sábado, 11 de julho de 2015

C-130 Hércules



C-130 / KC-130 Hércules

Ficha Técnica
Fabricante: Lockheed Martin
Entrada em serviço: 9 de dezembro de 1956
Missão: Transporte aéreo
Tripulação: 4-6
Capacidade: 
92 soldados
64 para-quedistas
74 pacientes de maca com 5 equipe médica
6 pallets
2 blindados

Comprimento: 29,79 m
Envergadura: 40,4 m
Altura: 11,9 m
Área (asas): 162,12 m²
Peso total: 70 310 kg
Peso bruto máximo: 79 380 kg

Motores:
4x Allison T-56-A-15 de 16 800 cv 
ou 
4x turbopropulsores Rolls-Royce AE2100 de 19 800 cv
Hélices : 4 hélices
Velocidade máxima: 621 km/h (Mach 0,5)
Alcance: 3.792 Km
Alcance com tanques extras: 7.876 Km
Autonomia: 8 h
Teto máximo: 7 010 m
Relação de subida: 580 m/s


VERSÕES DO C-130 HERCULES FAB:

C-130H - versão cargueiro utilitário
KC-130 - versão REVO para reabastecimento aéreo
SC-130E - versão SAR para busca e salvamento

Operadores
Brasil, Abu Dhabi, Argélia, Argentina, Austrália, Bélgica, República dos Camarões, Canadá, Chad, Chile, Colômbia, Dinamarca, Equador, Egito, França, Gabão, Grécia, Honduras, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Coréia do Sul, Kuwait, Líbia, Malásia, Marrocos, Nova Zelândia, Niger, Nigéria, Noruega, Oman, Paquistão, Peru, Filipinas, Portugal, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Espanha, Sudão, Suécia, Síria, Taiwan, Turquia, Tailândia, Tunísia, Inglaterra, Estados Unidos, Venezuela, Vietnã, Iêmen do Norte, Zaire, Emirados Árabes Unidos.


O C-130 Hercules é um avião com quatro turbo-propulsores cuja função principal é a de transporte aéreo em várias forças armadas em todo o mundo. Capaz de aterrar ou descolar em pistas pequenas ou improvisadas, foi concebido com o intuito de transporte de tropas e carga. Atualmente desempenha uma larga gama de papeis, incluindo transporte de para-quedistas, reconhecimento climatérico, reabastecimento aéreo, combate aéreo a incêndios e evacuação médica. Existem mais de 40 modelos do Hércules utilizados em mais de 50 nações. Com mais de 50 anos de serviço, a família C-130 estabeleceu um sólido recorde de confiabilidade e durabilidade, participando em missões militares, civis e de ajuda humanitária.

A família C-130 detém o recorde de mais longo ciclo de produção de aviões militares em toda a história. O primeiro protótipo, o YC-130 voou a 23 de agosto de 1954 decolando nas instalações da Lockheed em Burbank, na Califórnia. O protótipo, número de série 53-3397, foi pilotado por Stanley Beltz e Roy Wimmer. Uma vez construídos os dois protótipos, a produção foi trasladada para Marietta, Geórgia, onde foram construídos mais de 2 000 aeronaves. 

Historia

Em 1951, após a primeira crise com a URSS, os Estados Unidos decidiram modernizar a frota de transporte, constituída essencialmente pelos C-47 Skytrain e C-119 Flying Boxcar que participaram na Segunda Guerra Mundial. Assim, a USAF iniciam uma demanda por aviões de assalto que pudessem decolar e aterrar em pistas rudimentares

Em 1952 a USAF aceita o projecto YC-130A da Lockheed e encomenda dois aparelhos. A 23 de agosto de 1954 o protótipo faz o seu primeiro voo e dois anos depois, a 9 de dezembro o C-130A entra ao serviço da USAF.

C-130 Hércules é o mais versátil avião de carga em sua classe. é ainda utilizado em todo o mundo. Tornou-se uma das lendas da aviação atual. Empregado no Vietnã como transporte aéreo e, principalmente, como canhoneira aérea, utilizando quatro miniguns de 7.62 mm, para saturação de área. O C-130 tirou de apuros, em diversas ocasiões, as tropas terrestres americanas. A sua mais famosa participação em combate foi durante o resgate de Entebe, em Uganda, quando comandos israelenses os utilizaram para libertar passageiros de um Airbus que havia sido sequestrado por terroristas apoiados por Idi Amin Dada. Na Guerra das Malvinas, o Hércules foi utilizado extensivamente por ambas as Forças (Inglaterra e Argentina), o que também ocorreu no conflito entre Irã e Iraque.


O Hércules na FAB

A Força Aérea Brasileira recebeu seus primeiros três C-130E em 1964. Outras cinco aeronaves se juntaram a frota até 1968. Estas aeronaves equiparam o 1º/1º Grupo de Transporte. Em 1969, foram recebidos três SC-130 para busca e salvamento (SAR) para equipar o 1º/6º Grupo de Aviação e, a partir de 1988, para o 1º/1º Grupo de Transporte.

Em 1975 e 1976, foram recebidos três C-130H e dois KC-130H (versão de reabastecimento em voo). Essas aeronaves foram entregues ao 2º/1º Grupo de Transporte de Tropa e hoje são operadas pelo 1º/1º Grupo de Transporte.

Em 1987, foram adquiridos outros três C-130H. Finalmente em 2001, foram compradas 10 aeronaves C-130H da Itália.



Em sua história, o C-130 é chamado carinhosamente por seus pilotos de "O Gordo", sendo responsável por inúmeras missões, que vão do lançamento de pára-quedistas ao reabastecimento em vôo, passando por missões de busca e salvamento e transporte aéreo. Os C-130 da FAB fazem constantes viagens internacionais de ressuprimento aéreo, além de vôos especiais à Amazônia e à Antártida.

A FAB opera 23 aeronaves Hercules, sendo 19 aviões C-130H, distribuídos entre os esquadrões "Coral e Cascavél" do 1º GTT - Grupo de Transporte de Tropas, Base Aérea dos Afonsos e no 1º/1º GT - Esquadrão "Gordo" do 1º GT Grupo de Transporte, na Base Aérea do Galeão, operando 2 aviões KC-130H, utilizados para reabastecimento aéreo e 2 aviões C-130H, utilizados no serviço de busca e salvamento.

Com o objetivo de tornar a frota de nossos C-130 mais homogênea e preparada para a realização das missões de transporte de carga e de tropa, foi firmado contrato para a modernização das 10 aeronaves oriundas da aeronáutica militar italiana, abrangendo, principalmente, os sistemas de aviônica e de autodefesa. Os serviços foram realizados nas instalações do PAMA-GL Parque de Material Aeronáutico do Galeão, no Rio de Janeiro, RJ, em parceria com a empresa norte-americana Astronautics Corp. O objetivo foi substituir todos os equipamentos obsoletos, da década de 60 e, instalar sistemas digitais modernos, tipo "Glass Cockpit", necessários ao cumprimento de normas e acordos internacionais de aviação. A modernização cobre a aviônica na sua totalidade, sendo substituídos por novos sistemas, tais como, o piloto automático, radar, FMS, sistemas de navegação e comunicação digital, motor, além de sistemas de defesa, detecção e dispersão.




C-130 na Antártica 

Todos os anos, desde agosto de 1983, aeronaves C-130 são destacadas para suprir a Base Comandante Ferraz na Antártica. São realizados ao todo sete voos anuais. A aeronave realiza o pouso em uma pista congelada e de dimensões restritas na base chilena Estação Eduardo Frei Montalva, o que representa um alto grau de dificuldade, requerendo treinamento específico e intenso das tripulações, devido às condições meteorológicas extremas que imperam na região. Após o pouso, material e pessoal são transportados para a Base Comandante Ferraz nos navios brasileiros.

Durante o inverno, período em que os navios de pesquisa brasileiros ficam impossibilitados de navegar nas águas congeladas da Antártida, e devido à distância da base chilena, o 1º/1º Grupo de Transporte realiza lançamento de fardos (ressuprimento aéreo) na Base Comandante Ferraz, pelo qual todo o material de que necessita a estação brasileira é lançado por meio de paraquedas, haja vista não existir uma pista na localidade por conta da geografia do local.


Acidente Na Antártica

UMA AERONAVE C-130 HÉRCULES DA FAB ACIDENTOU-SE DURANTE O POUSO NA ANTÁRTIDA

Uma aeronave C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) acidentou-se, nesta quinta-feira 27/11/2014, durante o pouso na base chilena Eduardo Frei, na Antártida. A ocorrência foi por volta das 11h da manhã (horário local). Não houve feridos.

A aeronave realizava uma missão do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). A Força Aérea Brasileira vai investigar os fatores contribuintes para a ocorrência.

Brasília, 27 de novembro de 2014.

Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica


Passageiro do avião Hércules C-130 da FAB (Força Aérea Brasileira) que se acidentou na última quinta-feira (27) na Antártica relatou momentos de pânico durante a aterrissagem da aeronave na base chilena Eduardo Frei. Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal “O Globo”, a aeronave “rodopiou” na pista. Uma fonte que pediu para não ser identificada repassou uma fotografia do local do acidente para a reportagem do UOL.

Segundo o jornal, a aeronave transportava 40 pessoas entre tripulantes e passageiros. De acordo com o relato de um passageiro que preferiu não se identificar, “a aeronave deslizou por alguns segundos até rodopiar”.

Pelas fotos, é possível ver que uma parte do trem de pouso se quebrou e uma das hélices do avião se desprendeu da asa direita.

Ainda de acordo com o relato, militares ordenaram que os passageiros deixassem a aeronave imediatamente após a aterrissagem. Uma vez em solo, eles foram orientados a se afastar do avião pois haveria o risco de uma explosão. “Afastar, afastar! Pode explodir”, disse um militar segundo o relato.

De acordo com a fonte citada pela reportagem, tripulantes e passageiros foram levados à base chilena, onde receberam atendimento médico e alimentação. De acordo com o jornal, os brasileiros foram depois transportados para um navio da marinha brasileira, Ary Rongel, no qual o grupo foi levado para a cidade chilena de Punta Arenas.

Durante a viagem, porém, um vazamento de óleo no navio foi detectado e oficiais alertaram o grupo para o risco de incêndio. O acidente, no entanto, não ocorreu.

O acidente com o Hércules C-130 da FAB foi o segundo revés da missão brasileira na Antártica em dois anos. Em 2012, um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz causou a morte de dois militares.

A estação, que abrigava militares e cientistas, ficou desativada até março deste ano, quando a atividade no local foi retomada.

Plano de Retirada

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirma que pretende retirar da Antártica, entre novembro deste ano e janeiro de 2016, o avião Hércules C-130 que se acidentou no fim de 2014 durante o pouso na base Eduardo Frei, que pertence ao Chile. Segundo o órgão, o avião deve ser recuperado no local e retornar ao país voando.

Em reportagem publicada pelo G1 em fevereiro, a FAB havia divulgado que não sabia se a aeronave passaria por manutenção para o voo ou se seria desmontada e trazida em navio.

Recuperação iniciada

Segundo a FAB, entre março e abril de 2015, uma equipe de militares e civis esteve na base antártica para içar a aeronave sobre macacos-cavaletes.

A operação, chamada de “primeira fase”, tinha o objetivo de preparar o Hércules para reparos estruturais no trem de pouso direito, na asa direita e na área inferior da fuselagem principal, afetados no acidente. Para essa operação, foram desembolsados R$ 1,62 milhão.

Entre os meses de novembro e janeiro de 2015, quando as condições climáticas na Antártica estão menos severas, é que serão executadas as tarefas de manutenção “necessárias para recuperar a aeronave e colocá-la em condições de voo”.
O avião, que tem pouco menos de 30 metros de comprimento, realizava o traslado de civis e militares entre Punta Arenas, no Chile, para a base antártica quando sofreu o acidente.

O trecho integra a logística da FAB e da Marinha para levar cientistas e militares à estação Comandante Ferraz, na Baía do Almirantado, dentro do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

Combate a Incêndios

Para cumprir esse tipo de missão, a aeronave de transporte C-130 Hércules é equipada com um sistema chamado MAFFS, do inglês Modular Airbone Fire Fighting System, adquirido em 2007. O aparelho é composto por cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela porta traseira do C-130. Esse sistema pode levar até 12.000 litros de água. Os pilotos que operam o C-130 com MAFFS passam por um treinamento específico em que é necessário um mínimo de 500 horas de voo na aeronave.

Para realizar corretamente a missão, o avião tem que sobrevoar a área do incêndio numa altitude de 50 metros e acionar o equipamento. O lançamento por meio de pressão dura poucos segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo. Após o lançamento, a aeronave volta para base, onde recebe um novo carregamento de água. O processo de recarga dura cerca de 12 minutos.




Missões nacionais e internacionais

Chile, janeiro de 2014 - Uma aeronave C-130 Hércules da FAB foi enviada ao Chile para ajudar a combater um incêndio florestal que atingiu as comunas de Florida e Temuco. Cerca de 30 militares brasileiros participaram da missão. “Quando lançamos a água, a temperatura do solo diminui, e então a brigada de incêndio pode atuar no combate ao fogo”, explicou, na época, o Major Rogério Vieira Maciel Junior, do 1º Grupo de Transporte de Tropa, do Rio de Janeiro (RJ). A ajuda foi resultado de um pedido da Embaixada daquele país ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.


Equador, setembro de 2012 - O governo do Equador solicitou apoio da FAB para combater incêndios florestais que se alastravam por várias províncias do país e causavam mortes. O Hércules realizou onze voos, utilizando mais de cem mil litros de mistura retardante no combate às chamas. “O Equador tem sido apoiado por governos irmãos, especialmente com o fornecimento de meios aéreos”, declarou o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador, General Leonardo Barreiro, durante a operação em 2012.


Brasília, setembro de 2011 - A cidade de Brasília enfrentava uma série de incêndios florestais provocados pela estiagem de mais de 91 dias de duração e pela baixa umidade do ar. O trabalho inicial do C-130 acionado concentrou-se nos arredores do aeroporto de Brasília, onde a fumaça dos focos de incêndio prejudicava o tráfego aéreo. "O apoio da FAB é fundamental para evitarmos que os focos de incêndio se alastrem. O trabalho do avião não só combate as chamas, como também resfria a temperatura do incêndio e permite o avanço da equipe de solo. São ações que se complementam", comentou o Major Helon Florindo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que participou da missão

Transporte de material e pessoal

A Aviação de Transporte também auxilia no combate a incêndios ao transportar material e pessoal. No caso mais recente, a FAB transportou cerca de 20 toneladas de material como Líquido Gerador de Espuma (LGE) e outros agentes extintores, para conter as chamas no Terminal da Alemoa, na Baixada Santista (SP). O incêndio, em abril deste ano, atingiu seis tanques de combustível e durou nove dias. Aeronaves C-130 Hércules, C-105 Amazonas e C-95 Bandeirante foram acionadas.


1º/1º GTT - Esquadrão Coral

O 1º/1º GTT foi criado para realizar o transporte de cargas, lançamento de paraquedistas e o transporte logístico para o Exército Brasileiro, principalmente nas regiões de fronteira e na Amazônia, além de servir ao Governo Federal no apoio em calamidades públicas, utilizando aeronaves Fairchild C-82 Packet, que foram substituídas em 1968 pelos De Havilland C-115 Búfalo e posteriormente pelos Lockheed C-130 Hercules. Além de atender as necessidades do Exército Brasileiro, o Esquadrão Coral realiza tarefas de transporte aeroterrestre e transporte aéreo tático para Força Aérea Brasileira, bem como missões SAR (Search and Rescue - Busca e Salvamento) na parte sul do Oceano Atlântico, essenciais para a segurança da navegação aérea internacional.



2º/1º GTT - Esquadrão Cascavel


Assim como o 1º/1º GTT, o 2º/1º GTT foi criado para prestar apoio logístico para o Exército Brasileiro, além de servir ao Governo Federal no apoio em calamidades públicas, utilizando inicialmente as aeronaves Fairchild C-119G Vagão Voador, que operaram até o final de 1974. Com a chegada dos Lockheed C-130H Hercules com maior raio de ação, o Esquadrão Cascavel adquiriu a possibilidade de realizar missões para o exterior, bem como missões SAR (Search and Rescue - Busca e Salvamento) na parte sul do Oceano Atlântico. Com os KC-130H Hercules, passou a executar missões de reabastecimento em voo até os anos 90, quando essas aeronaves foram transferidas para o Esquadrão Gordo. No segundo semestre de 2013, o 1º GTT voltou a realizar missões de reabastecimento em voo, quando recebeu de volta essas aeronaves.



1º/1º GT - Esquadrão Gordo

O 1º/1º GT - Esquadrão Gordo é o Primeiro Grupo de Transporte da Aeronáutica do Brasil, a FAB. Grupo criado no dia 5 de outubro de 1944, inicialmente usou aeronaves Douglas C-47 Dakota a partir do Calabouço, atual Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro. Foi transferido no dia 19 de janeiro de 1948 para sua atual sede, a Base Aérea do Galeão, Rio de Janeiro. No início, o 1º GT cumpria principalmente missões de lançamento de pára-quedistas do Exército Brasileiro.




IMAGENS...







 





































































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