sábado, 15 de junho de 2013

Mísseis Ar-Ar Rafael Python 3





Python III


Israel começou a desenvolver um míssil da classe do Sidewinder no começo dos anos 60, quando embargos de armas obrigaram o país a criar sua própria indústria bélica de alta tecnologia. O primeiro míssil ar-ar foi o Shafrir que em muitos aspectos era melhor que o original americano, tendo colecionado mais de 200 abates em dez anos a serviço da Força Aérea Israelense.

Em 1982, quando a IDF entrou em ação no Líbano, pôs em uso os primeiros exemplares de um novo míssil ar-ar batizado de Python 3, que nada mais era do que uma evolução do Shafrir. Caracteriza-se por uma célula ligeiramente aumentada com estabilizadores de cauda enflechados, mas com sistemas de orientação e propulsão semelhantes.

Por dentro o Python 3 incorpora um novo tipo de sensor IR com um ângulo de visão de cerca de 30°, o qual pode ser utilizado nas modalidades pré-programada, livre e radar assistida, distinguindo o alvo das contra-medidas evasivas do inimigo, como fogos-de-bengala, além de permitir ataques all aspect. Com velocidade de Mach 4, um alcance entre 5 e 15 km, o Python pode realizar manobras de até 40 g, tornando-o uma arma extremamente manobrável e letal.

A sua estréia em combate foi um grande sucesso, sendo responsável pela destruição de 50 caças sírios nos céus libaneses, transformando-se no míssil-padrão da FAI, equipando os F-4, F-15, F-16, Kfir e Mirage III. Fabricado pela Rafael, foi exportado para a Colômbia, África do Sul, Tailândia e Brasil.

Na década de 90 surgiu o Python 4, que possui estabilizadores menores, eletônica digital, sensor IR bicolor all aspect idealizado para ser usado em conjunto com visores montados no capacete, um motor mais potente que não produz fumaça e um detonador laser-ativo associado a uma ogiva direcional. Este ano foi anunciado o lançamento da mais recente versão: o Python 5. Do tipo BVR "dispare e esqueça", incorpora novo sensor de banda dupla, com avançado software que permite ao piloto efetuar a aquisição de pequenos alvos com características stealth, mesmo através de nuvens e em condições climáticas adversas. O míssil traz ainda sofisticados sistemas de navegação inercial e contra-medidas infravermelhas, que aumentam ainda mais a sua já fantástica taxa de letalidade.


Operadores

Bolívia -. Python-3
Brasil -. Python-3 (400 mísseis, entregue 2001)
Chile - Python-3 (120 mísseis, entregue 1997)
República Popular da China - Python-3 (designação local Pili-8 (PL-8) 
Colômbia - Python-3(75 mísseis,  todos entregues 2005)
Equador -  Python-3 (60 mísseis, entregue 1996)
Israel -Python-3 (designação local Zephyr). 
Roménia -. Python-3 
África do Sul -Python-3(V3S designação local Snake, entregue 1989) 



Características Técnicas:

Comprimento - 295 cm
Envergadura - 80 cm
Diametro - 15 cm
Peso - 120 Kg
Guiagem - IR infra-vermelho
Cabeça de Guerra - 11 Kg (active proximity fuse)
Alcance - 15 km
Velocidade - Mach 3.5


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 Foto do disparo do Python 3 por um F-5E do 1º/14º GAV durante a operação “Fox Two” entre os dias 12 e 16 de setembro de 2005. Os alvos eram flares lançados de helicópteros. Todos os mísseis acertaram os alvos. Os Mirage e F-5 dispararam 10 mísseis em 2004. O Mirage disparou o primeiro Python 3 em 2001.



Um Mirage IIIEBR da FAB equipado com o Python 3.

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