sábado, 9 de fevereiro de 2013

VBTP-MR GUARANI. O futuro da mobilidade do exército brasileiro

O exército brasileiro, como todas as forças armadas do Brasil, carece de modernos meios de combate para suas atribuições. Esta afirmativa não é nenhuma novidade para os poucos patriotas que acompanhar a agonia em que se encontra nossa força terrestre quando tratamos de seus meios de combate. A situação chegou a ser tão explicita que o governo brasileiro acabou sendo forçado (digo forçado, pois é claro e flagrante a total falta de sensibilidade dos péssimos políticos brasileiros diante da grave situação militar brasileira) a tomar alguma providência para amenizar este quadro. Um dos muitos equipamentos do exército brasileiro que está em péssima situação é o famoso veículo blindado de transporte de tropas EE-11 Urutu, cuja empresa fabricante, Engesa, faliu em outubro de 1993, causando alguma dificuldade párea executar a manutenção dos velhos Urutus. Além disso, a blindagem do Urutu se mostrou fraca e podia ser penetrada por tiros em calibre 7,62X51 mm perfurantes de blindagem, como foi demonstrado na missão brasileira no Haiti, onde ocorreu eventos deste tipo. Assim, estava claro que era fundamental ao exército brasileiro adquirir um novo blindado de transporte de tropas que pudesse dar a mobilidade e segurança aos soldados no campo de batalha moderno. Aproveitando o momento de se adquirir este novo veículo, o exercito determinou alguns outros requisitos que tornará o novo blindado, um produto que possa ter sucesso no mercado internacional, também..
A empresa escolhida pelo exercito para fornecer este novo blindado foi a Iveco Veículos de Defesa, uma empresa do grupo Fiat e o veiculo passou a se chamar VBTP-MR (veículo Blindado de Transporte de pessoal media de Rodas) e foi nomeada “Guarani” em uma votação aberta ao publico. A encomenda feita pelo governo brasileiro foi de 2044 veículos Guarani em varias versões que devem ser entregues até 2030.
O Guarani é, evidentemente, fortemente baseado em um outro produto da Iveco, o SuperAV, um blindado 8X8 desenvolvido antes do programa brasileiro. Esse é um dos principais motivos da rapidez com que este programa foi levado a cabo.
O Guarani possui a mesma configuração do Urutu, ou seja 6X6 e seu motor, é o Iveco Cursor 9 turbo diesel, que fornece 383 Hp de força ao veículo. Assim, o Guarani, poderá rodar a 105 km/h em estradas. O Guarani é totalmente anfíbio e quando na água, pode navegar a 9 km/h.


O guarani está equipado com uma blindagem leve, capaz de proteger ele contra disparos de todos os tipos de projéteis em calibre 7,62X51 mm (inclusive, perfurantes de blindagem) e fragmentos de granadas. Seu assoalho foi projetado com forma em “V” para dissipar detonações de minas terrestres e IEDs (explosivos improvisados) que já causaram centenas de mortes e muita destruição em blindados convencionais no Iraque e Afeganistão. A capacidade de proteção NBC (nuclear, bacteriológico e químico) é um opcional e não vem de série.
Como o projeto do Guarani segue a tendência de praticamente todos os novos projetos em blindados, ele terá uma modularidade que lhe será muito útil para adaptação de placas de blindagem extra, reforçando sua capacidade a níveis bem mais resistentes, caso seja necessário, além de se poder integrar diversos armamentos de vários tipos.

O armamento da versão básica será uma metralhadora M-2 em calibre.50 (12,7 mm), porém diversas torres controladas remotamente e armadas com metralhadoras 7,62X51 mm, lança granadas de 40 mm,, e metralhadora pesada em calibre 12,7 mm, também podem ser instaladas facilmente no Guarani. Muitas unidades dele estarão armadas, porém, com uma torre retrátil UT-30BR, desenvolvida pela Elbit System, de Israel, que possui um canhão de ATK de 30 mm e uma metralhadora coaxial de 7,62X51 mm e um sensor óptico para uso do comandante do veículo e outro para o artilheiro. Além disso, há sistemas de defesas como um alerta de laser LWS que avisa o comandante quando o veiculo estiver sendo iluminado por um designador de alvos a laser.
Esta torre tem proteção blindada padrão STANAG 4569 nível 2, capaz de proteção contra disparos de projéteis em calibre 7,62X39 mm (como dos AK-47), porém esta proteção pode ser ampliada para nível 4 e “segurar” impactos de projéteis de metralhadoras pesadas em calibre 14,5X114 mm.

O Guarani básico, para transporte de tropas terá capacidade de transporte de 3 tripulantes mais 8 soldados totalmente equipados dispostos numa cabine mais espaçosa que a do Urutu, dando melhor conforto para os militares.
Uma das versões que o Guarani terá será um veículo de reconhecimento, que substituirá os atuais veículos cascavel, e será armado com um canhão LCTS 90 em calibre 90 mm. Esta versão manterá a configuração 6X6 original do Guarani.
O Guarani é uma solução para substituir o velho Urutu e os veículos de reconhecimento Cascavel, que já passaram da hora de serem aposentados devido a obsolescência destes antigos projetos. Hoje, ambos os veículos que serão substituídos pelo Guarani só servem para desfilar em festas de 7 de setembro, pois na prática são fracos e mal equipados. A quantidade de 2044 unidades adquiridas é um excelente numero para um exército com a grande responsabilidade de defender este território gigante que é o Brasil.
Noticias

Começou a fabricação do primeiro protótipo de blindados de transporte de pessoal, conhecido como VBTP-6X6 MR (Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média sobre Rodas) e deverá ser entregue ao Exército Brasileiro no fim de 2009, de acordo com fontes da empresa italiana responsável, a IVECO Veículos.
A empresa disse que o protótipo vai passar por uma extensa e cuidadosa análise programada pelo EB, e se aprovado, os primeiros 16 veículos serão entregues durante 2011, segundo o Jane’s Defense Weekly.
O VBTP-MR é uma nova concepção, com base nas características da família IVECO Puma em serviço no Exército Italiano.
Este projeto, inicialmente denominado Urutu III, apresenta um blindado sobre rodas 6 × 6 e 8 × 8, em diferentes configurações.
O atual contrato entre o Exército Brasileiro e a Iveco termina em 2011, mas espera-se que seja seguido por outra produção em série, com entregas de até 50 veículos por ano.



FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 105 Km/h.
Alcance Maximo: 600 Km.
Motor: Motor Iveco Cursor 9 com 383 hp movido a diesel.
Peso: 17,5 Toneladas (preparado para operação amphibia.
Comprimento: 6,91 m.
Largura: 2,7 m
Altura: 2,3 m.
Tripulação: 3+8 soldados equipados.
Inclinação frontal: 60º
Inclinação lateral: 30º
Passagem de vau: Anfíbio.
Obstáculo vertical: 0,5 m
Trincheira: 1,3 m.
Armamento: Metralhadora FN Mag cal 7,62X51 mm; um lançador automático de granadas LAG-40 de 40 mm; uma metralhadora M-2HB cal .50 (12,7 mm); Uma torre UT-30BR com um canhão de 30 mm mais uma metralhadora em calibre 7,62X51 mm coaxial; um canhão LCTS-90 em calibre 90 mm; um morteiro pesado em calibre 120 mm.

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