domingo, 4 de outubro de 2015

Segurança nuclear

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Segurança nuclear 



De todas as atividades industriais, a geração nuclear é uma das que oferece menos risco. Em 30 anos de operação das usinas de Angra, nunca houve um acidente ou evento que pusesse em risco os trabalhadores das usinas, a população ou o meio ambiente da região.

A segurança é um compromisso que está cristalizado na Política de Gestão Integrada da Eletrobras Eletronuclear. Ela é prioritária e precede a produtividade e a economia, não devendo nunca ser comprometida por qualquer razão. 

Por lidar com uma forma de energia muito potente, a segurança das instalações nucleares vai muito além das grossas paredes de aço e concreto que cercam nossos reatores. Segurança nuclear é um processo contínuo que não envolve apenas componentes e estruturas, mas também pessoas e organizações.

As usinas nucleares contam com sistemas de segurança passivos, que entram automaticamente em ação para impedir acidentes e, também, desligar e resfriar o reator em situações de emergência. As usinas contam ainda com duas barreiras protetoras que protegem fisicamente o reator: uma externa, de concreto, e outra interna, de aço. Essas paredes de contenção protegem as usinas contra fatores externos, como terremotos, maremotos, inundações e explosões, e também o aumento de pressão no interior da usina.

A Eletronuclear tem na segurança um dos pontos mais relevantes de sua cultura organizacional, norteando todas as atividades da empresa, mesmo as que, aparentemente, nada tem a ver com a questão. Um dos principais conceitos empregados é o de defesa em profundidade, ou seja, barreiras em série, como em uma corrida de obstáculos. Elas funcionam através dos sistemas operacionais, de segurança e de instrumentação e controle de uma usina. O risco não é eliminado totalmente, mas reduzido a níveis baixíssimos.


As defesas em uma usina nuclear podem ser de tipos diferentes. Elas podem ser:


  • de Projeto – Este conjunto de barreiras engloba os cuidados que são tomados antes mesmo da escolha do local onde a usina será construída. São analisados todos os possíveis riscos inerentes ao empreendimento, até mesmo os mais improváveis, como terremotos ou a queda de um avião sobre as instalações nucleares.

  • Físicas – Nesta categoria, estão incluídas todas as proteções utilizadas para conter ou minimizar os níveis de radiação inerentes ao funcionamento do reator nuclear. Essas barreiras vão desde a própria estrutura molecular da pastilha de combustível até as grossas paredes de aço e concreto que cercam todo o circuito primário da usina.

  • de Processo – Essas barreiras garantem a segurança do trabalho humano e sua interação com a máquina, estabelecendo rotinas de trabalho e procedimentos administrativos e operacionais. Nesta categoria, estão incluídos itens como os programas de testes periódicos; os procedimentos de trabalho (operação, manutenção, engenharia, treinamento, química, proteção radiológica, gestão); e processos de avaliação interna e externa.

  • Organizacionais – Aqui estão os controles legais e institucionais relativos à segurança. Elas incluem leis específicas de âmbito nacional e internacional, a existência de um órgão regulador – no caso brasileiro, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) – e de acordos com organismos nacionais e internacionais. Além disso, a Política de Gestão Integrada de Segurança da Eletrobras Eletronuclear preconiza que a segurança nuclear é mais importante do que a produtividade ou a economia da empresa. Esse é um compromisso que envolve todos os trabalhadores da organização e se reflete numa forte cultura de segurança.



A segurança nuclear é prioritária e precede a produtividade e a economia, não devendo nunca ser comprometida por qualquer razão.

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