pode ser resolvido com a instalação de um tanque no torpedo bay, já previsto no projeto e a alteração do centro de gravidade da aeronave, onde a instalação de baterias no nariz do avião resolve o problema.
A modernização para o padrão COD será efetuada quase totalmente nos EUA e uma pequena parte pela EMBRAER, o que permitirá a entrega das primeiras células cerca de dezoito meses depois da assinatura do contrato. 



Mas a pergunta que fica: vale a pena investir nessas aeronaves para operar por mais 10/15 anos após a modernização?
A resposta é sim. Tendo em vista a atual situação operacional da Marinha, eles elevarão de sobremaneira a consciência do ambiente da guerra naval e situação do espaço aéreo próximo à frota.
Temos outras opções no mercado? Temos, mas vamos esbarrar em dois problemas de grande vulto. Primeiro: Custos. Tanto de aquisição quanto de operação. Item fundamental e por ter um peso maior em Forças Armadas que possuem orçamentos minguados ou contingenciando como os nossos. O outro motivo é a capacidade do nosso porta-aviões. Como ele tem limitações para operar aeronaves com peso superior a vinte toneladas em sua catapulta e elevadores, isso diminui bastante as opções, como o S-3B Viking, que em breve estarão disponíveis, pois estão sendo retirados de serviço. Era esperado que a reforma e modernização do A-12, as catapultas seriam trocadas, mas não ocorreu.
Essas novas aeronaves vão trazer um alento nas operações aeroembarcadas de nossa Marinha, com a adoção de REVO e Transporte de tropa. O voo do primeiro protótipo tem previsão para novembro de 2017 e a entrega da primeira Aeronave KC-2 no Brasil está prevista para dezembro de 2018.



DIRETORIA DE AERONÁUTICA DA MARINHA
EXTRATO DE CONTRATO Nº 1

Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI
Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América. Valor: U$ 234.806,00 Vigência:
06/08/2010; Assinatura 06/08/2010. CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 1
Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre
o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados
Unidos da América. Valor: US$ 234.806,00.Vigência: 16/07/2010 ;Assinatura 16/07/2010. S CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATOS DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
TCAL Nº 63003000194/2010-13; Objeto: Transporte de oito células de aeronaves C-1 A TRADER adquiridas junto ao Governo dos Estados Unidos da América por meio do programa FOREIGN MILITARY SALES -FMS CASE; Enquadramento: Caput do Art. 25, I
da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.969,00 (Noventa e nove mil, novecentos e sessenta e nove dólares americanos)DAT 11/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas. Ratificação: 11/03/2010 por CA NELSON GARRONE
PALMA VELLOSO – Diretor de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000238/2010-13; Objeto: Aquisição de cinquenta e seis capacetes de voo Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.512,00 (Noventa e nove mil, quinhentos e doze dólares americanos)DAT 24/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas Ratificação:
24/03/2010 por CA NELSON GARRONE PALMA VELLOSO – Diretor
de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000277/2010-11; Objeto: Visita técnica para inspeção
das células da aeronave S-2G Tracker no Uruguai Enquadramento:
Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$7.991,00 (Sete mil, novecentos e noventa e um dólares americanos) DAT 31/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador
de Despesas – Ratificação: 31/03/2010 por CA Nelson Garrone
Palma Velloso – Diretor de Aeronáutica da Marinha







As imagens abaixo são meramente ilustrativas














4 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Agora com a aposentadoria do A-12, o que será dos 4 Traders em fase de modernização nos EUA?

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    1. Acredito que a ala aeronaval de asas fixa sera mantida mas sem meio naval, apenas para adestramento dos pilotos ate o fim de tempo útil de vida, ficaremos igual a Argentina, que sem porta aviões tem pilotos e aeronaves mesmo que poucos para esse tipo de operação.

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