sábado, 27 de abril de 2013

P-3AM Orion, O Guardião do Pré-Sal


Brasil integra aviões de patrulha marítima P-3AM à sua frota e passa a empregá-lo para a vigilância das águas territoriais brasileiras e das riquezas do pré-sal; aeronaves estarão sediadas na Bahia



Um submarino estrangeiro aproxima-se de uma plataforma de petróleo da Petrobrás, a 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A embarcação está submersa e sem emitir sinais de rádio numa atitude que não parece nada amistosa. 
Mesmo assim, o ruído dos motores da embarcação é captado pelos equipamentos de uma Aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
O avião de patrulha passa a rastrear o movimento do submarino até que ele emerge no oceano. Por rádio, a tripulação do submarino é interrogada sobre sua origem e intenções. 



A embarcação revela que teve problemas técnicos que já foram resolvidos, agradece a ajuda dos brasileiros e parte para o leste. O episódio descrito acima seria uma peça de ficção cientifica até alguns meses atrás, mas com a aquisição do P-3AM passa a ser um enredo bastante plausível.

O P-3AM Orion, que foi integrado à frota no Alguns Meses, devolveu à 
Força Aérea Brasileira a capacidade de detectar, localizar, identificar e, se necessário, afundar submarinos.
É o que o jargão militar chama de guerra antissubmarino (ASW, na sigla em inglês). 


A Aviação de Patrulha não realizava missões ASW desde a desativação do

P-16 Tracker, em 1996. Os atuais P-95 “Bandeirulha”, aeronaves menores e com diferenças operacionais, não têm essa capacidade.
  
Além da capacidade ASW, o P-3AM também carrega armamentos como os mísseis Harpoon, capazes de afundar navios de guerra além do alcance visual. Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo durante 16 horas - isso equivale a uma viagem de Recife a Madri sem escalas. Os sensores eletrônicos embarcados na aeronave são os mais modernos que existem. Tudo isso confere ao P-3AM a capacidade estratégica devigilância marítima de longo alcance.
“É como se nós déssemos um salto de quatro décadas na nossa capacidade tecnológica”, explica o Gerente do Projeto P-3BR da Força Aérea, Coronel Aviador Ari Robinson Tomazini.



Soberania - A Petrobrás estima que a camada do pré-sal contenha o equivalente a cerca de 1,6 trilhões de metros cúbicos de gás e óleo.
Caso a estimativa seja confirmada, o Brasil ficará entre os seis países que 
possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de 
Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes. Toda essa riqueza encontra-se no Oceano Atlântico, na zona econômica exclusiva (ZEE) brasileira. A nova aeronave estará envolvida na vigilância dessa área.

Além desse patrulhamento estratégico, o P-3AM assumirá um papel determinante nas missões de busca e salvamento. Por força da Convenção de Chicago, da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil é responsável pela busca e salvamento de aeronaves e navios numa área com seis milhões de Km² (praticamente todo o Atlânti co Sul). Os P-3AM da FAB equipam o Esquadrão Orungan (1º/7º GAV) que opera na Base Aérea de Salvador, uma unidade histórica para a Aviação de Patrulha brasileira



A nova aeronave também ajudará na defesa do meio ambiente, identificando os responsáveis pelo derramamento de óleo, tanto acidentais quanto provocados. Algumas embarcações que transportam petróleo costumam lavar os tanques com a água do mar. Essa prática criminosa
deixa uma mancha de óleo que poluie afeta a vida marinha. Os sensores do P-3AM conseguem identificar os rastros na superfície do mar e, desta forma, identificar a embarcação de origem, mesmo muitas horas depois da abertura dos tanques. O P-3AM pode fotografar o navio infrator e encaminhar as fotos com um relatório para as autoridades ambientais, como prova para a aplicação de multas.

Outra ati vidade ilegal que a aeronave certamente poderá combater é a pesca na Zona Econômica Exclusiva do Brasil, uma faixa de 370 quilômetros a partir da costa brasileira. As embarcações estrangeiras que praticarem a pesca nessa área também poderão receber multas.



O P-3AM é a versão militar do famoso avião comercial Lockheed Electra II, que ficou conhecido no
Brasil como o avião utilizado na ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo, de 1975 até 1991. 
A versão militar foi inicialmente Concebida para a Marinha dos Estados Unidos, como aeronave especializada em guerra antissubmarina e patrulhamento marítimo. Posteriormente, foi adquirido por outros países, principalmente por integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), chegando a ser operado por 17 nações.
A Força Aérea adquiriu 12 aeronaves P-3 da Marinha dos EUA, sendo que duas já foram entregues e outras sete estão sendo modernizadas pela Airbus Military. As demais servirão como suprimento.

Ficha Tecnica


País de Origem: EUA
Fabricante: Lockheed-Martin
Modelo: P-3AM Orion
Função: Patrulhamento marítimo, busca e salvamento e guerra antisubmarino
Envergadura:30,36 m
Comprimento:35,61 m
Altura:10,20 m
Velocidade máxima:761 km/h
Alcance:9 mil km
Peso bruto máximo:63,4 mil kg
Motor:4 turbopropulsores Allison T56-A-14, 4900 cv (3700 kW)
Autonomia:16 horas
Armamento:9 mil kg de bombas, torpedos, minas, foguetes e mísseis antinavio
Operadores:Brasil, EUA, Argentina, Chile, Canadá, Japão, China, Portugal, Nova
Zelândia, Austrália, Espanha, Alemanha, Grécia, entre outros










Ultimas Matérias







sábado, 20 de abril de 2013

1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear




1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear





Historia

Em 31 de dezembro de 1987, a Companhia Escola de Guerra Química foi extinta e foi criada a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear, que manteve sua sede na cidade do Rio de Janeiro 
 (RJ). Sua subordinação, entretanto, passou à Diretoria de Especialização e Extensão.

      No período de setembro a dezembro de 1987, a Organização Militar deslocou-se para a cidade de Goiânia (GO) para atuar no acidente ocorrido com o radioisótopo Césio 137.
      A origem da Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (Cia DQBN) remonta ao ano de 1953, oportunidade em que foi criada a Companhia Escola de Guerra Química, aquartelada nas dependências da Escola de Instrução Especializada (EsIE). Inicialmente, a Companhia ficou subordinada ao Grupamento de Unidades-Escola (GUEs).
 Desde 1989, a Cia DQBN participa do Exercício Geral do Plano de Emergência das Usinas Nucleares de Angra I e II, em coordenação com o Plano de Emergência Complementar do  Comando  Militar  do Leste e com o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sua missão é apoiar as atividades de monitoração, descontaminação e evacuação da população do Município de Angra dos Reis (RJ).
 Nos anos de 2001 e 2006, a Companhia realizou a descontaminação biológica do material das tropas que cumpriram missão de paz no Timor Leste e no Haiti, respectivamente.

 Em janeiro de 2004, após breve período de subordinação à Brigada de Operações Especiais, a Cia DQBN retornou à subordinação da Diretoria de Especialização Extensão, permanecendo vinculada ao Comando de Operações Terrestres para fins de instrução e planejamento de emprego. 

      Em julho de 2007, atuando na segurança contra atentados terroristas envolvendo substâncias químicas e radiológicas, a Cia DQBN foi empregada na segurança dos presidentes dos EUA e Brasil, na proteção de Vossa Santidade o Papa Bento XVI e varreduras químicas e radiológicas nas instalações do Complexo Deodoro - Vila Militar, durante as competições desportivas dos Jogos Pan-americanos 2007 nas modalidades de hipismo, hóquei sobre Grama, pentatlo moderno e tiro.

  Em outubro de 2007, a Cia DQBN participou pela primeira vez da Operação Pantanal, na região de Campo Grande, Corumbá e Dourados, no Mato Grosso do Sul, com um efetivo de 12 militares, transportados em uma aeronave C-130 da FAB até a região do exercício. 
      Naquela oportunidade o Destacamento da Cia DQBN atuou na descontaminação de uma das instalações da Base Aérea de Campo Grande-MS, na descontaminação de um navio e tripulação da Marinha do Brasil - na região de Porto Murtinho, além da descontaminação de viaturas do EB e de tropas contaminadas, na região de Itahum.
 Também em outubro de 2007, a Cia DQBN participou Operação Aliança, na qual coube à companhia a realização de varreduras e monitoração QBN de pessoal, material e das instalações que seriam utilizadas pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo então Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, por ocasião da visita do presidente norte-americano ao Brasil.
No período de 17 a 21 de novembro de 2007, a Cia DQBN participou da Convenção Internacional de Biocombustíveis na qual realizou varreduras e monitoração QBN de pessoal, material e das instalações utilizadas pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas demais autoridades internacionais, por ocasião deste encontro diplomático.  
 No ano de 2008, a Cia DQBN participou, pela primeira vez em sua história, no Desfile Cívico Militar da Semana da Pátria de 07 de setembro, na cidade de Brasília - DF.~


No ano de 2009, a Cia DQBN realizou um deslocamento aeromóvel em um exercício de campanha em que foram levantadas as informações relativas ao tempo necessário para as ações perante um incidente nuclear nas Usinas Nucleares de Angra dos Reis e nas Indústrias Nucleares Brasileiras. Durante a Operação o pessoal e o material do posto de descontaminação foram deslocados em uma distância de cento e cinqüenta quilômetros utilizando quatro aeronaves do 2º Batalhão de Aviação do Exército. No decorrer das atividades ocorreram ações para o adestramento de embarque e desembarque de material, montagem e desmontagem do posto de descontaminação nuclear.

No ano de 2010, no período de 27 a 29 de maio, a companhia DQBN participou do 3° Fórum Mundial da Aliança de Civilizações. Foi uma operação real, coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que a Cia DQBN foi empregada no contexto de operações de Varreduras e Monitoração QBN, Descontaminação de Pessoal e Material.
  A Companhia participou no período de 23 a 27 de julho de 2010, da Operação Conjunta Atlântico II. Esta Operação foi o maior exercício em conjunto já realizado, desenvolvendo-se em toda Amazônia Azul e nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, bem como nos Arquipélagos de Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo.
 No dia 05 de julho de 2011, foi realizada a varredura Química, Biológica, Nuclear e de Explosivos (QBNRe) no Centro Integrado de Operações Conjuntas (CIOC) e no Centro de Controle Operacional (CCOp), dos 5° Jogos Mundiais Militares. Na ocasião, os especialistas da Companhia DQBN, empregaram técnicas e equipamentos para realizarem o monitoramento químico, radiológico e de artefatos explosivos dessas instalações.
  A Companhia participou, no período de 15 a 19 de agosto, do III Curso Regional de Assistência e Proteção para Respostas a Emergências Químicas - CAPEQ 1. Na ocasião, a Cia DQBN foi a responsável por uma palestra sobre Planejamento e Gestão de Segurança para Grandes Eventos, por uma demonstração do Posto de Descontaminação Total e por uma prática de descontaminação de pessoal em sua Tenda Pneumática.
Por meio da portaria n° 991, de 27 de novembro de 2012, o COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 4° da Lei Complementar n° 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar n°136, de 25 de agosto de 2010, e o inciso V do art. 20 da Estrutura Regimental do Comando do Exército, aprovada pelo Decreto n° 5.751, de 12 de abril de 2006, de acordo com o que propõe o Estado-Maior do Exército, resolveu transformar, a contar de 1° de dezembro de 2012, a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (Cia DQBN) em 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (1° Btl DQBRN), com sede no Rio de Janeiro-RJ, subordinado à 1ª Divisão de Exército.


MEIOS ATUAIS

SISTEMA DE DEFESA QUÍMICA, BIOLÓGICA E NUCLEAR DO EXÉRCITO (SisDQBNEx)


SisDQBNEx (finalidade)

O SisDQBNEx tem por finalidade capacitara Força Terrestre para o emprego nas missões de Defesa Externa, Garantia da Lei e da Ordem(GLO) e Cooperação com a Defesa Civil em ambiente operacional onde ocorra apresença e/ou a ameaça de emprego de Agentes QBN.

ASSESSORIA CIENTÍFICA (CTEx)

Equipamentos de proteção individual
Equipamentos de monitoração radiológica e química de campo

IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE (QBN)

Identificação no campo
Identificação no laboratório
Integrantes da  Assessoria Científica



- 01 Inspetor da CTBT (Tratado do Banimento de Testes Nucleares)

- 01 Inspetor da ABACC (Agência Brasileiro-Argentina de Controle e Contabilidade de Material Nuclear)
- 01 Especialista Membro da Rede de Proteção da OPAQ


HIPÓTESES DE EMPREGO

Incidentes Envolvendo Agentes QBNR
Durante a Varredura

1)Artefato Gerador de Contaminação QBNR sem Associação a Explosivos
2)Artefato Gerador de Contaminação QBNR com Associação a Explosivos

Incidentes Envolvendo Agentes QBNRb. 
Durante a Entrada do Público

1)Pessoa Conduzindo Artefato Gerador de Contaminação QBNR sem Associação a Explosivos
2) Pessoa Conduzindo Artefato Gerador de Contaminação QBNR com Associação a Explosivos

Incidentes Envolvendo Agentes QBNR
Durante o Desenvolvimento do Evento Esportivo

1)Pessoa Portando Artefato Gerador de Contaminação QBNR sem Associação a Explosivos
2) Pessoa Portando Artefato Gerador de Contaminação Química com Associação a Explosivos



Meios Disponíveis do 1° Batalhão DQBN



Tenda de Descontaminação Italiana -Cristanini



Módulos de Descontaminação Italiano SANIJET C 921


O Sanijet está no coração de todos os nossos sistemas, descontaminação CBRN e desintoxicação.  Está disponível em diferentes versões, a fim de responder da forma mais adequada às necessidades e requisitos operacionais.  Entre as características gerais que são comuns a todos os modelos, há a possibilidade de trabalhar em total autonomia (abastecido de qualquer tipo de combustível), e em condições climatéricas extremas, com temperaturas que variam entre - 20 ° C a + 50 ° C. 

A capacidade padrão de Sanijet c.921
com os acessórios apropriados são como se segue: 

-Descontaminação CBRN e desintoxicação de 10 veículos / h 
-CBRN descontaminação de pelo menos 40-45 pessoas / h 
-Produção de vapor saturado de uma quantidade mínima de 300 l / h, a uma temperatura de 180 ° C para a descontaminação de materiais e desintoxicação CBRN e vestuário 
descontaminação e a desintoxicação do solo durante um mínimo de 15.000 m2 / h. 
-combate a incêndios





Cilindro para Descontaminação


Tenda de Vaporização


Laboratorios Moveis - Cristanini


Papeis Detectores M8
Emprego: Detecta agentes vesicantes mostarda e neurotóxico da série G e V.


Roupas de Proteção


Tenda de Descontaminação Individual -Cristanini




IBex

INSTITUTO DE BIOLOGIA DO EXÉRCITO
LABORATÓRIO DE MICROSCOPIA CLÍNICA E BACTERIOLOGIA

Denominações:
-Laboratório de Microscopia Clínica e Bacteriologia (1894);
-Laboratório Militar de Bacteriologia e Microscopia Clínica ;
-Laboratório Militar de Bacteriologia (1921);-Instituto Militar de Biologia (1932);
-Instituto de Biologia do Exército (1943)

ATUALMENTE
Com o arsenal de equipamentos o IBEx é capacitado a identificarpor métodos fenotípicos e genotípicos, diversos microrganismos incluindo aqueles constantes como agentes de bioterrorismo. Exemplo: Antrax, botulismo, Yersinia pestes 


Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear


O Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear é a fração da Bda Op Esp especializada
nos assuntos relativos às operações QBN.
O Pel DQBN assessora e orienta o preparo e o emprego da tropa em ambiente QBN, orienta e emprega os meios especializados nas operações em ambiente QBN, realiza o levantamento, identifica,
detecta e monitora os níveis de contaminação em áreas e descontamina pessoal, material e áreas sob o
efeito de agentes QBN.



Acidentes com Radiação - Goiania
13 Setembro 1987


Apenas 19,3g de Cloreto de Césio
Indivíduos monitorados : 112.800
Participação: 70 militares
Dias de trabalho: 60 dias




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sábado, 13 de abril de 2013

BRIGADA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS - Bda Op Esp



Diante do novo cenário mundial, ameaçado pelo crescimento do terrorismo fundamentalista, e do novo cenário regional, ameaçado pelo crescimento da narcoguerrilha, particularmente as FARC, da Colômbia, o Governo brasileiro decidiu-se pela criação da Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp). Em todo este contexto está a vontade do Brasil de tomar participação de forma mais efetiva nos acontecimentos mundiais, e isso exige tropas especializadas para a realização de missões de combate e ações humanitárias em cooperação com a ONU, como foi o caso da participação do Brasil na Missão de Paz no Haiti.

 Com a Bda Op Esp o Exército brasileiro dispõe de meios mais versáteis e eficazes que lhe assegurem pronta resposta no manejo de crises e conflitos, mediante o emprego de destacamentos integrados por pequenos efetivos, especialmente motivados, adestrados e equipados. Normalmente, as operações especiais são conduzidas para cumprir missões significativamente influenciadas pela sensibilidade política dos ambientes em que são desenvolvidas. As características culturais em uma determinada área, por exemplo, podem impor uma presença extremamente discreta e de baixo perfil. Já em um outro cenário, considerações de caráter político podem exigir uma ação de grande visibilidade, com destaque para o efeito dissuasório resultante.

 O planejamento e a execução das operações especiais não negligenciam os tradicionais Princípios de Guerra. Entretanto, sua aplicação se faz de forma diferenciada. Devido ao enfoque específico das ações a serem conduzidas, os comandantes de destacamentos operacionais devem identificar os efeitos do seu ambiente operacional e a capacidade de sua força na aplicação dos Princípios de Guerra.

 As operações especiais, via de regra, devem ser desenvolvidas com oportunidade para alcançar pleno êxito. A vantagem tática pressupõe períodos de tempo limitados e obtenção de superioridade relativa. A experiência demonstra que uma oportunidade não se repete. Perdê-la pode significar pagar custos bastante elevados tanto políticos quanto militares.

Um pouco de história


As origens das forças especiais brasileiras remontam ao ano de 1953, quando oficiais e sargentos pára-quedistas integraram uma unidade de salvamento. Esse grupo, inspirado na doutrina das Special Forces e dos Rangers do exército norte-americano, deu início à formação dos especialistas do Exército Brasileiro em Operações Especiais.

 O primeiro curso foi realizado em 1957. As Forças Especiais do Exército Brasileiro tiveram atuação destacada na eliminação de focos de guerrilha no Brasil nas décadas de 60 e 70, desenvolvendo, inclusive, doutrina própria de contraguerrilha aplicada e aprovada no combate a guerrilheiros no meio rural.

 O 1º BFEsp, unidade que congregou os Comandos e as Forças Especiais do Exército Brasileiro, foi criado em 1º de novembro de 1983. Desde 27 de setembro de 1984 ocupa as instalações do Camboatá, na cidade do Rio de Janeiro. Recebeu, em novembro de 1991, a denominação histórica de Batalhão Antônio Dias Cardoso, herói brasileiro da Guerra dos Guararapes campanha contra os invasores holandeses, expulsos do Brasil no século XVII. Hoje a sede do antigo 1º BFEsp, foi transformada no Centro de Instrução de Operações Especiais – CI OP ESP.

Sargento-Mor Antônio Dias Cardoso - Patrono




Antonio Dias Cardoso atacou com quatro troços a retaguarda do regimento holandês que havia tomado posição no monte onde se situa a Igreja N. S. dos Prazeres.
 Este bravo foi o organizador militar da Restauração Pernambucana e por esta razão recebera o título inicial de Sargento-Mor e Governador das Armas.

 Era um militar profissional aposentado, quando o foram buscar para organizar, militarmente, a Insurreição Pernambucana. Ele comandou, na Batalha do Monte das Tabocas, com raro brilho militar, e enquadrados por alguns oficiais veteranos, 900 civis pernambucanos armados com 250 armas de fogo, chuços e paus tostados. Com esta força improvisada, ele infligiu fragorosa derrota ao Tenente Coronel Hendrick Van Hans, que comandava 1.200 homens bem armados. No combate da Casa Forte, coube a Antônio Dias Cardoso comandar a vanguarda, dispor as tropas e executar o ataque inicial que pôs em cerco os holandeses e culminou com o aprisionamento do Tenente Coronel Hendrick Van Hans, então, comandante-em-chefe dos holandeses no atual Nordeste. Em termos militares modernos, Antônio Dias Cardoso atuou como um elemento de forças especiais, mandado pelo Governador Geral Teles, da Bahia, com finalidade de levantar o povo em armas e prepará-lo e conduzi-lo militarmente, o que fez com raro brilho. Em Restauradores de Pernambuco, o emérito historiador José Antônio Gonsalves de Mello, fornece valiosos subsídios históricos, que fazem justiça histórica a Dias Cardoso, como o tático, o estrategista, enfim a espada e o arquiteto militar da Insurreição, além de outras qualidades. Por motivos diplomáticos, não lhe foi reconhecida e premiada de direito sua decisiva participação na Restauração Pernambucana, pois era enviado pelo Governador Geral Teles para levantar em armas os pernambucanos, e o reconhecimento de sua atuação implicaria no reconhecimento de violação da trégua concertada entre Portugal e Holanda (1640-1650). Mas, decorridos três séculos da expulsão dos holandeses, é justo que este bravo ocupe, de direito, um lugar de destaque na História do Brasil — como o "arquiteto militar da Insurreição Pernambucana" e, talvez mesmo o de "fundador do espírito do Exército Brasileiro, por sua ação no Monte das Tabocas (era veterano na 1ª batalha).

Criação da Bda Op Esp

Para a sua criação, o Comando do Exército expediu portarias organizando o núcleo da Brigada (Nu Bda Op Esp), subordinado inicialmente à Brigada de Infantaria Pára-quedista. A maioria das suas organizações subordinadas foi aquartelada na área do Camboatá (Zona Oeste do Rio de Janeiro), onde se encontrava o 1º BFEsp, cujo comandante exerceu, acumulativamente, na fase inicial, o comando do Nu Bda Op Esp e a gerência do projeto de implantação.


  Mergulhador de Combate da Brigada de Operações especiais. 
Ele está armado com uma submetralhadora Ingran.

A Bda Op Esp foi ativada em janeiro de 2004 e tinha na época 2 mil militares, capazes de ser deslocados para qualquer parte do território nacional em no máximo seis horas. O grupo, subordinado diretamente à Presidência da República, tinha como base um complexo militar no bairro de Santa Genoveva, em Goiânia (GO).

 A principio a Bda Op Esp foi programada para ser instalada no Rio de Janeiro, mas a unidade foi transferida para o Planalto Central por decisão do comando do Exército, que levou em consideração o posicionamento estratégico da região. “Goiânia tem localização central. Portanto, a brigada estará mais próxima a qualquer cenário de operação que puder surgir”, avaliou o ministro da Defesa, na época, José Viegas Filho. Em Goiânia há uma piscina especial para treinamento de mergulhadores.

 O aquartelamento da Bda Op Esp em Goiânia implicou no fim do 42º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz), localizado no Setor Santa Genoveva, e do 43º BIMtz, em Cristalina. Além disso, a 3ª Brigada de Infantaria Motorizada foi transferida de Goiânia para Cristalina. Um grupamento de 300 militares vindos de Cambuatá (RJ) se juntou à uma parte do efetivo da 3ª Brigada em Goiás, cujo comando mudou para Cristalina e foi assumir grande parte do efetivo do 42º BIMtz. Já o efetivo do 43º Batalhão foi parcialmente absorvido em Cristalina – a outra parte foi remanejada para outras unidades do Exército em outros Estados.
 
 A escolha de Goiânia para abrigar essa equipe de elite teve razões estratégicas. A seleção da capital goiana foi baseada no interesse de descentralizar as tropas do Rio de Janeiro, na posição geográfica central do Estado, na infra-estrutura já instalada, na redução de custos para instalação da brigada, na necessidade de garantir segurança para Brasília, e na proximidade com a Base Aérea de Anápolis e o Aeroporto Santa Genoveva – ele não terá área militarizada, mas vai abrigar uma área especial para aviões mais pesados.

 Se traçarmos um círculo no mapa do Brasil tendo Goiânia como centro, verificaremos que, numa distância de mil quilômetros, teremos 116 milhões de habitantes, ou 62% da população brasileira, considerando-a em torno de 180 milhões de pessoas. Geograficamente, nenhuma outra cidade do País é tão estratégica como Goiânia, a Capital de Goiás, daí porque se diz que o Brasil atual começa, dá voltas do Oiapoque ao Chuí e se completa em Goiás.

 Além disso, Goiânia dista apenas 200 quilômetros da Capital da República e 50 quilômetros da principal base aérea da América do Sul. Um contingente militar nela sediado, para ser transportado rapidamente em direção a qualquer outro ponto do território nacional, teria aqui, à sua disposição, três aeroportos de médio e grande portes – Santa Genoveva, Base Aérea de Anápolis e Base Aérea de Brasília. Com a implantação da Plataforma Logística de Anápolis, essas facilidades crescerão, oferecendo condições de deslocamento aéreo a outros países.

 Além dos 500 homens do 1º Batalhão de Forças Especiais, foram transferidos para Goiânia na época da sua criação 45 militares do Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear, também do Rio. Foram criados depois o Batalhão de Ação de Comandos, o Destacamento de Operações Psicológicas, o Destacamento de Apoio às Operações Especiais e um Pelotão de Polícia.

Ingresso


Os voluntários para servirem na Bda Op Esp são selecionados em primeiro lugar, por sua capacidade física. Depois, partem para um treinamento, no qual é muito exigida a parte psicológica. O voluntário deve ter múltiplas habilidades - saber saltar de pára-quedas, mergulhar, atirar com vários tipos de armamento e se comunicar com diferentes tipos de rádios. O combatente integrante das unidades da Bda Op Esp é um profissional criteriosamente selecionado, dotado de excepcionais condições físicas e elevado espírito de equipe, altamente motivado, adestrado, versátil e maduro. Possuidor de elevado grau de estabilidade emocional, autoconfiança e capacidade de durar na ação, está em condições de sobreviver e operar em ambientes hostis por longos períodos de tempo com um mínimo de apoio.

 O soldado da Bda Op Esp é o mais caro das Forças Armadas, demandando três anos de preparo. De cada grupo de 3.000 candidatos às suas fileiras, menos de 300 chegam à aprovação final. Os recrutas que nela servem realizam apenas funções administrativas. Com ela, aumentou seis vezes o número de oficiais e oito vezes o número de sargentos do Exército servindo em Goiânia.

 As demandas específicas de uma operação especial definem o tipo de adestramento, armamento e equipamento a ser conduzido. Não raro, as operações especiais exigem uma combinação de capacitações específicas, armamentos e equipamentos especializados pouco comuns às forças convencionais.

 Na sua criação o grosso do efetivo foi formado por oficiais de alta qualificação, aproveitados do Rio de Janeiro e do pessoal que já estava em Goiânia e também escolhidos em unidades militares de regiões estratégicas, para beneficiar as intervenções de forma regionalizada. Os militares foram recrutados dentre voluntários - oficiais e praças com no mínimo três anos de experiência.
 
 A brigada não tem veículos próprios. O deslocamento é feito em helicópteros do Exército, aeronaves da Aeronáutica ou embarcações da Marinha. Mesmo assim a brigada é capaz de deslocar todos os seus destacamentos para qualquer parte do território brasileiro em no máximo seis horas.
 
 A Bda Op Esp tem desenvolvido sua própria doutrina, mas tem atividades muito similares com outras forças especiais mundialmente conhecidas como a Força Delta e o SAS. Porém mantém sua própria maneira de atuar. Esta força tem a capacidade de reação para qualquer evento não superior a seis horas.
 
 Esta OM tem à sua disposição os equipamentos mais sofisticados que existem, incluindo computadores portáteis, óculos de visão noturna, equipamentos especiais para operações na selva, montanha e caatinga, armamentos e aparelhos de comunicações, fuzis guiados a raio laser, mergulho e escalada.

Subordinação


A BDA OP ESP é diretamente subordinada ao Comando Militar do Planalto, que fica em Brasília, vinculada para fins de planejamento, preparo e emprego ao Comando de Operações Terrestres, no Distrito Federal.  As organizações militares subordinadas à Brigada de Operações Especiais integram à Força de Ação Rápida Estratégica e apóiam as operações de todos os comandos militares do Exército brasileiro.


Missões  

 A Bda Op Esp pode ser empregada de forma eficiente para proporciona a deterioração das capacidades militares do inimigo, através de ações diretas ou indiretas contra a sua infra estrutura logística, seus sistemas de comando e controle (C2) e de defesa aeroespacial, obrigando-o a empenhar meios na defesa de sua retaguarda. Dentre o grande repertório de missões e possibilidades da Bda Op Esp podemos destacar:
capacidade de desdobrar-se na retaguarda inimiga;
 coletar informações do campo de batalha;
 realizar busca, destruição, neutralização e interdição de alvos de valor significativo;
 guiar ataques aéreos;
 resgatar pessoal amigo;
 seqüestrar pessoal inimigo;
 planejar e conduzir operações de guerra irregular:
 subversão.
 sabotagem.
 fuga e evasão.
 condução de movimentos de resistência (guerrilha) contra forças invasoras de maior porte, paralelamente às ações regulares conduzidas pelas Forças Armadas brasileiras.
 contraguerrilha.
 operações contraterroristas do tipo:
 resgate de reféns em aviões, bancos, metrô ou barcos;
 segurança de pessoal VIP e instalações estratégicas;
 ataque a bases terroristas;
 desativação de explosivos;
 monitoramento de grupos terroristas.

 A Bda Op Esp é extremamente flexível, tendo uma organização pouco rígida e uma variedade de técnicas, procedimentos e meios disponíveis. As FE podem conduzir operações profundas com o mínimo de direção e apoio, proporcionando às operações terrestres maiores possibilidades (táticas e estratégicas) de atacar o inimigo onde e quando ele estiver mais vulnerável.
 
 A Bda Op Esp está efetivamente apta a realizar operações profundas e a intervirem com oportunidade, no mais curto prazo, em situações de crise, cumprindo missões de pronta-resposta, dispondo para isto da mobilidade estratégica proporcionada pela disponibilidade de meios adequados, particularmente aéreos, que são providos a nível estratégico principalmente pela FAB, podendo participar também a Avião do Exército e a Avião Aeronaval, de acordo com as necessidades.

 O que não resta dúvidas é que a Bda Op Esp é extremamente letal, particularmente em suas ações de comandos, que são dirigidas contra alvos de valor significativo, preferencialmente estratégicos, em conformidade com o Plano de Interdição do Teatro de Operações.
 
 As ações de Comandos, caracterizadas pela surpresa e agressividade com que são desenvolvidas em áreas hostis e normalmente sob o controle do inimigo, exigem precisão em seu planejamento e execução, pois os comandos se tornam grandemente vulneráveis após denunciada sua presença.
 
 Contudo os homens da Bda Op Esp são capazes de conquistar a superioridade relativa e destruir, neutralizar ou interditar aeródromos, radares de vigilância, baterias antiaéreas, instalações portuárias, diques e represas, pontes e estradas, instalações de comando e controle e outros. As ações de comandos avultam de importância diante das limitações da Força Aérea, e podem ser concebidas para apoiar e/ou complementar uma campanha aeroestratégica. Os Destacamentos de Ações de Comandos são armas letais e precisas.


 A Bda Op Esp é o braço principal da Força de Ação Rápida que é completada pelas seguintes unidades: Brigada de Infantaria Pára-quedista; 12 ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) e pelos Esquadrões de Aviação do Exército. A Força de Ação Rápida trata-se de um grupamento com raio de ação nacional, capaz de agir da Amazônia aos Pampas, no Sul, com utilização da máxima tecnologia disponível para garantir a rapidez de intervenções por meios aéreo, terrestre e pela água, e capaz ainda de fazer defesa química – geralmente necessária em ações terroristas.

 À sua disposição, essa força de elite tem equipamentos sofisticados como computadores portáteis, óculos com visão noturna, mochila com equipamentos para ação na selva e outros itens não convencionais em ações militares. A Bda Op Esp também realiza operações conjuntas com outras unidades do Exército Brasileiro e também da Marinha e da Força Aérea.
 
Sua estrutura organizacional da Bda Op Esp é a seguinte:



Comando e Estado-Maior


O Comando e o Estado-Maior assessoram o Comandante de Operações Terrestres, os Comandantes Militares de Área e, quando determinado, os Comandantes de Grandes Comandos Operacionais quanto ao emprego das unidades especiais que integram a Força Terrestre. Além disso, planejam, supervisionam e apóiam a preparação e o emprego das Organizações Militares da Bda Op Esp.





Base Administrativa da Brigada de Operações Especiais (B Adm)

A Base Administrativa tem por finalidade prestar apoio administrativo às OM integrantes da Bda Op Esp, possibilitando-lhes concentração exclusiva na atividade de preparo e emprego.

  

  

  1° Batalhão de Forças Especiais (1° B F Esp)

O 1º Batalhão de Forças Especiais, atualmente sediado na cidade de Goiânia, foi criado em 1983 na guarnição do Rio de Janeiro. Descende diretamente do Destacamento de Forças Especiais, criado em 1968, juntamente com os Cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais.




Destacamento Contraterrorismo - DCT
A Bda Op Esp é a única Grande Unidade do Exército Brasileiro que conta com uma tropa exclusivamente voltada para o emprego contra-terrorismo: o Destacamento Contraterrorismo-DCT, subunidade do 1º Batalhão de Forças Especiais. Composto quase que exclusivamente por oficiais e sargentos possuidores do Curso de Forças Especiais, seus integrantes focam seu treinamento nas técnicas e táticas necessárias para a prevenção de atos terroristas, minimização de seus efeitos e resgate de reféns em situação de crise. 

1° Batalhão de Ações de Comandos (1° BAC)

  "O máximo de confusão, morte e destruição nas retaguardas profundas do inimigo."

O 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC) é uma unidade especialmente organizada, equipada e adestrada para o planejamento, condução e execução de operações especiais. Possui mobilidade tática e estratégica, de acordo com os meios de transporte postos à sua disposição.


Destacamento de Operações Psicológicas (Dst Op Psico)

“o importante é enfraquecer ou destruir a vontade de lutar do inimigo, levar terror às suas hostes”.

As operações psicológicas são procedimentos técnicos especializados, operacionalizados de forma sistematizada para apoiar a conquista dos objetivos políticos e/ou militares. São desenvolvidas antes, durante e após o emprego das tropas, visando motivar públicos-alvos amigos, neutros ou hostis a atingirem comportamentos desejáveis.


1º Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear (1º Pel DQBN)

3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia F Esp)

Destacamento de Apoio às Operações Especiais (Dst Ap Op Esp)



 





sábado, 6 de abril de 2013

AV/MT-300 Matador



AV/MT-300 Matador

Míssil de Cruzeiro 


Anunciado em 2001, mas em processo de desenvolvimento desde 1999, o AV/MT-300
“MATADOR” (AV= Avibrás; MT= Míssil Tático; 300 = alcance em quilômetros) é um míssil
de cruzeiro tático, solo-solo do tipo “fire-andtarget” ou, em português, “dispare e esqueça”,
com capacidade de alcance até 300 quilômetros. O projeto deste sistema prevê que ele será guiado
por uma central inercial a laser e GPS semelhante aos mísseis americanos BGM 109 Tomahawk. O
“MATADOR” será lançado do Astros II 2020 com dois mísseis por lançador.
O AV/MT-300 será capaz de transportar uma ogiva de até 200 quilogramas de explosivos
de diversos tipos, desde munições antipessoal até um explosivo de grande porte homogêneo
de 200 quilogramas, a alvos situados a até 300 quilômetros de distância.Existem estudos para
outras variantes do míssil como os de lançamento naval (conhecidas como X-300) e de lançamento

por meios aéreos, sobre os quais a Avibrás tem trabalhado nos últimos anos, ainda que de forma
lenta devido à falta de recursos. É uma solução 100% brasileira, com total independência tecnológica e domínio intelectual, destinado a prover as Forças Armadas Brasileiras (Exército e Marinha) de material de emprego militar com elevada capacidade de dissuasão, estando previsto para entrar em operação em 2015.




AV/MT-300 que será lançados por camiões Astros 2020. Os novos mísseis serão guiados por um sistema inercial por laser e GPS, de forma idêntica aos mísseis americanos BGM 109 Tomahawk, voando como um míssil até se aproximar do alvo, altura em que abre as asas e passa a voar como um pequeno avião supersónico, até ao momento do impacto.

AV/MT-300 terá, um preço muito inferior . As características e promessas desta proposta brasileira já atrairam o interesse dos actuais utilizadores do sistemas Astros II. Como a Malásia que ainda recentemente comprou sistemas Astros II por 180 milhões de dólares ou Arábia Saudita, o Qatar e o Kuwait, para além do Brasil, claro.