sexta-feira, 29 de março de 2013

M-41 C

 M-41 C


País: Brasil
Designação Local:M-41 C 
Qtd: Máx:340
Qtd. em serviço:112
Situação: Em serviço


Fabricante: General Motors - Estados Unidos da América
Tripulação: 4
Comprimento: 5.9  Incluindo canhão: 8.212M
Largura: 3.2M
Altura: 2.9M
Peso vazio: 18400Kg.
Peso preparado para combate: 26000Kg.
Sistema de tracção: Lagartas
Motor: Scania DS-14 8V Diesel
Potência: 400 cv
Velocidade máxima: : 60 Km/h
Velocidade em terreno irregular: 45 Km/h
Tanque de combustível: 550 Litros
Autonomia máxima: 550Km


Armamento básico

1 x 90mm M32 
Calibre: 90mm
Alcance estimado: 2.5Km a 2.5Km

 1 x 12.7mm Browning M2 
Calibre: 12.7mm
Alcance estimado: 1.5Km a 2.4Km

Com a assinatura, em outubro de 1959, do Acordo Militar Brasil-Estados Unidos, conhecido como acordo de Fernando de Noronha, decidiu o Estado Maior do Exército que as Unidades blindadas deveriam ter todo seu material motorizado, de comunicações e grande parte de seu armamento substituído por outros mais atualizados, oriundos dos Estados Unidos. Menos de um ano depois, desembarcava no porto do Rio de Janeiro o mais moderno material blindado existente na América do Sul. Em 1960 chegavam os primeiros tanques M-41 WALKER-BULDOG, equipados com um motor continental de 500 HP (à gasolina) e com um canhão de 76 mm.

 O Carro de Combate Leve M-41 era o que tínhamos de melhor e em quantidade maior, foi a base de toda a formação blindada no Exército, seja de grande unidade (5ª Brigada de Cavalaria Blindada) a unidades menores (1º, 2º, 3º, 4º e 5º Regimento de Carros de Combate, 4º, 6º, 9º e 20º Regimento de Cavalaria Blindado) mais Escola de Material Bélico -EsMB, berço dos blindados e Templo da manutenção do Exército. Inicialmente a modernização foi feita a partir da mudança do motor, no lugar do original a gasolina foi inserido um diesel modelo Scania DS14, mantendo a caixa de transmissão original, o que trouxe grande dor de cabeça aos operadores deste veículo, pois era comum a quebra do eixo entre a caixa e o motor, causando grande quantidade de veículos indisponíveis em suas unidades. Outro complicador foi o fato de se ter de alongar a parte traseira para a colocação do novo motor diesel, o que na realidade alterou o centro gravitacional do veículo, causando grandes desgastes em suas lagartas, problemas até hoje não solucionados. Mas o principal foi no armamento, o original possuía um canhão de 76mm, e a Bernardini ao lançar o modelo M-41B o equipou com um canhão Cockerill de 90mm, similar aos usados nos blindados EE-9 Cascavel da Engesa e fabricado por ela sob licença da Bélgica, e dos da família XIA2 Carcará da Bernardini. Apenas dois blindados receberam estes canhões para testes. Vários operaram com o canhão de 76mm na versão denominada também de M-41B, depois foram transformados em C com canhão de 90mm.


 Após estes testes a conclusão que o pessoal do exército chegou foi a de que ao invés de comprar canhões novos para equipar todos os M-41,optou-se pela forma mais barata, ou seja aproveitar o canhão de 76mm original, encamisando-o e posteriormente broqueá-lo no calibre de 90mm, com o mesmo número de raias do Cockerill Engesa, podendo desta forma utilizar a mesma munição do Cascavel, pois o Exército havia adotado o calibre 90mm como padrão. Este processo foi uma solução para resolver o problema do M-41, sendo que ao redor da torre original foi acrescentada diversos compartimentos, dando uma nova configuração á mesma e desta forma o carro recebeu a designação de M-41 C (Caxias), tendo um sido apresentado com saias laterais, não adotada nos demais da série. Curioso o fato de nenhum carro de combate brasileiro possuir saias laterais que os protegem contra munição de carga oca. Coube à firma Novatração Artefatos de Borracha S/A a modernização das lagartas. Inicialmente os canhões de 76mm como eram maiores em comprimento que os de 90 usados no Cascavel, foram cortados para ficaram no mesmo tamanho, e posteriormente descobriu-se que o tamanho não afetava em nada o funcionamento quando transformado para 90mm. A partir daí não mais se cortou o canhão de 76mm, podendo encontrar M-41 C com dois tamanhos de canhão no calibre 90mm. Esta operação de fazer uma nova perfuração no canhão trouxe alguns problemas para diversos carros, pois as paredes internas, em alguns casos, possuíam um lado mais grosso que o outro, o que ainda é comum encontrar nos M-41 C remanescentes.

Outro fator que não foi resolvido foi o fato de que após alguns disparos a torre se enchia de fumaça, dificultando o trabalho da tripulação, não funcionando muito bem os sistemas de extração de gases. Na realidade o fato de ter transformado o canhão de 76mm em 90mm não o fez melhor, mas sim pior que o 76mm original, pois levaram em conta apenas o tipo de munição que iriam empregar, a de 90mm era fabricada no Brasil e a de 76mm não. (Exemplo: Munição HE no canhão de 76mm, velocidade de 732m/s com ll,7kg de explosivo e no canhão de 90mm, velocidade de 700m/s com 8,5kg de explosivo). A idéia era exportar para outros países a tecnologia desenvolvida no repotenciamento do M-41, sob a forma de um kit, mas esta não vingou, pois a crise que o setor de defesa brasileiro viveu no final dos anos 80 e 90 foi fatal, os grandes projetos morreram, os blindados repotenciados ou produzidos estão chegando numa fase crítica, sua substituição está sendo através de compras de material de segunda mão de diversos países, o Brasil pela primeira vez adquiriu seus primeiros MBT (Tanque Principal de Combate), M-60 A3 TTS e LEOPARD 1A 1, respectivamente dos Estados Unidos e Bélgica, relegando quase que de vez os já obsoletos M-41C, muito embora eles ainda continuem prestando serviços em diversas unidades do Exército, principalmente na formação dos futuros combatentes da força blindada. Vale ressaltar que na América do Sul, além do Brasil, apenas o Uruguai opera um versão do M-41 denominada de M-41 A1U com canhão de 90mm Cockerill mark IV, num total de 22 unidades, modernizados na Alemanha. Os Estados Unidos também testaram uma versão do M-41 com canhão de 90mm, denominada T-49 mas não levada adiante.

 O desenvolvimento do projeto de modernização do M-41 e dos outros veículos não foi em vão, eles nos ensinaram muitas coisas, resta saber se o aprendizado valeu e seus erros e acertos serão aproveitados para o futuro, pois, principalmente os Leopard necessitarão de modernização num futuro próximo e aí vamos dar emprego no exterior ou refletir sobre o nosso passado recente e evitar os erros mas sem dúvida pensar mais nos acertos e incentivar técnicos brasileiros na solução deste velho problema. Os M-41 C continuam a ser maioria no Exército Brasileiro e sobreviverão ainda por muitos anos.

O M41C é um carro de combate médio, moderno e simples, que constitui atualmente a espinha dorsal das tropas blindadas brasileiras. Ele é derivado do M41 americano, modificado e melhorado por uma profunda repotencialização realizada com recursos e tecnologias nacionais. O M41 foi um dos carros mais vendidos em sua época, sendo encontrado em diversas partes do mundo.






Os primeiros M-41 chegam ao Brasil em 1960, depois de um acordo de cooperação militar assinado com os Estados Unidos no final da década de 50 e representaram um enorme avanço na operacionalidade do exército, tendo sido distribuidos a unidades no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Substituiram parcialmente parte dos velhos M-3/M-3A1 Stuart com canhões de 37mm, que no entanto, ainda continuariam ao serviço, modernizados e para funções secundárias.

 Durante os anos 60 o Brasil deverá ter recebido cerca de 300 unidades deste veículo blindado, que passou assim a ser a espinha dorsal da arma blindada brasileira.

 No entanto, apesar de para o teatro da América do Sul, ser um veículo moderno, no fim dos anos 70 vários aspectos técnicos do M-41 brasileiro começavam a tornar-se obsoletos e o envelhecimento dos carros, tornava a dependência dos Estados Unidos cada vez maior.

 Para fazer face a estes problemas foi decidido iniciar um completo programa de repotenciamento e nacionalização do M-41, adaptando-o à realidade do parque automóvel brasileiro. No fim de 1978, a empresa BERNARDINI S.A. em conjunto com o C.T.A. - Centro Tecnológico do Exército - lançou-se no desenvolvimento da modernização do M-41.

 Inicialmente, o objectivo principal era apenas a troca do motor a gasolina por um motor a diesel de fabrico brasileiro, posteriormente decidiu-se também trocar o canhão de 76mm por outro de 90mm, tendo-se também optado por reforçar a blindagem, e por nacionalizar os equipamentos ópticos.

 O canhão de 90mm, uma versão brasileira do Belga Cockerill, era o mesmo do carro de combate sobre rodas Cascavel, mas posteriormente, foi decidido utilizar o canhão de 76mm original e alterar-lhe o calibre, mantendo também a culatra original. Foi igualmente alterado o sistema de comunicações, incorporando-se um de fabrico brasileiro. O M-41C, é reconhecivel por causa da necessidade que houve de alongar a parte traseira do chassis, acomodando dois ventiladores, que permitem distinguir o M-41C dos outros M-41.

 As modificações tornaram o M-41C um carro de combate mais confiável e, com manutenção totalmente nacionalizada. O motor a diesel aumentou enormemente a autonomía do veículo, por ser muito mais económico. O unico problema, resultou no facto de o M-41C, ser ligeiramente mais lento que o seu antecessor.

 Ainda há várias unidades do exército, utilizando o M-41C, embora grande parte deles tenham sido substituidos, primeiro pelos Leopard1-A1 e depois pelos M-60A3. Estão relegados a missões secundárias, de reconhecimento. As unidades que estão no Mato Grosso do Sul, no entanto, não têm a companhia de seus sucessores mais poderosos.

 O programa de modernização do M-41C, capacitou a empresa Bernardini a produzir um tanque completamente novo, a que chamou Tamoyo, e que incorporava grande parte dos sistemas desenvolvidos para o M-41C. No entanto, tratando-se de um tanque leve, e tendo além disso na altura a concorrência de outro projeto brasileiro, (o EE-T1/T2 Osório), o Tamoyo nunca foi produzido.


terça-feira, 26 de março de 2013

Canhão Antiaéreo Bofors L/70 40mm

Canhão Antiaéreo Bofors L/70 40mm


Especificações


Armamento : Canhão L/70 40 milímetros de calibre
Usuários País: Mais de 50 países em todo o mundo usam o Bofors L/70 40 milímetros em várias versões e configurações.
País Designer: Suécia
Acessórios: Centra vista com sistema de controle de incêndio, controle remoto com cabo.
Tripulação: 4-6
Munição: PFHE Mk2, HCHE, HE-T, a APC-T, PT.
Peso: 5500 para 5,700 kg
Raio de Ação: 3 a 4 km
Traverse: 360 °
Elevação: 90 ° / -4 °
Dimensões:
Comprimento: 7,29 m,
largura: 2,22 m,
altura: 2,35 m


O L/70 é um calibre arma anti-aviões 40 milímetros projetado e fabricado pela empresa sueca Bofors. A empresa foi adquirida em setembro de 2000 pela United Defense Industries, mas desde março de 2005 tem sido uma parte da BAE Systems AB. A Defesa Bofors L/70 40 milímetros arma anti-aérea automática entrou em serviço com o exército sueco em 1951 como o sucessor do 40 milímetros Bofors L/60. Alguns pacote de atualização foi feita ao final de 2006 para o sistema de arma e as munições. O Bofors L/70 40mm é destinado a envolver alta velocidade de vôo ar-ofício a baixa altitude, suas principais características, sendo altas velocidades de elevação e transversal combinada com uma elevada taxa de incêndio. A arma é normalmente acionado eletricamente do controle remoto. Também pode ser disparado electricamente a partir da posição arma por meio do controlo da potência Bofors local. Em caso de abastecimento de energia falha, o canhão pode ser operado exclusivamente mecanicamente a partir da montagem. O L/70 foi usado por muitos países ocidentais e foi amplamente exportado para a Ásia, o Oriente Médio, África e América do Sul. O L/70 permanece em uso generalizado, embora muitos sistemas foram substituídos por mísseis terra-ar ou são relegados a um papel secundário. A arma L/70 novo também tem sido utilizada em várias montagens navais e serve como o armamento principal para o veículo de combate de infantaria CV9040 mecanizada.



L/70 BOFI 

  A Defesa Bofors 40 milímetros BOFI (Bofors Optronic instrumento de controle do fogo) sistema arma consiste em uma versão modificada do 40 milímetros básica L/70 Tipo B, BOFI eletro óptica do sistema de controle de fogo e proximidade fundido ammunition.The sistema de controle de incêndio também inclui um computador e laser telêmetro. Uma vez que é de pouco uso em condições atmosféricas adversas que se chama um sistema bom tempo.


L/70 BOFI Todos tempo ou BOFI-R

  O L/70 BOFI qualquer tempo tem um sistema de controle de multisensor fogo usando uma banda de J pulso do radar Doppler como o sensor principal. O radar dá ao sistema uma capacidade de toda a operação tempo e automático de aquisição e monitoramento. O BOFI-R pode envolver efetivamente rápidos alvos móveis para 4 km sem entrada radar externo.


L/70 REMO 

  A Defesa Bofors 40 mm L/70 Renovação e Modernização (REMO) programa compreende um pacote básico, principalmente para estender tempo de vida da arma técnica e vários kits de modernização para aumentar a eficácia da arma. Isto inclui uma revisão completa e vários upgrades que incluem uma maior taxa de fogo, novo sistema de controle de incêndio e explosão programador ar e munição. A visão nova e computador de controle de fogo são os UTAAS, que também é instalado no veículo de combate de infantaria mecanizada 90 CV. A munição rajada de ar é do tipo 3P. O REMO L/70 ao serviço holandês falta a visão UTAAS mas estão equipados com uma APU diesel e integração de controle de Flycatcher fogo.


L/70 40 milímetros atualização Holanda 

  Uma versão modernizada L/70 40 milímetros foi usada pelo exército Holanda. A modernização incluiu a instalação de um novo sistema de servo, novos amplificadores, aumento da taxa de fogo kit (agora 300 rds / min), as cremalheiras de munições e uma unidade de alimentação para motores diesel. Ele não está mais em serviço dentro dos Nertherlands forças armadas.



L/70 atualização 40 milímetros Espanhol 

Uma versão modernizada foi usado pelo exército espanhol. O sistema é equipado com sistema de rastreamento Felis eletro óptica automática. Felis consiste em uma TV de alta definição definir com acompanhamento automático acoplado a um laser de telemetria, designador de alvo portátil e uma interface de radar.



AOS 40 milímetros L70 FADM Campo Defesa Aérea Monte Singapura tecnologias 

  A AOS 40 milímetros L70 FADM (Campo de Defesa Aérea Mount) é uma versão melhorada do campo de combate provado, padrão da OTAN 40 milímetros L70 Air Sistema de Armas de Defesa atualizado pela Singapore Company defesa Technologies. É capaz de interceptar todos os tipos de antena de alta velocidade e alvos de superfície, e está equipado com um sistema de accionamento eléctrico de alta precisão com o objetivo de rastreamento e apontando em super-rápido tempo.


Tridon 40 milímetros L/70 automotor ar arma de defesa 

  O Tridon 40 milímetros L/70 é o sistema de arma de Bofors instalado no chassi do caminhão Volvo 725 6x6, que é equipado com uma cabina armadura protegido totalmente fechado para a tripulação de cinco pessoas, apesar de apenas dois membros da tripulação são necessários para operar o sistema. Ele nunca foi posto em serviço.


LVS 40 milímetros L/70 

Bofors L/70 arma anti-aérea 40 milímetros equipada com o sistema de controle de incêndio LVS-modular projetado como uma iniciativa privada pela Saab. O sistema foi testado com sucesso com o exército sueco em uma arma L70 e entrou em serviço com o exército sueco em 1994 e, desde 1997, em serviço com a Royal Thai Army.


Dados técnicos


Armamento 

O Bofors L/70 40 milímetros usa um único cano calibre 40mm. A arma é um desenvolvimento do original 40 milímetros Bofors arma, o termo L-70 referindo-se ao comprimento do tambor do calibre. O barril bloco mono é fornecido com um supressor de flash. A mola Recuperador circunda a parte traseira do cano, o que, juntamente com a mola recuperador, forma uma unidade facilmente substituível. O buffer de recuo é hidráulico e o mecanismo de bloqueio da culatra tem uma culatra deslizante verticalmente, que abre e fecha automaticamente. Os círculos são carregados em 4 clipes redondos, embora a maioria dos sistemas são equipados com uma tremonha de volta 26. A taxa cíclica de fogo é de 240 rpm e pacotes de atualização oferecem 300 rpm. O alcance máximo eficaz é de 3 a 4 km. O Bofors L/70 40 milímetros pode disparar uma gama completa de munições como o PFHE HCHE, Mk2, HE-T, APC-T, e PT.


Projeto 

O Bofors L/70 é montada sobre um chassis de quatro rodas, e é geralmente rebocado por um camião 6x6, o que pode também transportar munição adicional e a tripulação. Em caso de emergência, a L/70 pode ser demitido de suas rodas com reduzida eficácia muito. Um sis blindagem montada na parte da frente e de cada lado do prato giratório.

Operações 

O Bofors L/70 40mm é baseado em um reboque de 4 rodas com dois estabilizadores e dois macacos. A primeira versão da L/70 baseou-se em quatro rodas de carro com quatro estabilizadores. O canhão 40 milímetros L/70 magnético simples é montado sobre uma mesa giratória. Em posição de tiro, um estabilizador é implantado para cada lado e um tomadas na parte traseira e na frente para estabilizar a arma durante a queima. O grupo de dois consiste de um atirador no lado esquerdo e um carregador, à direita. Havia dois modelos básicos da L/70, Tipo A e Tipo B. B tem uma terceira fase de 220 ​​V 50 Hz APU montado na traseira do carro, enquanto os do Tipo A é alimentado por uma fonte de alimentação externa. A alta taxa de incêndio de 240 rds / min é obtido batendo as rondas durante a execução para fora, com os casos de cartuchos vazios ejetados para o fim do recolhimento. No modo de controlo remoto dos dispositivos de alimentação de operação para elevar e atravessando são controlados pelos sinais de entrada recebidos a partir de um sistema de controlo de fogo ligado à pistola por um cabo. O Bofors Defesa precisão sistema de controle remoto com amplificadores transistorizados é usado. No controlo remoto os dados a partir do equipamento de controlo de fogo é transmitido através de um cabo e de tipo B, há também um cabo para ligar a pistola com a unidade de fonte de alimentação. Em controlo local de uma pessoa, no lado esquerdo da plataforma opera a arma. Este joystick é utilizado em combinação com a visão de perto se um sistema de controlo central de incêndio não está a ser utilizado, está fora de ordem, ou se a arma está a ser operado como uma unidade independente.

Acessórios 

Existem duas vistas de perto, modelo NIFE SRS 5, montado sobre um suporte de vista sobre a caixa da culatra da arma, uma para a camada de elevação e um para a camada de deslocamento. Elevação e transversal são eletro hidráulica com velocidade de elevação máxima de 45 º / s, e velocidade máxima de 85 º transversal / s. Há controles manuais para uso de emergência.















domingo, 24 de março de 2013

Obuseiro 155 mm M 109 A3 AP

                        Obuseiro 155 mm M 109 A3 AP

Fichas Técnicas Simplificado (Ver Ficha Técnica Completa no Final da Matéria)

País: Brasil
Designação Local:M-109 
Qtd: Máx:37
Qtd. em serviço:37
Situação: Em serviço

Fabricante: FMC-United Defense / BAE Systems - Estados Unidos da América
Tripulação: 6
Comprimento: 6.19 - Incluindo canhão: 9.12M
Largura: 3.15M
Altura: 3.28M
Peso vazio: 21110Kg.
Peso preparado para combate24948Kg.

Sistema de tracção: Lagartas
Motor: Detroit Diesel Mod. 8V-71T 8cyl
Potência: 405 cv

Velocidade máxima: : 56 Km/h
Velocidade em terreno irregular: 35 Km/h
Tanque de combustível: 511 Litros
Autonomia máxima: 349Km

Armamento básico:
1 x 155mm M-185
Calibre: 155mm
Alcance estimado: 18Km a 18Km

O exército brasileiro utiliza este meio em três unidades, localizadas nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná.

 Entrou ao serviço, na sua totalidade no ano de 2001 e as organizações contempladas foram o 15º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (12 obuseiros), o 16º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (12 obuseiros), o 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (12 obuseiros) e a Escola de Material Bélico (um obuseiro) – essas unidades encontram-se sediadas, respectivamente, em Lapa (PR), São Leopoldo (RS), Cruz Alta (RS) e Rio de Janeiro.


É o material de artilharia de tubo de mais recente aquisição do Exército Brasileiro. O pesquisador de assuntos militares, Expedito Carlos Stephani Bastos, coordenador do UFJF/Defesa e da área de Tecnologia Militar do Centro de Pesquisas Estratégicas “Paulino Soares de Sousa” da Universidade Federal de Juiz
de Fora (UFJF), aponta que:

entre 1999 e 2001 a Artilharia no Exército Brasileiro foi reforçada
pela aquisição de 37 viaturas blindadas obuseiro autopropulsado M
109 A3  oriundas de excedentes do exército belga e
modernizados pela empresa belga Sabiex International S/A.


Seguindo o Plano Básico de Estruturação do Exército (PBEEx) em vigor àquela época, o armamento foi destinado a grupos de artilharia de campanha das AD 3, AD 5 e AD 6 (PBEEx, 1998), proporcionando um incremento no poder de fogo das DE, visto que tem maior alcance, amplitude de setor de tiro e mobilidade em relação aos Ob 155 M114 AR, que, até então constituíam o único material de tubo divisionário.


Ainda que o projeto desse armamento é norteamericano sendo idealizado para proporcionar o apoio de fogo às tropas mecanizadas e blindadas. A versão mais moderna é o modelo A6, denominado Paladin, cujo emprego foi comprovadamente eficaz em conflitos recentes, tais quais as duas Guerras do Golfo. TRACY (2004) atribui como uma das causas do sucesso de ambas as campanhas ao apoio de fogo terrestre, destacando o papel desse obuseiro, a respeito do qual cita. o Paladin M 109 A6, que foi totalmente
reconstruído, é um sistema excelente e comprovado  ele é legado do modelo original de 1963 e muito melhor que seu predecessor da série A2/A3.
O manual de campanha do serviço da peça apresenta as características técnicas do obuseiro, dentre as quais se destacam o alcance máximo de até 23.500 m, obtido com munição especial, o setor de tiro de 6400 milésimos (360º) e o peso de 29.848 Kg

As considerações realizadas pela ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS (2006) durante o IV Seminário de Apoio de Fogo, indicaram, dentre seus aspectos positivos, a elevada mobilidade tática, decorrente do fato de ser autopropulsado sobre lagartas, o elevado poder de fogo, a relativa proteção
blindada, cadeia logística similar ao Ob 105 mm M 108 AP, cujas características serão apresentadas posteriormente, e a possibilidade de modernização do armamento mediante aquisição de componentes.
Em contrapartida, como desvantagens, foram levantadas que este armamento, assim como os blindados sobre lagarta de maneira geral, apresenta limitações quanto à mobilidade estratégica, elevado consumo de combustível e necessita de uma manutenção mais apurada. Infere-se que, em que pese a versão A3 não ser a última geração desse armamento, é um obuseiro de concepção moderna que propiciou um incremento no
poder de fogo da Força Terrestre.



Fichas Técnicas Completa. (fotos no Final da Pagina)

GUARNIÇÃO DA PEÇA
A guarnição da peça é composta pelos seguintes elementos (serventes):
a. Chefe de Peça (CP)
b. Cabo Apontador (C1)
c. Soldado Atirador (C2)
d. Soldado Carregador (C3)
e. Soldado Municiador (C4)
f. Cabo Motorista (Motr)

FUNÇÕES GERAIS DA GUARNIÇÃO
a. Chefe de Peça - O CP é um 2º ou 3º sargento, responsável, perante o
CLF, pelo:
(1) treinamento e eficiência do pessoal;
(2) desempenho dos deveres de chefia da peça durante o tiro, verificações
e ajustagens do aparelho de pontaria e, ainda, pela inspeção e manutenção
preventiva de todo o blindado;
(3) observação das medidas de segurança;
(4) disciplina de camuflagem, segurança do local e medidas de proteção
contra agentes químicos, biológicos e nucleares (QBN); e
(5) manutenção, em dia e em ordem, do livro de tiro da peça e do livro
registro da viatura.

b. Apontador - É o principal auxiliar do CP no desempenho de suas
funções. As funções específicas do apontador estão prescritas nos capítulos
deste manual.

c. Atirador - É o responsável pelo registro da elevação e pela realização do
disparo.

d. Carregador - Sua principal missão é efetuar o carregamento do
obuseiro. As funções específicas do carregador estão prescritas nos capítulos
deste manual.

e. Municiador - Executa a função específica prevista neste manual e
quaisquer outras atribuídas pelo CP.

f. Motorista - A sua principal função é dirigir o blindado e executar a
respectiva manutenção preventiva. Executa outras funções prescritas neste
manual e nos manuais técnicos relativas à seu blindado, bem como, as funções
atribuídas pelo CP. Deve ser treinado para executar as funções de todos os
serventes da peça durante o tiro.

TORRE
Os sistemas que compõem a torre são os seguintes:
(1) sistema do tubo;
(2) sistema de recuo;
(3) sistema hidráulico;
(4) sistema de balanço.


SISTEMA DO TUBO
O sistema do tubo (Fig 7-1) é composto por:
a. freio de boca.
b. eliminador de alma.
c. subsistema da culatra.
d. tubo.



DESCRIÇÃO E CARACTERÍSTICAS
a. Freio de boca - Tem por função colaborar no amortecimento do recuo do obuseiro, reduzindo de 10 a 15% a força recuante. Pesa cerca de 150 kg e é rosqueado ao tubo.

b. Eliminador de alma - Tem por função eliminar do tubo os gases resultantes da queima das cargas de projeção, evitando que retornem ao compartimento da guarnição quando for aberta a culatra. Os gases que impulsionam a granada entram no eliminador de alma por dez válvulas criando uma grande pressão interna. Esses gases saem através dos três orifícios existentes no eliminador criando um vácuo no interior do tubo. Este vácuo puxa o ar de dentro do compartimento da guarnição expulsando o restante dos gases da queima da carga de projeção. Pesa 34 kg.

c. Subsistema da culatra - Tem por finalidade vedar a câmara e impedir o escape de gases provenientes da queima da carga de projeção. Seu funcionamento é semi-automático a partir do primeiro disparo, ou seja, uma vez realizado o tiro, a culatra terminará aberta após a volta em bateria. Esta abertura automática
ocorre devido à ação dos roletes da árvore de comando da culatra que, durante a volta em bateria, se engrazam nas guias existentes na parte inferior do batente da culatra. Durante a abertura da culatra, o mecanismo de disparo é deslocado para a direita e o extrator ejeta a estopilha.


d. Tubo - Tem 6,06 m de comprimento e pesa 1,6 ton. Possui 48 raias à direita que dão rotação à granada. A vida útil do tubo é medida em equivalência de carga máxima. Os dados referentes a cada tipo de tubo são encontrados nas tabelas de tiro do material.

SISTEMA DE RECUO
O sistema de recuo tem por finalidade ser um conector entre as partes recuantes (sistema do tubo) e as estáticas (torre), freando e limitando o recuo do tubo e levando-o de volta à posição inicial (volta em bateria) e composto por:
(1) cilindros de freio de recuo;
(2) cilindro recuperador;
(3) cilindro amortecedor;
(4) cilindro recompletador.

Cilindros de freio de recuo - São em número de dois e estão localizados um à esquerda e acima do tubo e outro à direita e abaixo (Fig 7-1). No seu interior existe óleo hidráulico. Sua missão é diminuir progressivamente o recuo do tubo, até que este cesse o seu movimento para trás. O funcionamento
dos cilindros de freio baseia-se no princípio da incompressibilidade do óleo existente em seu interior. O recuo varia de acordo com a elevação do tubo. Assim, teremos:

(1) longo recuo: máximo de 915 mm de recuo com elevação menor ou
igual a 800 milésimos;

(2) recuo variável: elevação entre 800 e 907 milésimos;

(3) curto recuo: mínimo de 584 mm de recuo com elevação acima de 907
milésimos.

Cilindro recuperador - Está localizado à esquerda e abaixo do tubo Tem por finalidade realizar a volta em bateria e sustentar o tubo. No seu interior existe nitrogênio a uma pressão de 700 a 750 psi. O funcionamento do cilindro baseia-se no princípio da expansão dos gases. Um pistão existente no
interior do cilindro e solidário ao tubo comprime o nitrogênio à medida que o tubo recua. Ao cessar a força recuante, o nitrogênio expande-se, empurrando o tubo para sua posição inicial.

Cilindro amortecedor - Está localizado à direita e abaixo do tubo, no interior do compartimento da guarnição (Fig 7-1). Tem por finalidade amortecer e desacelerar os últimos 33 cm da volta em bateria. Isto fará com que os roletes do mecanismo da culatra entrem com suavidade nos entalhes do batente e aconteça
uma abertura da culatra mais lenta. O funcionamento do amortecedor se dá quando o tubo recua e o anel da culatra deixa de exercer pressão sobre a haste do amortecedor, que avança 33 cm por ação de sua mola. No avanço do tubo, o anel da culatra encontra a haste do amortecedor que recua comprimindo a sua
mola e forçando a passagem de óleo dentro do cilindro, amortecendo o final da volta em bateria.

Cilindro recompletador - Está localizado no interior do compartimento da guarnição, no lado superior direito (Fig 7-2). Tem a função de fornecer óleo na pressão de 21 a 24 psi e manter esta pressão no sistema de recuo. Durante o tiro, a pressão no recompletador pode chegar, no máximo a 50 psi.

SISTEMA HIDRÁULICO
O sistema hidráulico é composto de:
a. conjunto de força;
b. subsistema de elevação
c. subsistema de giro;
d. subsistema de carregamento.

 DESCRIÇÃO E CARACTERÍSTICAS
a. Conjunto de força - É responsável por manter todo o sistema hidráulico sob pressão de 900 a 1200 psi (± 25), mesmo com a viatura desligada e, também, controlar o nível de óleo. Possui um cilindro acumulador (com nitrogênio à pressão de 500 a 550 psi), um reservatório de óleo e um motor elétrico (Fig 7-3). A pressão do óleo pode ser verificada através do manômetro. A quantidade de óleo no interior do reservatório pode ser verificada através do mostrador externo, e está dividida em três níveis:
(1) Nível 1 (superior): é o nível atingido quando zeramos a pressão do
sistema;
(2) Nível 2 (intermediário): é o nível normal do sistema quando a pressão
estiver entre 900 e 1200 psi (± 25).
(3) Nível 3 (inferior): é o nível mínimo de operação do sistema. Abaixo
desta marcação, o sistema não pode ser utilizado.


b. Subsistema de elevação - Tem por função elevar e abaixar o tubo. Isto pode ser feito por meio da alavanca de elevação hidráulica ou da manivela de elevação manual. O cilindro de elevação está localizado no teto da torre e pesa 100 kg.

c. Subsistema de giro - Tem a função de realizar o giro da torre em 6400 milésimos, travar a torre e travar o tubo. É composto por:
(1) Trava da torre - Tem por missão ser uma conexão física entre a torre e o chassi da viatura, fazendo com que a torre não se mova quando travada. Está localizada no painel esquerdo, abaixo do sistema de balanço

(2) Transmissão de giro - Tem por função girar a torre de forma manual ou hidráulica em 6400 milésimos e não permitir o seu deslocamento sem o acionamento dos controles. Está localizada no lado esquerdo do compartimento da guarnição (Fig 7-5). O giro hidráulico é acionado pela alavanca de acionamento
e o giro manual, pela manivela. A caixa de comando da torre possui três chaves com as seguintes funções:
(a) chave 1: liga o sistema elétrico da torre;
(b) chave 2: liga o giro hidráulico.
(c) chave 3: liga a alavanca do lado direito (somente elevação).

(3) Trava do tubo - Tem por finalidade evitar danos e choques à torre, ao sistema de elevação e ao sistema hidráulico, durante os deslocamentos da viatura. Está localizada na parte dianteira do chassi da viatura (Fig 7-6). Após a liberação do tubo, a trava é rebatida sobre a tampa do motor.

Subsistema de carregamento - Tem por função realizar o carregamento da granada no tubo. É composto por uma calha de carregamento, um soquete hidráulico (Fig 7-7) e pela alavanca de acionamento (Fig 7-8). O conjunto calha/ soquete fica alojado abaixo da culatra e preso ao tubo, e é colocado em posição
para a realização do carregamento. Após o carregamento da peça, deve-se certificar do travamento do conjunto em seu alojamento para não ocorrer o seu deslocamento para trás durante a elevação do tubo. A alavanca de acionamento fica presa ao teto.




SISTEMA DE BALANÇO
Tem como função compensar o peso do tubo, permitindo elevá-lo e abaixálo com a mesma intensidade. É ligado indiretamente ao conjunto de força. É composto por:
a. acumulador primário;
b. acumulador secundário; e
c. caixa de distribuição.

DESCRIÇÃO E CARACTERÍSTICAS
a. Acumulador primário - Carregado com óleo hidráulico e nitrogênio a uma pressão de 900 psi. Internamente, um êmbolo separa o óleo do nitrogênio. Em conjunto com o acumulador secundário provoca uma grande pressão inicial para iniciar a elevação. Após isto, age sozinho no restante da elevação.

b. Acumulador secundário - Com as mesmas características do anterior, age somente para iniciar a elevação. Está carregado com nitrogênio a uma pressão de 1500 psi.

c. Caixa de distribuição - Realiza a distribuição de óleo para o sistema, controlando o seu funcionamento. Possui dois registros
(1) válvula de drenagem (4) - registro na cor vermelha que tem por função drenar o sistema, seja para zerar a pressão do sistema de balanço, seja para retirar o excesso de óleo.
(2) válvula de recompletamento (3) - registro na cor branca que tem como função permitir que se faça o recompletamento de óleo do sistema.


MUNIÇÃO
A munição para obus 155 mm M126/M126E1 é do tipo “componentes separados”. Os projéteis desse tipo podem ser facilmente identificados pela existência de tarugos com alça. O preparo de um tiro para o obus requer três operações distintas: colocação da espoleta, da carga de projeção e da estopilha. Os componentes de um tiro completo são embalados separadamente. A espoleta é colocada no projétil pouco antes do carregamento e do disparo. Os projéteis e as cargas de projeção indicados para utilização no obus 155 mm, séries M1 e M45, são também indicados para este obus.

COMPOSIÇÃO
a. Um tiro compreende um conjunto de elementos que são acondicionados separadamente e têm particularidades que devem ser levadas em consideração, quando da montagem.
b. Os elementos componentes de um tiro são:
(1) granada ou projétil;
(2) espoleta;
(3) carga de projeção; e
(4) estopilha.

GRANADAS
As granadas, os componentes da munição e o conteúdo das embalagens são identificados por pinturas e inscrições. As granadas são identificadas pelo código de cor e a pela inscrição, conforme o Quadro de Identificação das Granadas

a. Granadas explosivas.
HE M 107
É a granada explosiva mais comum. Permite a utilização de todos os tipos de espoletas existentes.



HE M 692 ADAM - L
(a) É uma granada que possui sub-municões, minas antipessoal que são liberadas antes da granada atingir o solo.
(b) Devido à liberação das submunições, o único tipo de espoleta possível é a tempo (M577).
(c) A designação “L” significa que o tempo de retardo para a
detonação das submunições é longo e vem inscrito dentro de triângulos no corpo da granada.



HE M 731 ADAM - S
Possui as mesmas características da HE M692, diferindo apenas pelo “S” no lugar do “L”, que significa que o tempo de retardo para a detonação das submunições é curto.



HE M 718 RAAM - L
Possui as mesmas características da HE M692, sendo que as submunições são anticarro e não antipessoal.



L HE M 741 RAAM - S
Possui as mesmas características da HE M731, sendo que as submunições são minas anticarro e não antipessoal.


HE M 712 HEAT
É uma munição anticarro guiada por laser. Utiliza uma espoleta própria (M740). 




HE M 449 ICM
(a) É uma granada que possui cerca de 60 submunições (M43), que detonam pouco antes de atingir o alvo, obtendo efeito tempo.
(b) É utilizada para alvos de grandes áreas.




HE M 483 e M 483A1
(a) Seu princípio de funcionamento é o mesmo da granada HE M 449, sendo que possui 88 submunições e utiliza somente a espoleta M557.
(b) A carga mínima para esta granada é a três.
(c) É utilizada sobre tropas ou pequenos alvos.
(d) As submunições detonam ao tocar o solo


HE M 549 e M 549A1 RA
(a) Esta granada possui um sistema de propulsão auxiliar que é acionado durante a sua trajetória, aumentando o seu alcance em até 6 km. (Fig 8-9)
(b) Nestas granadas deve-se utilizar as cargas de projeção M119A1
e M119A2.

Granadas fumígenas.
WP M 110A1 e M 110A2
É uma granada que possui uma carga de fósforo branco

HC M 116 e M 116B1
(a) São granadas com carga de exacloretano divididas em quatro subcargas, que são liberadas pelo culote da granada antes que a esta atinja o solo.
(b) Devido à liberação das subcargas, o único tipo de espoleta
possível é a tempo M501.
(c) Devido ao perigo do lançamento do tarugo, quando da liberação das subcargas, a máxima carga permitida é a Cg 6 (M4A1ou M4A2).

HC M 116A1
Possui as mesmas características das M116 e M116B1, sendo que utiliza somente as espoletas M 565 e M 577.

Granadas iluminativas.
M 485A1 e M 485A2
Esta granada possui um sistema de dois pára-quedas que permite maior estabilidade e aproveitamento da iluminação. Com o acionamento da espoleta, pelo culote é liberada uma cápsula que contém um pára-quedas.
Quando esta cápsula fica estabilizada este pára-quedas se solta permitindo que uma nova cápsula saia de dentro da primeira sendo sustentada por um segundo pára-quedas.

Granada incendiária.
WP M 110
É uma granada que tem a finalidade de causar incêndios por intermédio do extremo calor que produz quando o fósforo branco entra em contato com o ar.

Granadas químicas.
H ou HD M 110
Possui uma carga química de gás mostarda (H) ou mostarda destilada (HD).

GB ou VX M 121A1
As granadas com o gás GB possui uma carga tóxica de efeito não persistente. Já as granadas de gás VX possuem efeito persistente.

Granadas de exercício.
TRAINING M823
(a) É uma granada de exercício que é similar a M712 HEAT, sendo que para diferenciação seu corpo é em bronze. (Fig 8-10)
(b) Esta granada JAMAIS deve ser utilizada para tiro, somente se presta para o treinamento e adestramento da guarnição nos trabalhos de preparação do tiro e carregamento.



PRACTICE M804
(a) Esta granada é de exercício e similar a HE M107, sendo que possui uma pequena cápsula fumígena no seu interior e quatro cavidades por onde sai a fumaça proveniente do acionamento da cápsula. Isto permite a visualização do impacto da granada.
(b) Esta granada destina-se, prioritariamente, ao treinamento do tiro.



ESPOLETAS
a. A relação entre cada granada e os tipos de espoletas possíveis de serem utilizados é transcrita no Quadro de Relação Granada/Espoleta.
b. Espoleta instantânea

M557
Permite optar por efeito instantâneo ou retardo, por intermédio de uma chave seletora.
 

M572
Só permite o efeito instantâneo, não tendo opção de retardo.

M739
É semelhante à M557, sendo que, além da opção por retardo, possui também um sistema anticongelante que permite que a granada passe por chuvas intensas e grandes altitudes, sem problemas.

Espoleta tempo
M137
Possui uma escala de tempo de 100 segundos e permite o registro de uma casa decimal.

M501
(a) Possui graduação de tempo, que vai de 2 a 75 unidades de tempo e também permite o efeito  instantâneo.
(b) Esta espoleta somente pode ser utilizada nas granadas fumígenas M116 e M116A1.


M564
(a) Possui graduação de tempo que vai de 2 a 100 unidades de tempo, permitindo o registro de uma casa decimal.
(b) Permite o efeito instantâneo.
(c) Possui eliminador de sensibilidade.


M 565 
Possui as mesmas características da M564, sem o eliminador de sensibilidade.

M577
(a) Possui graduação de tempo que vai de 2 a 200 unidades de tempo, permitindo o registro de uma casa decimal.
(b) A escolha de seu evento é feita por meio de uma janela onde existem três linhas formando quatro colunas onde se registra respectivamente a centena, a dezena, a unidade e a casa decimal do evento.
Espoleta de aproximação
M514
Possui uma escala de 100 segundos que permite registrar quando a espoleta deve se armar.

M 728
(a) Espoleta de aproximação que funciona por ondas de rádiofreqüência e permanece armada dos 5 aos 100 segundos, a contar do momento do disparo.
(b) Possui o corpo longo, só permitindo ser utilizada nas granadas com a cavidade maior.
(c) Possui ainda uma capa preta protetora contra eletricidade.

M 732
(a) Espoleta com corpo curto, portanto não apresenta problema de incompatibilidade.
(b) É armada a partir do disparo até 150 segundos.

Espoleta de retardo (M 78) 
Espoleta especialmente desenvolvida para alvos feitos de concreto, pois, devido ao seu retardo, somente detona a granada após romper o concreto.
CARGAS DE PROJEÇÃO
a. A relação entre cada granada e os tipos de cargas de projeção possíveis de serem utilizados é transcrita no Quadro de Relação Carga / Granada

 M3A1
(1) É composta por 4 saquitéis na cor verde (cargas de 2 a 5) e um na cor vermelha (carga 1), numerados de 1 a 5. A carga 1 é a mínima e as demais são sobrepostas e amarradas à primeira.
(2) Permite atirar nas cargas de 1 a 5.
(3) Existe uma espécie de almofadas de pólvora entre as cargas 1 e 2; 3 e 4 e 4 e 5.


M3 
 É similar à M3A1, sendo que não existe as almofadas de pólvora entre as cargas.

M4A2
(1) Composta por 5 saquitéis, sendo 1 na cor vermelha e 4 brancos. O saquitel vermelho é composto por cargas de 1 a 3, que não podem ser separadas. Os quatro saquitéis brancos, que correspondem as cargas de 4 a 7, são amarrados ao saquitel vermelho. 
(2) Existe uma almofada de pólvora entre as cargas 3 e 4.
(3) Permite atirar nas cargas de 3 a 7


M4A1
Similar a M4A2, sendo que não existe as almofadas de pólvora entre as cargas.

M4
(1) Similar a M4A2, sendo que só permite atirar com as cargas de 5 a 7.
(2) Nesta carga existem apenas 3 saquitéis, sendo que o primeiro contém as cargas de 1 a 5, que não podem ser separadas.
(3) Existem almofadas de pólvora entre os saquitéis.

M119
(1) Composta por um único saquitel de carga 8, não permitindo atirar com carga menor.
(2) O saquitel é de cor branca e possui uma almofada de pólvora na sua parte frontal.

M119A1
(1) É similar à carga M119, diferindo apenas no tipo de almofada de pólvora utilizada. 
(2) Esta nova almofada permite sua utilização com as granadas M549 e M549A1.


M119A2
(1) Diferente da M119A1, pois possui a sua base na cor vermelha e seu saquitel único é de carga 7. 
(2) Como a M119A1, permite sua utilização com as granadas M549 e M549A1.
(3) Embora sua carga seja 7, é equivalente à carga 8 das cargas de projeção M119 e M119A1.

ESTOPILHA M82
Diferencia-se da estopilha MK2A4 do Obuseiro M114, por ser de diâmetro maior (a MK2A4 não é compatível com o M 109).
ORIENTAÇÕES DE MANUTENÇÃO


Motomecanização
(1) Antes de dar a partida, ligar sempre as bombas elétricas de combustível (chave liga/desliga situada no painel).
(2)Não dar a partida com o sistema de comunicações ligado.
(3)Não dar a partida por mais de 30 (trinta) segundos cada vez.
(4) Para aquecer, ligar o motor e mantê-lo por 30 segundos em ponto morto, para circular o óleo lubrificante nas galerias do motor, depois , por 2 a 3 minutos , em 4ª marcha a 1200 RPM, freado.
(5) Deslocar o veículo sempre com a torre travada e o tubo apoiado.
(6) Não deixar faltar combustível, para que não haja superaquecimento dos bicos-bomba.
(7) Não descer ladeiras em neutro.
(8) Não rebocar o carro por mais de 400 metros sem desligar as cruzetas da transmissão.
(9) Sempre que for utilizar o sistema de preaquecimento do motor, fazêlo acionando o combustível (Flame Heater), e a bobina de preaquecimento (Flame Heater Máster), simultaneamente por três vezes.


Armamento
(1) Não utilizar o sistema hidráulico para elevar o tubo ou girar a torre estando o carro desligado.
(2) Não utilizar o subsistema de carregamento automático com o carro desligado.
(3)Somente deslocar o carro com o tubo preso ao seu suporte e a torre travada.
(4) Após a abertura da culatra, afixar a alavanca de manobra ao seu retém.
(5) Não se posicionar à frente da culatra quando for realizar o seu fechamento.
(6) Executar o giro em 360º com elevação máxima somente com os bancos da tripulação rebatidos.
(7) Quando girar a torre, evitar que as mangueiras do sistema hidráulico estejam soltas.
(8) Não utilizar o sistema hidráulico da torre, sem que o nível de óleo hidráulico esteja completo.
(9) Não elevar o tubo sem antes verificar se a mesa de carregamento encontra-se recolhida e travada.

Imagens.....