sábado, 23 de março de 2013

FUZIL MD 97 5.56 Brasileiro...

FUZIL IMBEL MD 97. 5.56 Brasileiro...


FICHA TÉCNICA
Fabricante: Imbel; Brasil
Tipo: Fuzil de assalto
Sistema de operação: Aproveitamento de gases e ferrolho rotativo.
Calibre: 223 Remington (5,56 x 45 mm).
Peso: 3700 g (descarregada).
Comprimento do cano: 435 mm (330 mm o modelo MD97 LC).
Capacidade: 30 tiros carregador STANAG (M16 /AR15).
Acabamento: Pintura negra em tinta epóxi curada em estufa.
Velocidade do projétil na boca do cano: 950 m/seg
Cadencia de tiro: 900 tiros/ min
Alcance de uso: 600 m (97 L/F) e 300 m (97LC e LM)

O novo fuzil de assalto Imbel MD97, é o resultado de uma necessidade demonstrada pelo exercito brasileiro em dotar seu infante com uma nova e moderna arma no calibre 223 ou 5,56 x 45mm. No começo dos estudos para uma adoção deste menor calibre, a Imbel fez umas adaptações para que seu, já consagrado, fuzil FAL pudesse disparar a munição 5,56 mm. Porém, as modificações, foram extremamente básicas, envolvendo, a substituição da câmara e a recalibração do cano e os ajustes das molas. O que tivemos foi uma arma que funcionava no mesmo sistema de funcionamento do FAL, o ferrolho basculante. Essa nova arma se chamou MD-2, para o que tinha coronha rebatível (Para Fal), e MD-3 para a versão com coronha fixa. Essas armas, embora confiáveis, não cumpriam um requisito importante para o exercito, que era a necessidade delas serem mais leves que o pesado FAL, que sempre representou um sacrifício para o soldado em longas marchas.


Para solucionar isso, a Imbel percebeu que precisaria construir uma arma nova, com sistema diferente e mais leve que o MD2. Depois de pesquisar e analisar custos, chegou a uma conclusão de se aproveitar às partes do FAL que não acrescentariam mais peso ao novo projeto e ainda manter a produção a um custo baixo permitindo um valor de mercado competitivo, entre as armas similares . Alguns protótipos com desenho mais “exótico” foram testados, porém o resultado final foi uma arma que parecia um FAL levemente encurtado e mais “magro”.


As novas armas apresentadas tinham um novo sistema de ferrolho rotativo, ao invés do ferrolho basculante do FAL, e isso permitiu que se mantivesse apenas as peças relacionadas diretamente no processo de disparo, como o cano e ferrolho em aço, que é mais pesado. Sendo assim, a armação do fuzil poderia ser feita de um material mais leve que o aço do FAL, necessário para o trancamento do ferrolho basculante, que se dava na própria estrutura da arma. O novo material foi uma liga especial de alumínio (ASTM 7075) para atingir o requisito de peso. Fora isso, a nova arma, tem, também uma outra característica que era requisitada pelo Exército brasileiro, a capacidade de rajadas curtas ou “burst”, que são pequenas rajadas de 3 tiros (existem em outras armas as rajadas de 2 tiros). Essa capacidade é muito útil para evitar desperdício de munição quando os soldado está no meio de um combate onde a tensão poderia fazer com que ele disparasse tiros além do necessário e ficando sem munição, o que é a ultima coisa que um infante vai querer passar, durante um combate.


Esses novos fuzis foram encaminhados ao campo de testes de Marambaia, onde passaram por um exaustivo teste de fogo para sua resistência e foram aprovados. A recém formada “Força de Segurança Nacional” foi a primeira unidade do governo a ser equipada com a versão carabina deste fuzil, que é a versão curta. Muitas instituições policiais do Brasil, também, estão sendo equipadas com esta nova arma. Agora é só esperar a liberação de mais verbas para o exército poder adquirir esta moderna arma para seus infantes e assim modernizar seus efetivos com um produto nacional e com a já conhecida boa qualidade dos produtos da Imbel.







3 comentários:

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    1. O IA2 que deveria ser um aprimoramento apresentou mais defeitos em testes do que o MD97.

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