sexta-feira, 22 de junho de 2012

Comunicado!!!


Caro leitor, devido a problemas pessoais ficarei ausente uns tempos, mas voltarei para postar mais matérias sobre as nossas forças armas de brasil.
Devo voltar dia 12 de julho de 2012.

Atenciosamente
Editor: Felipe Martins

quinta-feira, 7 de junho de 2012

M-113BR



Caracteristica

Fabricante: FMC-United Defense / BAE Systems - Estados Unidos da América
Tripulação: 2+11
Comprimento: 4.86
Largura: 2.54M
Altura: 2M
Peso vazio: 9800Kg.
Peso preparado para combate: 10600Kg.
Sistema de tracção:Lagartas
Motor: Mercedes Benz OM-352-A 6cyl turbo diesel
Potência: 180 cv
Velocidade máxima: : 64 Km/h
Velocidade em terreno irregular: 40 Km/h
Tanque de combustível: 310 Litros
Autonomia máxima: 320Km
Armamento básico
 1 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7mm - Alcance estimado de 1.5Km a 2.4Km)


O M-113, teve a sua origem durante a guerra na coreia, onde foi considerada necessária a introdução de um veículo de transporte de pessoal mais eficiente e eficaz que os halftrack produzidos em grandes quantidades durante a I guerra mundial.

O M-113 tem uma blindagem de aluminio, (tipo 5083) que foi utilizado para consumir as grandes quantidades daquele metal que existiam nos Estados Unidos no periodo pós-guerra.

Por causa disso, as paredes do M-113 precisam ser três vezes mais grossas que as paredes dlaterais de carros blindados com paredes em aço.

A versão M-113/BR é basicamente o M-113A1 original, ao qual foram feitas várias alterações com o objectivo de nacionalizar o veículo, utilizando o maior numero possível de componentes brasileiros.

Desde 1959, quando houve a primeira encomenda do Exército dos EUA à FMC, de Jan José, Califórnia, mais de 80.000 unidades da VBTP M113-B foram produzidas.
Cerca de 55 países, incluindo o Brasil (Exército e Marinha) ainda utilizam esse blindado, que possui o maior número de versões – mais de 150 modelos.
A linha de produção do M113 ainda está ativa nos tempos atuais. A BAE Systems é a atual produtora do M113 e do seu sucessor o M2/3 Bradley. A estrutura do M113 é feita hoje em uma liga especial de alumínio.



A VBTP M113 começou a ser recebida pelo Exército Brasileiro nos anos 60 e completado nos anos 70, através dos programas de ajuda militar do governo americano. Estima-se que estejam em operação no Exército Brasileiro quase 600 viaturas M113.
Essa Viatura Blindada de Transporte de Pessoal é ágil, rústica e de fácil manutenção. Atualmente, mobilia os Batalhões de Infantaria Blindados, de Engenharia de Combate, os Regimentos de Cavalaria Blindados os Grupos de Artilharia Autopropulsados e as Companhias de Comunicações Blindadas.
Destina-se ao transporte de pessoal e oferece proteção blindada nos deslocamentos em combate. Também pode ser empregado em conjunto com um dos tipos de VBC, formando o binômio denominado Força-Tarefa Blindada (FT Bld).
Na década de 80, os M113 em operação pelo Exército Brasileiro foram modernizados e criou-se o modelo M113-B. Tal modelo nacionalizado transporta 11 homens prontos para o combate, oferecendo proteção blindada contra tiro direto de projétil até 7,62 mm.


Utiliza como armamento principal a metralhadora .50, montada na sua torre. Desenvolve 62 km/h de velocidade máxima fora de estrada e desloca-se na água com velocidade máxima de 5,6 km/h. Possui uma autonomia de 540 km e pode ser lançado de pára-quedas.

M113-C

Em fevereiro de 2008, o Exército Brasileiro decidiu que modernizaria pela segunda vez seus quase 600 VBTP M-113. Na primeira modernização, a do modelo B, a maior alteração foi a troca do motor a gasolina de alta octanagem Chrysler (215 HP) pelo nacional a Diesel da Mercedes-Benz OM352A (180HP).


A transmissão original Allison foi revisada e mantida, adaptando-se as conexões de disco e platô, elétricas e de filtragem. Também foi incorporado um escudo para o atirador da metralhadora .50.

Na nova versão C do M113, o EB pretendia fazer uma modernização mais profunda, que deveria compreender as substituições do motor, da transmissão, e das lagartas, entre outros subsistemas.

Em janeiro de 2009, a diretoria de manutenção, do departamento logístico do EB, comunicou o cancelamento do Projeto de Modernização e anunciou que passaria a tratar apenas de um aperfeiçoamento.



Em 18 de abril de 2011, foi noticiado que a inglesa BAE Systems havia fechado contrato de US$ 48 milhões para modernizar 376 dos 574 veículos blindados M-113 do Exército Brasileiro.

O contrato foi viabilizado por meio de acordo assinado entre os governos brasileiro e dos EUA, através do processo FMS (Foreign Military Sales), utilizado pelos americanos em caso de vendas de equipamentos militares para outros países.


A BAE, que diz ser a segunda maior empresa do mundo no setor de Defesa, é a fabricante original dos veículos M-113 e foi subcontratada pelo governo dos EUA por meio da subsidiária americana BAE Systems Land and Ordnance. O primeiro lote a ser modernizado contempla um total de 150 veículos. O contrato foi assinado somente para a primeira fase.



País: Brasil
Designação Local:M-113BR
Qtd: Máx:584
Qtd. em serviço:250
Situação: Em serviço
O M-113 brasileiro, foi modificado pela empresa MOTOPEÇAS de São Paulo no inicio dos anos 80. Entre as principais modificações esteve o novo motor Mercedes Benz fabricado no Brasil, a modernização ao nível da transmissão e sistemas de arrefecimento, além da modernização de outros sistemas e componentes.
De notar que nem todos os M-113A1 foram convertidos para o padrão M-113BR. Não há informações sobre a operacionalidade desses M-113 originais. O numero indicado como quantidade máxima/inicial, refere-se a todos os M-113 ao serviço do exército brasileiro.


P-70 Macaé



Em 2006 a marinha brasileira iniciou um processo de aquisição de navios de patrulha e entrou em negociações com a empresa francesa CMN para a concepção de um derivado dos navios do tipo «Vigilante» adequado para as necessidades da marinha brasileira. A utilização de componentes de fabricação local, também permitiu que 60% dos componentes fossem de origem brasileira.

Os navios brasileiros estão equipados com motores com uma potência idêntica à dos outros navios do tipo, mas são ligeiramente maiores. Isso poderá explicar a velocidade máxima apontada para os Macaé, que é menor que a de seus equivalentes.
Porém, tratando-se de um patrulha pensado para estar na água durante vários dias, a questão da velocidade máxima é muito menos importante que a da autonomia.


O numero total de navios deste tipo que podem vir a ser construidos é desconhecido, Além de seis em construção, espera-se a aprovação da construção de mais seis unidades.
Os planos apontam para um numero que poderá atingir as duas dezenas[1], tornando esta classe na mais numerosa de todos os navios derivados do P400. Estas embarcações vão desempenhar um importante papel na guarda das águas territoriais e da Zona Economia Exclusiva brasileira. Eles destinam-se a operações de garantia da soberania e patrulhamento dentro da Z.E.E.


Os navios da classe Macaé, deverão no entanto ser complementados com uma nova classe de Navios de Patrulha Oceânica com um deslocamento entre as 1,000 e as 2,000 toneladas, que terão capacidade para operar em qualquer ponto do oceano.
[1] - Diversas fontes apontaram numeros que atingiram as 46 unidades. No entanto tais numeros nunca foram confirmados e no final de 2011 o número de 27 unidades foi referido pela marinha brasileira.


H i s t ó r i c o

O Navio Patrulha Macaé - P 70, é o primeiro navio a ostentar esse nome(1) na Marinha do Brasil, em homenagem ao municipio homonimo localizado na Região Norte Fluminense, que é responsável por 85% da produção de petróleo e 47% da produção de gás natural do país. Foi ordenado em ?????? de ???? como parte do 1º lote de duas unidades da classe, junto com o NPa Macau - P 75. Foi construído pelo estaleiro INACE - Industria Naval do Ceará S/A, em Fortaleza, seguindo o projeto da CNM, da França. Teve sua quilha batida em 24 de novembro de 2006, foi lançado ao mar em ?? de ?? de ???? e foi submetido a Mostra de Armamento em 9 de dezembro de 2009, em cumprimento a OD Nº 7/2009 do CEMA e ao disposto na Portaria nº 415, de 01/12/09 do CM, em cerimonia realizada em Fortaleza-CE.



Esses navios se destinam ao patrulhamento das Águas Jurisdicionais Brasileiras, devendo executar diversas tarefas, dentre elas as de, em situação de conflito, efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar e contribuir para defesa de porto; e, em situação de paz, promover a fiscalização que vise ao resguardo dos recursos do mar territorial, zona contígua e zona econômica exclusiva (ZEE), de repressão às atividades ilícitas (pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do meio ambiente marinho), contribuir para a segurança das instalações costeiras e das plataformas marítimas contra ações de sabotagem e realizar operações de busca e salvamento na área de responsabilidade do Brasil.

D a t a s


Batimento de Quilha: 24 de novembro de 2006
Incorporação: 9 de dezembro de 2009

C a r a c t e r í s t i c a s

Deslocamento:  440 Ton (padrão), 500 ton (carregado).
Dimensões: 54.20 m de comprimento total, 50.0 de comprimento entre perpendiculares, 8.0 metros de boca, 4.6 m de pontal a meia naú e 2.48 m de calado.
Propulsão: 2 motores diesel MTU 16V 4000 M90 de 8000cv/hp cada, acoplados a 2 eixos com hélices de três pás e passo fixo.
Combustível: 90 mil litros.
Eletricidade: 3 grupos diesel geradores MTU.
Velocidade: máxima de 25 nós e máxima mantida de 21 nós.
Raio de Ação: 2.500 milhas náuticas a 15 nós.
Armamento:
Canhões / armamento principal
1 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
2 x Rheinmetal Defense 20mm Oerlikon/BMARC GAM-BO1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km)
Sensores: Sistema de Navegação Sperry Marine Vision-Master, integrando display eletrônico de navegação o sistema de informação da Sperry Marine, giroscópios, ecobatímetros, radares de navegação, controles, gravadores de missão e outros sensores e subsistemas, formando uma solução completa para planejamento de rotas, navegação e pilotagem; radar de navegação Sperry Marine Vision Master FT-250.
Sistema de Dados Táticos: Terminal Tático Inteligente (TTI).
Equipamentos:
Radares - Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)
Código Internacional de Chamada: PWAE
Tripulação: 35 homens, com acomodações para 43, sendo 5 oficiais (+2), 8 suboficiais e sargentos (+2) e 22 cabos e marinheiros (+4).


Navios constituintes da classe
Nr.                                  Nome Estaleiro               I.C.      E.S.      Situação
70     Macaé Fortaleza,    INACE                          2006    2009     Em serviço
71     Macau Fortaleza,    INACE                          2010    2011     Em serviço
72     Marcanã                 Rio de Janeiro, EISA      2009                 Construção
73     Marigogipe             Rio de Janeiro, EISA       n/d                    Encomendado
74     Matinhos                Rio de Janeiro, EISA       n/d                    Encomendado
75    Mangaratiba            Rio de Janeiro, EISA       n/d                    Encomendado


IC = Inicio de Construção ES=Entrada no Serviço Activo

segunda-feira, 4 de junho de 2012

M-16. Um classico rifle norte americano na MB

Essa Matéria de dedicada a meu amigo Miguel Felix Barbosa Suboficial Fuzileiro Naval - RM1


FICHA TÉCNICA


Tipo: Fuzil semi-automático
Local de origem:  
Estados Unidos
Em serviço: 1960- presente

Miras: Regulagem lateral na alça a 4 posições fixas de massa e alça para regulagem em elevação.
Peso: 3.2 Kg (vazio) 3.6 Kg (carregado) .
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Cadência de tiro: 800 a 900 disparos por minuto

Alcance Eficaz: 650m

Modo de disparo: Automático ou semi automático

Comprimento Total: 1 m
Comprimento do Cano: 20 polegadas .
Velocidade na Boca do Cano: 908 m/seg.
Alcance efetivo: 550 m


Descrição técnica

O AR-15/M16 é operado a gás, alimentado por carregador, com seletor de fogo, o M16 e o AR-15 são basicamente a mesma arma, sendo que os AR-15 para o mercado civil são limitados a fogo semi-automático. O coração do AR-15 é o sistema de ação direta de gases sobre o transportador do ferrolho, desenvolvido por Stoner no inicio dos ano 1950, esse sistema não utiliza o convencional de pistão e biela para impulsionar o transportador do ferrolho, em vez disso os gases quentes e pressurizados do disparo são conduzidos por um tubo de aço inoxidável para a caixa da culatra, na caixa da culatra os gases encontram apêndice do transportador do ferrolho, lá eles se expandem e impulsionam para trás o transportador, forçando a rotação que abre a cabeça de trancamento. Logo que o ferrolho se destranca o transportador continua sua viagem sob inércia e pressão residual dos gases, esse mesmo movimento extrai o estojo deflagrado, quando a força da mola de recuperação, localizada na coronha, se torna maior que a inércia o conjunto volta levando um novo cartucho para o cano, trancando o ferrolho. O ferrolho possui 7 ressaltos de trancamento e mais um localizado na garra de extração, desde a introdução do XM16E1, existe um dispositivo, já mencionado, que ajuda no trancamento do ferrolho, ele está presente em todos a família AR-15 tanto nos fuzis militares, quanto nos civis, é composto apenas de uma mola e um botão que encaixa em serrilhas na lateral direita do transportador do ferrolho, que o empurra forçando o trancamento, quando a pressão da mola de recuperação não é suficiente para fazê-lo, e o fuzil não dispara quando o ferrolho não está trancado, há ainda um retém que mantém a arma “aberta” quando a munição do carregador acaba, para libera o ferrolho deve-se pressionar um botão lacalizado a esquerda da caixa da culatra em cima do carregador, a alavanca de maneja em forma de “T” fica em cima da caixa da culatra e ela não é solidária ao ferrolho quando a arma dispara A janela de ejeção fica ao lado direito da caixa da culatra, ela tem uma tampa que se abre automaticamente quando o transportador do ferrolho é puxado, o M16A2 introduziu um defletor de cartuchos que protege o rosto do atirador canhoto. Ha alguns anos a Alemanha vem utilizando partes de seu fuzil HK vem tendo grande sucesso com a criação de uma nova linha de armas que nada mais são que a montagem de um fuzil utilizando basicamente a parte inferior do AR 15 "LOWER" e o sistema superior da arma "UPPER" peças HK formando assim o fuzil HK 416 em calibre 5,56x 45 e HK 417 para o calibre 7,62 x 51. Essa nova arma vem ganhando vários adeptos e defensores. Forças policias do Brasil vem adotando essa arma como arma principal, caso esse o da força especial da Polícia Federal.
Poucas armas foram tão expostas na mídia com a força que se viu com o nome AR-15. Muito se fala, sobre esta arma de “grosso calibre” (A MAIOR ASNEIRA QUE SE FALA), Sobre que ela perfura qualquer blindagem, que ela destrói tudo que ela atinge... e outras imbecilidades. Na verdade todo esse folclore é fruto de uma cultura imposta nesse país de que um cara armado com um 38 ou uma pistola em calibre 380, é considerado uma pessoa bem armada. No mundo, existem países que são democráticos de verdade e onde o cidadão pode comprar o melhor instrumento para se defender e não são impostas limitações ingênuas e sem sentido, como a que limita os calibres em 38 ou 380. Nos Estados Unidos, por exemplo, o calibre 380, que no Brasil é a sensação das lojas de armas, é considerado o menor calibre que alguma pessoa pode usar com alguma eficiência, devido ao seu fraquíssimo poder deparada. Alguns ainda citam o adjetivo “anêmico” quando se fala nessa munição.
Voltando ao assunto desta matéria, nosso enfocado, o clássico fuzil AR-15, que é uma das armas de fogo mais difundidas na história, estando em uso em quase todos os países do ocidente na forma de arma de uso policial, militar ou mesmo, em caças de pequenos animais roedores, ou pragas do campo, também conhecido com arma de “Varmint”, devido ao fato de munição 5,56mm ser um calibre pequeno, porém de altíssima potência, permite poucos danos na frágil estrutura do corpo desses pequenos animais. Havia, também, um conceito, de que, no campo de batalha, se vc matasse o soldado inimigo, ele seria deixado para trás. Seria um a menos. Porém, se você ferisse seu inimigo, você inutilizava 3 soldados, pois eles teriam que carregar seus feridos, e ainda usar uma infraestrutura para tratar desses feridos, causando um poderoso desgaste moral no inimigo. Encima desse conceito, que se decidiu pela diminuição do calibre para o 5,56 mm. Porém, não pensem que este cartucho não seja letal. Ele é com certeza, mas consideravelmente menos potente que o 7,62 mm, usado no M-14 americano e, que ainda é usado pelas forças brasileiras na forma do conhecido FAL.

O AR-15 foi idealizado pelo gênio projetista Eugene Stoner que trabalhava para a empresa Armalite, e baseado no , não tão conhecido AR-10, também, criado por Eugene, mas em calibre 7,62 mm. Em 1957 o exercito dos Estados Unidos encomendaram um novo fuzil que usasse um calibre menor, que o 308 winchester, também conhecido por 7,62 mm, e que fosse leve para ser transportado com mais munição pelos soldados. A munição teria que ser algo em calibre 22 e com capacidade de perfurar um capacete de aço padrão a 500 metros. Eugene Stoner usou como base seu rifle AR-10 e construí o AR-15, em calibre 223 remington ou 5,56 X 45 mm, que era um calibre derivado do calibre 222 remington, usado para caça de pequenos animais. Em 1958 a Armalite entregou os primeiros fuzis ao exercito para testes de campo, o que acabou mostrando problemas com relação à precisão e a confiabilidade da arma. Em 1959, a armalite estava decepcionada com os resultados desfavoráveis do AR-15 e vendeu todo o projeto e direitos a companhia Colt , uma muito consagrada fabricante de armas mundial e o senhor Eugene Stoner foi parar dentro da fabrica da Colt. E nesse ano a Colt mostrou O AR-15 para o comandante da força aérea americana que comprou, aproximadamente, 8000 fuzis para substituir as antigas carabinas M-1 e M-2. Em 1962 o DARPA (departamento de projetos avançados dos Estados unidos), comprou 1000 AR-15s e os mandou para testes de campo no Vietnam do sul, e esse fato resultou em uma encomenda de 85000 fuzis para o exercito e mais 19000 para a força aérea. Porém os resultados em campo, começaram e se mostrar preocupantes pois o AR-15 estava apresentando grandes problemas de funcionamento, que estavam sendo ocasionados pelo tipo de pólvora que era usado nos cartuchos. Essa pólvora, a IMR tubular da Du Pont era usada em cartuchos 7,62 mm, causava um grande e rápido depósito de carbono nas partes internas da arma, e, depois de quente, esse depósito, esfriava e endurecia fortemente como se fosse uma cola de secagem rápida travando a arma em definitivo. Para evitar esse tipo de ocorrência seria necessário que se limpasse a arma a todo o momento, o que não era uma prática muito difundida no atoleiro que se tornou os campos de batalha vietnamitas. A substituição da pólvora usada, somado a mudanças na arma como um novo mecanismo de amortecimento para diminuir a cadência de tiro, a cromeação da câmara e canos da arma evitaria a oxidação por causa do ambiente úmido do sudeste asiático fez surgir o M-16 A1, uma arma que embora fosse confiável, estava com dificuldades de apagar a péssima primeira impressão que havia tido inicialmente.
o fim da década de 70, as forças armadas dos EUA e a própria Colt começaram a estudar melhorias que fossem possíveis de se aplicar ao AR-15, e aí, nasceu o M-16 A2, uma arma de cano mais pesado e resistente, troca do passo do raiamento do cano de 1:305 para 1:17, tornando mais adequada a o tipo de munição SS109 usada como padrão pela OTAN. A troca da telha por uma nova em material sintético mais resistente e ainda tinha disponível uma nova posição no seletor de tiro: a de raja curta de 3 tiros.
Atualmente, esta arma é fabricada por muitas empresas que adquiriram o direito de produção e que através de novas melhorias, teve novas versões, como o M-16 A3 que trabalha totalmente em automático ou em semi auto, usando das mesmas qualidades e resistência da versão A2 e ainda tinha a alça de transporte substituida por uma removivel; a nova versão M-16 A4, que voltou a ter a disponibilidade da posição de rajadas curtas de 3 tiros, e ainda teve montado um trilho tipo picatinny, que permite o uso de miras ópticas, que podem ser instaladas sem necessidade de um armeiro. Esses trilhos picatinny, estão presentes na telha também para permitir o acoplamento de lanternas, miras laser, câmeras e lança granada.
Falando em lança granada, é interessante notar que o modelo M-16 A1, equipado com um lançador de granada M-203 e 40 mm se tornou muito popular depois da apresentação do filme “PREDADOR”, Onde o ator Arnold Schwarzenegger, usa uma dessas armas. O lança granada M-203, permite uma grande melhoria no potencial de letalidade do infante com um dispositivo mais leve que um lança rojão, ou bazooca como prefere alguns, integrado à sua arma principal, flexibilizando o seu uso. Muitos exércitos atuais, acabaram por adotar de lança granada os seus fuzis, depois que essa modificação foi demonstrada como eficaz pelo uso pioneiro no exército dos Estados Unidos.
Posteriormente ao início operacional do M-16, o exército dos Estados Unidos, requisitou que fosse desenvolvida uma versão menor do M-16, para o uso nas suas forças de operações especiais , como os Boinas Verdes, e essa versão curta foi chamada de XM-177, e designada no US ARMY como CAR-15 ou “Commando”. Essa versão possuía um cano de 10 polegadas e um grande quebra chamas na ponta pois essa arma apresentava enormes labaredas quando atirava. O Colt Commando foi muito popular por causa de sua levesa e facilidade de transporte. Era uma arma usada por operadores de rádio que necessitavam de um rifle mais leve, e por oficiais.
Em 1985 o US Marine Corp ou corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos encomendou uma versão do fuzil M-16 A2 que fosse menor, e para isso o Colt Commando foi usado como base, embora seu cano devesse ser maior que a do Colt commando, tendo, assim o comprimento de 14 polegadas e meia. Essa nova versão se chama M-4 e é extremante comum nas forças americanas, em combate no Afeganistão e no Iraque. Embora o M-4 seja chamado de carabina, ele, ainda possui a posição de tiro em rajada. Hoje a versão mais moderna em produção é a M-4 A3, que possui seletor de tiro com rajadas curtas de 3 tiros, e alça de transporte removível.
A evolução do AR-15 nesses 44 anos de existência melhorou muito, a confiabilidade e eficiência desta arma, sendo que as novas versões são armas modulares com fácil montagem de acessórios e com boa precisão.
Para o futuro existe uma tendência de se adotar um novo calibre para o fuzil das forças armadas americanas. Depois de 4 décadas, alguns conceitos mudaram no campo de batalha e o calibre 5,56 mm, tem levantado críticas pelos soldados americanos que tem tido dificuldades de derrubar os guerrilheiros iraquianos e afegãos, com apenas um tiro no tórax, sendo que muitas vezes, quando o inimigo se encontra longe,o soldado americano tem tido que atirar uma segunda vez para “parar” a ação do inimigo. O calibre mais provável a ser incorporado, é o 6,8 mm SPC (Special Purpose Cartridge), que tem o mesmo comprimento do 5,56, porém é pouco mais largo. Esse calibre já foi testado em combate no Afeganistão e o resultado foi considerado muito bom pelos soldados. Recentemente foi trocado o projétil SS-109, que era padrão OTAN, por um com maior peso, chamado de MK-262 com 77 grains, fabricado pela Black Hills, o que mostrou uma melhora na letalidade, porém esse assunto se encontra em aberto, e nenhuma decisão foi tomada ainda.


Imagens Dos Fuzileiros Navais da Marinha Do Brasil















domingo, 3 de junho de 2012

Mirage 2000C

Mirage 2000C


Ficha tecnica do Mirage Brasileiro

Dimensões: 
Comprimento: 14.36 M
Envergadura: 9.13 M
Altura: 5.3 1
Motores M53-P2 ATAR
Potência total: 9600 Kgf
Peso vazio: 7600 Kg
Peso máximo/descolagem: 16500 Kg
Numero de suportes p/ armas: 9
Capacidade de carga/armamento: 5900 Kg
Tripulação : 1/2
Velocidade Maxima: 2340 Km/h
Máxima(nível do mar): 1480 Km/h
De cruzeiro: 1110 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1475 Km
Autonomia máxima / leve 2600 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros

Armamento

Canhões / Metralhadoras
2 x 30mm DEFA-554 (Calibre: 30 ) Cadência de tiro: 1800 disparos p/min. Alcance Anti aéreo: 1.5Km

Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar

MBDA S-530D (missil ar-ar)
Alcance: 30km    
Velocidade: 4200km/h

MBDA R-550 Magic-II (missil ar-ar)
Alcance: 10km    
Velocidade: 3500km/h

Radares
Thomson-CSF / Thales RDI - Radar semi-activo (Alcance médio: 99Km)


O Mirage 2000 C/B foi a solução intermediária encontrada para substituir os velhos Mirage IIIBR, que prestaram bons serviços à FAB por mais de 30 anos. Os "novos" Mirage 2000, estão sendo retirados, aos poucos, dos esquadrões da Força Aérea Francesa, para serem submetidos a uma revisão geral e padronização, antes de virem ao Brasil. Foram adquiridos 10 monoplaces do modelo C e 2 biplaces modelo B, que começaram a ser entregues em setembro de 2006 com os dois primeiros exemplares. Mais dois serão entregues até o final de 2006, seguindo lotes anuais de 4 aeronaves, sendo 4 durante 2007 e mais 4 em 2008.

Mirage 3

A FAB anunciou que os 12 Mirage 2000C/B, adquiridos recentemente, estão equipados com o motor M53-5 com 8.998 Kg de empuxo ao invés do M53-P2 com 9.698 Kg de empuxo. O radar é o Thomson-CSF RDI Series J2 e as contra-medidas de guerra eletrônica serão bem simples com o RWR Serval e o lançador de chaffs/flares Eclair.


O armamento incluído no pacote são 10 mísseis Matra Super 530D (mais 4 de treinamento) e 22 Matra Magic 2 (mais 6 de treinamento), além de 3.750 cartuchos de 30mm, 288 chaffs e 64 flares. Apenas o custo do armamento foi de EUR 6,8 milhões. Os equipamento de apoio incluem 10 tanques externos de combustível ventrais de 1.300 l e 6 de 2.000 l (nos pontos internos de cada asa). Os Mirage 2000C/B tem 1.000 h de vôo disponíveis. As aeronaves foram fabricadas em 1984.


Informações

Embora muito parecido ao Mirage-III, o Mirage-2000, é de facto um avião diferente, construido de novo, com novas características e capacidades.
O seu desenvolvimento deveu-se ao facto de o Mirage-III ter sido recusado como principal caça de defesa aérea da NATO/OTAN, o que levou os franceses a apressarem os seus estudos que levaram ao desenvolvimento do Mirage-2000.

Mirage 3

Ele voou pela primeira vez em Março de 1978 em voo de ensaio e o primeiro vôo operacional ocoreu em 1982.
O Mirage-2000 é um interceptor, armado para a função de superioridade aérea com asa baixa em formato «delta». Ele tem apenas um motor, embora possua duas entradas de ar laterais semi circulares.
Como sucessor do Mirage-III ele foi considerado como opção para países que não quisessem ficar submetidos às exigências e restrições de utilização de aeronaves por parte dos Estados Unidos, sem ter que recorrer à União Soviética.


Foi adquirido por vários países como por exemplo a Índia e o Egipto e mais recentemente pelo Brasil.
O Mirage 2000 sofreu modernizações desde a sua introdução nos anos 80, tendo sido lançada a versão conhecida como Mirage-2000-5 com vários melhoramentos como radar melhorado e sistemas de visualização completamente redesenhados e modernizados.
A versão Mirage-2000N foi desenvolvida propositadamente para permitir o transporte de armas nucleares.


 Os Mirage-2000 ao serviço na França deverão ser substituidos por aeronaves da família Rafale, embora este último avião não tenha ainda conseguido encomendas fora da França

Designação Local:Mirage 2000C
País: Brasil
Qtd: Max/inicial:12
Em serviço:12
Situação: Em serviço


A Força Aérea Brasileira adquiriu 12 unidades desta aeronave, como substituto dos seus antigos Mirage-III/E-BR que foram colocados ao serviço no inicio dos anos 70.
Os Mirage brasileiros estão equipados com o radar RDI.
A pedido da FAB, têm sido encurtadas algumas previsões de entrega das aeronaves, pois o fornecimento ficou completo em Agosto de 2008.
A FAB pretende substituir não apenas os Mirage-2000 como as aeronaves AMX e F-5 ao serviço por um só modelo de aeronave multiusos.

Designação Local:Mirage-2000P
País: Peru
Qtd: Max/inicial:12
Em serviço:10
Situação: Em serviço
Esta aeronave é classificada na Força Aérea do Peru, como caça-bombardeiro. Trata-se de Mirage-2000E, a versão de exportação do Mirage-2000C
A FAPe. Tem planos para a incorporação de misseis MICA nos seus Mirage-2000 em substituição dos S-530F.
Em 2007, estavam operacionais 10 unidades


Designação Local:Mirage-2000EM/BM
País: Egipto
Qtd: Max/inicial:19
Em serviço:19
Situação: Em serviço
Adquirido pelo Egipto em 1990. 20 monoposto e 6 biposto

Designação Local:Vajra-2000H
País: India
Qtd: Max/inicial:56
Em serviço:50
Situação:Em serviço
Um dos principais aviões de vombate da Força Aérea da India, tem no entanto tido alguns problemas com acidentes, alegadamente por problemas com a manutenção.
No final de Abril de 2008, foi anunciado que a Índia pretende efectuar uma modernização de 51 unidades deste caça