domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Brasil e a opção nuclear

O Brasil e a opção nuclear

Submarino Tupi da Marinha do Brasil 
A última guerra em que o Brasil esteve envolvido com seus vizinhos foi a Guerra do Paraguai, em meados do século XIX, quando apoiado pela Argentina e o Uruguai enfrentou e derrotou o ditador Francisco Solano Lopes. Não temos, nem nunca tivemos, pretensões imperialistas. As nossas Forças Armadas têm como missão constitucional a defesa da soberania do país e para isso é treinada. Mas não devemos confundir atitude defensiva com passividade. Apesar das dificuldades orçamentárias, tenta-se evitar a defasagem tecnólogica dos armamentos atualmente utilizados em relação àqueles mais avançados, em uso nos países desenvolvidos.
Nesse sentido a Marinha do Brasil deu um grande passo ao fornecer a tecnologia para enriquecimento de urânio que a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) aplicará na fábrica que será inaugurada em julho, em Resende(RJ). É o combustível do maior sonho de nossa Armada: o submarino nuclear, um projeto que se iniciou em 1979 e já consumiu investimentos de quase US$ 1 bilhão. Para concluí-lo serão necessários mais US$ 400 milhões, para que por volta de 2015 tenhamos o protótipo do sistema de propulsão funcionando, já que possuimos capacidade para a construção do casco, uma vez que o Arsenal de Marinha construiu 3 submarinos da classe Tupi, com tecnologia alemã. As pesquisas nessa área também trouxeram benefícios para a sociedade civil, na medicina e na geração de energia. Somos signatários do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e nosso submarino não estará armado com mísseis atômicos.
Somente usará a propulsão de um reator nuclear, o que lhe permitirá passar longos períodos submerso, sem necessidade de subir à superfície para reabastecer, uma grande vantagem estratégica em um possível conflito. Evidentemente que o domínio do processo de enriquecimento de urânio associado ao projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) , coordenado pela Aeronáutica, dá ao Brasil potencial suficiente para criar um foguete de longo alcance com ogiva nuclear e os EUA e a Europa acham que é isso que desejamos, boicotando de todas as formas possíveis o andamento de ambas as pesquisas. Enganam-se terrivelmente. Jamais fizemos outro uso dessa energia que não fosse para fins pacíficos. Não temos problemas de convivência com nossos vizinhos e inclusive acertamos acordos com a Argentina para o controle mútuo de sua utilização. O brasileiro não tem índole belicosa. Já fizemos nossa opção há muito tempo e optamos pela paz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário