quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

EE-9 CASCAVEL Engesa

EE-9 CASCAVEL Engesa

Fabricante: Engesa - Brasil
Tripulação: 3 (Comandante, Atirador e Motorista)
Quantidade produzida: 1.738
Variantes:
Comprimento: 5.2 
Incluindo canhão: 6.2M
Largura: 2.64M
Altura: 2.68M
Peso vazio: 10900Kg.
Peso preparado para combate: 13400Kg.
Sistema de tracção: Tração 6 X 6, Boomerang
Motor: Detroit Diesel 6V-53N 6cyl 
Potência: 212 cv 
Peso/potência: 19.449
Velocidade máxima: : 100 Km/h 
Velocidade em terreno irregular: 75 Km/h
Tanque de combustível: 390 Litros 
Autonomia máxima: 880Km
Armamento 
1 x 90mm CM90 Mk.3 (Calibre: 90mm - Alcance estimado de 1.6Km a 3.5Km)
1 x Mag 7,62 milímetros (coaxial)
Munição da arma principal:
44 Projetil
Armamento 
90mm CM90 Mk.3
Fabricante da arma: CMI / Cockerill
Função principal: Anti-tanque
Calibre: 90mm
Cadência de tiro: 6 disparos p/min (max)
Alcance eficaz: de 1600 a 3500m
Comprimento da peça (cano): 3560mm /
Velocidade do projectil: 900 metros/s (max)  


Mag 7,62 milímetros (coaxial)
Em serviço: 1958 - até hoje
Peso: 11.79 kg
Comprimento: 1263 mm
Calibre: 7.62x51mm NATO
Ação: por gás, culatra aberta
Cadência de tiro: 650 - 1000 tpm
Velocidade de saída: 840 m/s
Alcance efetivo: 800 m
Alcance máximo: 1800 m (com tripé)
Sistema de suprimento:
Cinto de munição não desintegrável DM1
Cinto de munição desintegrável M13.
Mira: alça e massa de mira regulável.

O EE-9 Cascavel é um carro de reconhecimento mecanizado criado a partir do CRR e do M8 Greyhound. Desenvolvidos pela Engesa, o Urutu e o Cascavel foram grandes sucessos de exportação. Os dois veículos possuem muitos componentes em comum e utilizam a suspensão Engesa Boomerang.

O EE-9 Cascavel, foi desenvolvido no Brasil pela empresa ENGESA, de S. José dos Campos (São Paulo), conforme especificações do exército brasileiro. O EE-9 não esconde a grande influência que recebeu do carro de reconhecimento M-8 de fabrico norte-americano, que na prática veio substituir.

O EE-9 foi um enorme sucesso de exportação e foi vendido para a Bolívia, Burkina Faso, Chade, Chile, Colômbia, Chipre, Equador, Gabão, Gana, Irã, Iraque, Líbia, Nigéria, Paraguai, Suriname, Togo, Tunísia, Uruguai e Zimbabwe, além de outros países não referidos. No total foram fabricados 1.738 destes veículos.

O Cascavel, é um veículo de reconhecimento e foi feito para poder ser "incrementado" à medida do cliente, podia ser armado, por exemplo, com telêmetro a LASER, manga de supressão de fumaça, sistema eletrônico de controle de tiro, entre outras sofisticações para a altura (anos 1980). Ainda se encontra em serviço em vários países e decorre neste momento um programa de modernização dos EE-9, bem assim como dos EE-11, que lhes permitirá continuar ao serviço pelo menos até á segunda década do século XXI.

Foram fabricados ao todo 1738 veículos, 409 para o Brasil. As outras unidades foram exportadas para Bolívia, Burkina Faso, Chade, Chile, Colômbia, Chipre, Equador, Gabão, Gana, Irã, Iraque, Líbia, Nigéria, Paraguai, Suriname, Togo, Tunísia, Uruguai e Zimbabwe.

Com alta velocidade e boa direção em estradas pavimentadas, esse carro foi muito requisitado na Guerra do golfo. O Exército Brasileiro está desenvolvendo um programa de revitalização destes veículos, de modo a estender sua vida útil.

Historia
Família de carros de combate ligeiros de origem brasileira, inspirada no M-8 Greyhound, que deu origem ao veículo Cascavel, fabricado no Brasil pela empresa ENGESA. Além do Cascavel, foi igualmente produzido o URUTU, que compartilha com o Cascavel grande parte dos componentes mecânicos, embora se trate na realidade de veículos com utilizações completamente diferentes.

Quer os carros Urutu, quer os Cascavel, foram sucessos de vendas no mercado internacional de armamentos, onde o seu principal argumento de vendas foi a simplicidade de operação e manutenção, conjugada com um preço mais baixo que alguns dos seus congêneres.

Com base nesta plataforma foi ainda desenhado o veículo Sucuri-I, armado com um canhão de 105mm para a função antitanque, cujo projeto evoluiu posteriormente para o Sucuri-II, o qual já se afastava consideravelmente da sua matriz original. Este veículo não chegou porém a entrar em produção.

Guerra do Golfo
O Cascavel foi amplamente empregado durante a Guerra do Golfo pelo Iraque, que não soube utilizar o carro em combate, em virtude do não aproveitamento de sua mobilidade e armamento do 90 mm, mesmo sendo um veículo de blindagem fraca e não podendo se opor a Grandes carros de combate como o M1 Abrams ou Challenger 1. O grande erro das forças Iraquianas foi o de enterrar os Blindados na areia do Deserto, deixando apenas a torre a mostra, reduzindo suas chances de sobrevivência no campo de batalha, já que o ponto forte deste veículo era mobilidade. Poderia ter sido utilizado como apoio de fogo, dispararando e se locomovendo com rapidez contra esses veículos maiores.

Munições
O cascavel pode disparar uma quantidade considerável de espécies de Munições pelo seu canhão de 90 mm.

HE-T
Tiro completo,, engastado, com granada de alto explosivo, traçante.
EMPREGO
Contra pessoal ou alvos leves

HEAT-T
Tiro completo, engastado, com granada inerte, traçante.
EMPREGO
Exercício

Smoke WP-T
Tiro completo, engastado, com granada fumígena incendiária, traçante.
EMPREGO
Fumígena, incendiária

HESH-T
Tiro completo, engastado, com granada de alto explosivo plástico, traçante.
EMPREGO
Contra blindagens leves, edificações, etc.


Utilizadores

Brasil
Designação Local:EE-9 Cascavel
Quantidade Máxima:409
Quantidade em serviço:243
Situação operacional: Em serviço
O EE-9 foi desenvolvido quase simultâneamente com o blindado de transporte anfíbio EE-11 Urutu, com o qual partilha grande parte dos sistemas. Os primeiros EE-9 foram equipados com uma torre com peça de 37mm, como a dos M-8 americanos ao serviço do exército brasileiro, sendo que posteriormente lhe foi adicionada a torre de 90m que equipou os AML Panhard franceses. Mais tarde a peça de 90mm seria completamente nacionalizada e produzida no Brasil pela Engesa.
Brasil
Iraque
Designação Local:EE-9 Cascavel
Quantidade Máxima:364
Quantidade em serviço:35
Situação operacional: Em serviço
O Iraque foi o principal cliente do veículo de reconhecimento Cascavel, antes da primeira guerra no golfo que se seguiu à invasão do Kuwait. Os iraquianos utilizaram este veículo com sucesso no conflito contra o Irã e posteriormente na invasão do Kuwait. O Cascavel foi aliás o veículo mais visível numa das imagens mais conhecidas da invasão daquele pequeno país.

Durante a operação que levou à libertação do Kuwait vários foram destruídos pelos norte-americanos, para o que contribuiu a sua deficiente blindagem, mas também a utilização táctica que os iraquianos deram ao veículo.

Sendo essencialmente um carro de reconhecimento, ainda que poderosamente armado, ele tem a sua principal vantagem na sua elevada velocidade, que lhe permite quebrar o contato com o inimigo. Ora os iraquianos utilizaram o Cascavel como peça de artilharia fixa, enterrando o veículo. O objetivo dos iraquianos era o de proteger as laterais do Cascavel enterrando o veículo e oferecendo um alvo tão pequeno quanto possível. O Iraque também utilizou os Cascavel restantes durante a segunda guerra do golfo em 2003.

Em 2008, os militares norte-americanos recuperaram 35 unidades deste veículo e entregaram-nos ao novo exército iraquiano que os deverá utilizar em operações de vigilância e manutenção da ordem.
Iraque

Líbia
Designação Local:EE-9 Cascavel
Quantidade Máxima:200
Quantidade em serviço:100
Situação operacional: Desconhecido
A Líbia foi um dos primeiros países a adquirir este veículo blindado, e também a primeira a utiliza-lo do ponto de vista operacional, em confrontos fronteiriços com o Egito, em que foi utilizada a rapidez dos Cascavel, para cercar as tropas aerotransportadas egípcias com o superior poder de fogo dado pelos canhões de 90mm.
Embora não haja dados concretos, no início de 2006 estimava-se que ainda estivessem ao serviço metade dos Cascavel adquiridos. Um dos problemas do Cascavel continua a ser a deficiente proteção do motor contra a areia do deserto.
Líbia

Colômbia
Designação Local:EE-9 Cascavel Mk.IV
Quantidade Máxima:126
Quantidade em serviço:120
Situação operacional: Em serviço
Grande parte dos EE-9 Cascavel da Colômbia ainda estão ao serviço. Cerca de 1/3 deles foram modernizados e existem planos para proceder à modernização de um número não discriminado.
Além da encomenda inicial, foram recebidas mais algumas unidades.
Colômbia

Chipre
Designação Local:EE-9 Cascavel
Quantidade Máxima:124
Quantidade em serviço:124
Situação: Em serviço
Um dos países a utilizar maior quantidades de veículos Cascavel, que foram utilizados nos anos 1990, juntamente com a frota de tanques AMX-30 do país. A frota de carros Cascavel, foi considerada em muito bom estado de conservação durante os anos 1990 e em 2006 ainda se encontra ao serviço.
Chipre

Bolívia : 24
Burkina Faso :
2
Chile :
80 (aposentado)
República Dominicana :
20 
Equador :
50
Guiana :
6
Irã :
189 (A maioria deles capturado na Guerra Irã-Iraque )
Paraguai :
28 
Qatar :
30
Suriname :
45
Togo:  36 
Tunísia:  
24
Uruguai : 15 
Zimbabwe :
90

Vesão Antiaérea Iraquiana
Versões
EE-9 Cascavel I - Versão primária criada com um canhão de 37mm
EE-9 Cascavel MK II - Versão melhorada com um canhão de 90mm
EE-9 Cascavel 3 - Versão com transmissão aperfeiçoada
EE-9 Cascavel 4 - Versão final com motor melhor e ótica noturna melhorada

Bolívia

Burkina Faso


Chile


Republica democratica do Congo



Equador


Iran


Iraque


Líbia



Togo




Suriname


FOTOS Divesas





























2 comentários:

  1. gostaria de saber se os urutus e cascavel estão sendo modernizados e se o jararaca e o sucuri voltariam a fabricados....ao que me parece e um ótimo recurso para todas as forças terrestres do nosso pais porquanto merecem ser reativados ...grato

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  2. Eu não acredito que algum país da América do sul seria tolo o suficiente para entrar em conflito armado contra o Brasil, mas seria bom que o Brasil demonstrasse ao mundo que está preparado para defender seu território.
    #VoltaOsorio

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