domingo, 4 de outubro de 2015

Fusão Nuclear

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Fusão Nuclear: Alternativa para o futuro?


Ao fundir núcleos atômicos leves (tais como os isótopos do hidrogênio, o deutério e o trítio) há uma enorme liberação de energia, processo que é conhecido como fusão atômica. Esse processo é similar ao que ocorre no interior do Sol e de outras estrelas, e poderá vir a ser uma fonte de energia ilimitada para gerações futuras. Para realizar fusões que efetivamente liberem grandes quantidades de energia é necessário que um gás formado pelos isótopos do Hidrogênio seja aquecido até temperaturas elevadíssimas (100 milhões de graus centígrados) e seja mantido confinado por pelo menos um segundo, o que pode ser conseguido usando confinamento magnético. Uma das configurações mais utilizadas é chamada tokamak, palavra russa que significa câmara magnética em forma de toróide.
Apesar dos enormes avanços na tecnologia e no entendimento dos fenômenos físicos que ocorrem durante a fusão nuclear, ainda não se tem certeza se o potencial da fusão nuclear poderá ser efetivamente realizado de uma maneira economicamente viável. Existem diversos programas, em diversos países, com um objetivo global de elevar a tecnologia de fusão a um estágio comercialmente aceitável para a geração de energia elétrica por volta de 2040-2050. Esses programas se baseiam em diversos estudos que indicam que nos meados do próximo século a demanda de energia elétrica será muito maior do que é hoje em dia, com o agravante da escassez de recursos fósseis (e das restrições ao seu uso por motivos ambientais).
De fato, a fusão nuclear apresenta uma vasta lista de qualidades de segurança ambiental. Não há reações em cadeia, e a radiotoxicidade dos detritos de uma planta de fusão nuclear é comparável à radiotoxicidade dos detritos provenientes de uma usina termo-elétrica. Os detritos não apresentam efeitos acumulativos para gerações futuras. Além disso, a fusão não produz mudanças climáticas ou emissões poluidoras da atmosfera. Entretanto, apesar de representar a possibilidade de conquistar uma fonte de energia inesgotável, com muitos benefícios para o nosso meio ambiente, as pesquisas em fusão nuclear não vem sendo suficientemente apoiadas, talvez devido aos enormes avanços de que ainda dependem e ao investimento considerável que essa inciativa representa.


Investimentos e Perspectivas futuras

Todos os especialistas na área de fusão nuclear concordam que os reatores seriam excessivamente caros para os padrões atuais, e que a tecnologia envolvida na construção e funcionamento de tais usinas ainda não está completamente desenvolvida. E é justamente esse o ponto mais delicado da questão, pois para avançar nas pesquisas e no desenvolvimento de protótipos são necessários investimentos enormes, sem a garantia de sucesso nos resultados a serem alcançados. Essa é portanto uma aposta que a maioria dos governos não quer assumir, provavelmente sobrepujados pelas necessidades imediatistas e eleitorais dos economistas e políticos, pois resultados efetivos só seriam observados em cinqüenta, talvez sessenta anos. Por outro lado, mesmo insatisfeitos com os recursos até agora obtidos, os cientistas envolvidos com a fusão nuclear continuam a ser bastante otimistas, graças aos enormes avanços alcançados nas pesquisas nos últimos anos.
Permanece ainda a dúvida: vale a pena investir grandes quantidades de dinheiro nas pesquisas em fusão nuclear? A resposta, é claro, depende de previsões para o futuro, e por mais realistas que sejam, diferentes cenários imaginários podem levar a conclusões distintas. Por exemplo, além de ser uma fonte de energia limitada, se os cientistas concluírem que a queima de combustíveis fósseis está provocando de fato mudanças irreversíveis no clima da terra, temos que pensar urgentemente em soluções alternativas. Nessas alternativas podemos incluir as fontes de energia ditas renováveis (como hidroelétrica, solar, eólica, marés, geotérmica, biomassa etc...), a fissão e a fusão.
As fontes de energia renováveis serão cada vez mais importantes, mas não conseguirão suprir todas as necessidades globais, que vêm crescendo continuamente ano após ano. A fissão nuclear poderia suprir essas necessidades, mas tem as suas desvantagens óbvias com relação ao impacto ambiental. Considerando então esse cenário, a alternativa da fusão parece óbvia, mas o empecilho continua sendo econômico. De acordo comB.H. Ripin : "Então, a questão que realmente fica é a seguinte: Podemos nos arriscar a não perseguir vigorosamente a fusão? Uma nova usina nuclear custa entre 1 e 10 bilhões de dólares hoje em dia; uma nova geração de usinas custaria o total de 10 trilhões de dólares! O financiamento das pesquisas em fusão nuclear em torno de 1 bilhão de dólares por ano, mesmo por mais 50 anos, é uma aposta razoável? No meu entender, sim."
Mas também há muitos críticos sérios ao dispêndio de dinheiro com pesquisas em fusão, relacionados com a exiquibilidade e implementação de plantas nucleares, com os problemas de resíduos e proliferação, e com o seu custo total. Por exempo, Edwin Lyman, do Nuclear Control Institute, E.U.A., diz o seguinte: "É realmente um sonho regressivo tentar fazer a energia de fusão funcionar. Se algo como as dezenas de bilhões gastos na pesquisa e desenvolvimento de fusão tivesse ido para pesquisas em energias leves e renováveis, tais como solar e eólica, quem sabe onde estaríamos agora…"
Além dos custos, os governos devem lembrar-se que não se trata de uma simples aposta. Trata-se de investir no futuro da própria humanidade, tanto do ponto de vista energético, quanto da preservação do meio ambiente. Deve se manter, no mínimo, os investimentos necessários para sustentar a pesquisa em uma área tão interessante. Inúmeros exemplos na história da humanidade demonstraram que é extremamente difícil apostar no futuro, mas que a aposta em ciência básica quase sempre resulta em algo proveitoso, muitas vezes inimaginável no momento do nascimento das pesquisas naquela área.
Vale a pena destacar, neste ponto, as palavras, escritas em 1993, do eminente cientista John D. Lawson (especialista em fusão nuclear): "Estamos ainda longe do objetivo final? Tal como podemos conceber atualmente, mesmo com a demonstração do ponto de vista físico e técnico que se espera do ITER, um reator de fusão confiável seria tão complexo que segundo os critérios econômicos atuais seria classificado "não-econômico". Nesta altura é difícil de prever quando a investigação sobre fusão chegará ao fim e poderá fornecer uma contribuição crucial para as necessidades da humanidade.
Seguramente, se pudermos imaginar um mundo tecnológico apoiado, estável, onde as crises políticas e ambientais atuais estejam controladas razoavelmente, então a satisfação de nossas necessidades de energia através da fusão poderá ser um ingrediente essencial do mundo futuro. É uma opção que devemos com certeza manter em aberto para os próximos anos"

Um comentário:

  1. ESTOU DESENVOLVENDO O REATOR DE FUSÃO NUCLEAR DO FUTURO E SEM AUXÍLIO DE NINGUÉM, SOMENTE COM RECURSOS PRÓPRIOS.PRETENDO VENDER PATENTES NOS CINCO CONTINENTES ( 5 ) E MEU PREÇO O BRASIL NÃO TEM RECURSOS PARA COMPRAR.

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