domingo, 4 de outubro de 2015

Angra 2

Programa Nuclear  Militar
Historia Nuclear
Programa Nuclear Brasileiro













ANGRA 2




Situação atual: em operação


Nome da usina: Angra 2
Região: Angra dos reis
Estado: Rio de janeiro
Coordenadas geográficas: Latitude -23o 00’ 30 ” sul longitude -44o 28’ 26” oeste
Tipo de reator: Água pressurizada / pwr
Fornecedor do sistema: Siemens/kwu
Proprietário: Eletrobras eletronuclear
Operador: Eletronuclear

Potência do reator 
Térmica: nominal: 3.771 mwt
Elétrica (bruta): Nominal: 1.350 mwe
Elétrica (líquida): Nominal: 1.280 mwe
Faixa operacional contínua: 80% -100%
Rendimento térmico: 35.8 % (temp. Água do mar 27˚c)

Características do núcleo do Reator

Material combustível: Urânio enriquecido -uo2
Elementos combustíveis: 193
Quantidade de varetas combustíveis por elemento combustível: 236

Enriquecimento inicial do combustível
Regiões: 1 (69ec-1.9%);
Regiões: 2 (68ec­2.5%);
Regiões: 3 (60ec-3.2%)

Enriquecimento do combustível nos Carregamentos
3.6 % (inicial -2p1);
4.0 % (atual -2p6)

Material do revestimento: zircaloy 4 (zr)
Espessura: 0.72 mm
Inventário de urânio: 103 t u
Densidade média de potência do combustível: 36.4 (kw/kg u)
Densidade média de potência do núcleo do reator: 93.2 (kw/l)
Potência linear média nominal das varetas: 20.7 (kw/m)
Irradiação final: 50.000 (mwd/t) (máxima)



Método de carregamento

Frequência de carregamento (projeto): Aprox. 13 meses
Partes do núcleo retiradas (Combustíveis): Aprox. 33%
Meios de controle de radioatividade: Cr, bp (gd), cs1
Barras de controle: 61

Sistemas da usina       
Vaso do reator (material básico): 20 mn mo ni 55
Material do revestimento: din 1.4550 (aisi 316l)
Descrição do sistema primário: 4 “loops” (4 loops)
Bombas do primário (brr): 4
Pressão do primário: 157.0 (kg/cm2)
Refrigerante: H2o
Vazão através do núcleo: 67.680 (t/h)
Temperatura média: 308,6 (oc)

Gerador de vapor: 4
Tipo: Vertical, tubos em “u” com reaquecedor e separador
De umidade: vertical u -tubes w
Fabricante: Siemens
Material: 20 mn mo ni 55
Tubos: Incoloy 800

Turbinas: 1
Fabricante: Siemens
Estágios: 1ap, 3bp / 1 hp, 3 lp
Rpm: 1.800

Condições do vapor na entrada da turbina
Temperatura: 280 (oc)
Pressão: 64.2 (kg/cm2)
Umidade:  0.25 (%)
Vazão : 7.398 (t/h)

Tipo de refrigeração do Condensador
Água do mar
Vazão na captação: 74.4 (m3/s)
Material: Astm a-36
Tubos: Titanio / titanium – (tipo ii)

Contenção do sistema do reator:
Vaso de contenção de aço c/ envoltório adicional de concreto
Material: Wste 51

Gerador elétrico: 1
Fabricante: Siemens
Tipo: thff 180/64-18    
Horizontal: resfriado a h2
Potência (a 75 psig h2): 1.458 mva
Tensão de saída: 25 (+ 7.5; -10) kv
Número de fases: 3
Frequência: 60 hz
Fator de potência: Cos φ= 0.9
Classe de isolamento: B
Rpm: 1.800



Fruto de um acordo nuclear Brasil-Alemanha, a construção e a operação de Angra 2 ocorreram conjuntamente à transferência de tecnologia para o país, o que levou também o Brasil a um desenvolvimento tecnológico próprio, do qual resultou o domínio sobre praticamente todas as etapas de fabricação do combustível nuclear. Desse modo, a Eletrobras Eletronuclear e a indústria nuclear nacional reúnem, hoje, profissionais qualificados e sintonizados com o estado da arte do setor.

Angra 2 opera com um reator tipo PWR (Pressurizer Water Reactor, i.e., reator à água pressurizada) e sua potência nominal é de 1350 MW.

Angra 2, sozinha, poderia atender ao consumo de uma região metropolitana do tamanho de Curitiba, com dois milhões de habitantes. Como tem o maior gerador elétrico do hemisfério Sul, Angra 2 contribui decisivamente com sua energia para que os reservatórios de água que abastecem as hidrelétricas sejam mantidos em níveis que não comprometam o fornecimento de eletricidade da região economicamente mais importante do país, o Sudeste. 



A usina de Angra 2 entrou em funcionamento exatamente às 22h16 da noite de sexta-feira, 21 de julho de 2000, em fase de testes, gerando energia complementar ao abastecimento elétrico da região sudeste. A potência do gerador atingiu então 270 MW, cerca de 20% de sua capacidade total. Para o definitivo funcionamento comercial de energia, a Usina precisa passar por um minucioso acompanhamento de todos os seus parâmetros de operação (fase final de testes), que foram adiados por solicitação da Operadora Nacional do Sistema (ONS), de modo a manter a complementação elétrica das necessidades da região.



A região de Angra dos Reis, no sul fluminense foi escolhida para a instalação do complexo nuclear brasileiro por apresentar algumas facilidades. A principal é a proximidade dos grandes centros consumidores, pois assim a usina pode fornecer energia através de linhas relativamente curtas. Angra fica (em linha reta) a 220km de São Paulo, 130 km do Rio e 350 km de Belo Horizonte, que são grandes consumidores de energia elétrica. A proximidade do mar é outro aspecto fundamental, uma vez que a usina utiliza-se de uma grande quantidade de água, em circulação, para resfriar o vapor produzido para acionar a turbina e ligar o gerador elétrico. A sua localização facilita também a chegada e saída de embarcações com equipamentos de grande porte.

O atual estágio de testes de Angra 2 deve se estender até setembro. Durante esse tempo, a potência será gradativamente elevada, de 30% para 80% e depois para 100%. Em cada uma dessas fases, o teste consiste em verificar se a unidade responde de acordo com o que determina o projeto. Cumpridas todas as etapas, o equipamento fica oito dias operando a 100%. Ao fim deste período, se tudo correr bem, a usina é declarada apta a operar comercialmente.


Angra 1, cuja produção foi interrompida em 17 de julho voltou a funcionar em 4 de agosto. Segundo o Superintendente de Produção de Angra 2, Kleber Cosenza, o Rio de Janeiro, que é um grande produtor de energia primária na forma de petróleo, ainda é dependente de outros Estados na importação de energia elétrica. As usinas de Angra somam 1.966 MW à produção, representando aproximadamente 50% da potência total instalada no Estado. As outras fontes, a usina hidrelétrica do Funil e a de Santa Cruz, geram, respectivamente, 200MW e 600MW. A elas somam-se algumas outras pequenas usinas da Companhia de Luz do Estado do Rio de Janeiro, Light.

Angra 2, cuja tecnologia foi comprada da Siemens, alemã, impressiona pelas instalações...


Usina mistura simplicidade e alta tecnologia

Angra 2 impressiona antes de tudo pelo tamanho. Pelo tamanho das instalações e da mobilização humana que representa. Quem vem pela Rio-Santos não pode deixar de reparar na magnitude da obra, localizada em uma pequena enseada em uma das reentrâncias da serpenteante estrada. Ao entrar na área da usina e das vilas de funcionários nota-se a infra-estrutura que a Eletronuclear criou nas adjacências para tornar possível a empreitada.

As vilas de Mambucaba e Praia Grande são construídas para abrigar os funcionários, além de algumas instalações operacionais, como o Laboratório de Monitoração Ambiental e o Hotel onde funcionários, comissões técnicas e autoridades governamentais eventualmente ficam. As edificações são todas planejadas, casinhas de moradores repetem-se umas depois das outras aos olhos do passante, dando uma impressão de ordem e monotonia.

As instalações da usina são guardadas por um esquema de segurança de fazer inveja: visitantes são identificados por cartões magnéticos com um chip capaz de abrir portas somente na presença de um funcionário. Ainda assim, o visitante tem que esperá-lo entrar primeiro. E depois não pode hesitar muito: seu cartão pode abrir a porta até dois minutos depois da entrada do anfitrião. Ao fim deste tempo, o cartão expira. Todas as portas da usina têm um identificador deste tipo. A segurança é ostensiva e a vigilância deve responder por uma parcela razoável da folha de pagamentos. Os guardas das portarias e balcões de entrada comunicam-se com os visitantes somente através de microfones, pois há espessos vidros separando os dois.



Depois desta primeira impressão, o estilo de construção e o clima dentro da usina tornam-se os principais alvos da atenção. Há, nas construções, nos prédios, nos monitores de computador, nos macacões dos operários e nos painéis da sala de controle da usina uma estética dos anos 70/80, no estilo dos filmes de Buck Rogers ou Jornada nas Estrelas. O design dos equipamentos, que devem ser funcionais acima de tudo, desvia a atenção do visitante para essa estética. É interessante pensar que a energia nuclear e as usinas que a utilizam não representem mais tanta inovação como na época em que o Brasil começou seu projeto nuclear. Visualmente, a usina oferece uma experiência mista de alta tecnologia com simplicidade, ou até mesmo antigüidade.



A imensidão, as tubulações prateadas, os equipamentos e os ruídos e principalmente o gerador e suas turbinas tornam quase impossível não associar a experiência de uma visita à Angra 2 com os filmes de ficção científica da década de 70 e começo dos anos 80.

Paralelamente à produção de energia elétrica, a usina mantém também atividades de pesquisa e monitoração ambiental...

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