sábado, 19 de maio de 2012

R-99 A/B. Os olhos da Força Aérea Brasileira.

R-99 A/B. 
Os olhos da Força Aérea Brasileira


FICHA TECNICA

 ERJ-145 AEW&C   R-99A

Comprimento: 29.9 M
Envergadura: 20 M
Altura: 6.7 2 x motores Allison AE-3307A
Potência total: 6300 Kgf
Peso vazio: 11600 Kg
Peso máximo/descolagem: 19000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 4 a 10
Velocidade Maxima: 910 Km/h
Máxima(nível do mar): 850 Km/h
De cruzeiro: 830 Km/h
Autonomia standard /carregado : 5200 Km
Autonomia máxima / leve 7000 Km.
Altitude máxima: Não disponível
Sensores:
Radar- Ericsson PS-890 Erieye - Radar Aéreo de Vigilância Antecipada (Alcance médio: 286Km)



ERJ-145 RS/AGS  R-99B

Comprimento: 29.9 M
Envergadura: 20 M
Altura: 6.7 2 x motores Allison AE-3307A
Potência total: 6300 Kgf
Peso vazio: 11000 Kg
Peso máximo/descolagem: 18000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 4 a 10
Velocidade Maxima: 910 Km/h
Máxima(nível do mar): 850 Km/h
De cruzeiro: 830 Km/h
Autonomia standard /carregado : 5200 Km
Autonomia máxima / leve 7000 Km.
Altitude máxima: Não disponível
Sensores:
Radar- MacDonnel Dettwiler IRIS-SAR - Radar de abertura sintética (Alcance médio: 93Km)
Outros sistemas electrónicos- FLIR Systems Star-Safire II/III (Sistema de vigilância electrónica)


Estado Operacional 

AeronaveERJ-145 RS/AGS R-99B
Situação: Em serviço
País: Brasil
Qtd: Max/inicial:3
Em serviço:3

No Brasil, este tipo de sistema foi principalmente pensado para combater o perigo de organizações de terroristas e/ou traficantes de droga na Amazónia, podendo também ter aplicação militar.
A aeronave pode seguir movimentações de veículos e até pessoas a distâncias calculadas entre 20 a 50Km de distância e pode calcular com precisão a sua posição, permitindo mesmo seguir a movimentação de veículos em tempo real.
A ligação dos R-99B a outros aviões da Força Aérea, permite atacar se necessário qualquer alvo, utilizando canhões ou bombas, e pode servir para fornecer dados tácticos a formações militares no terreno.


AeronaveERJ-145 AEW&C R-99A
Situação: Em serviço
País: Brasil
Qtd: Max/inicial:5
Em serviço:5

O EMB R99A, como é conhecido no Brasil, é um multiplicador de forças, porque permite à Força Aérea Brasileira, utilizar estes radares e centros de comando voadores, em conjunto com aviões como o AMX ou o F-5BR, coordenando as operações, e guiando, se necessário os seus próprios misseis.

Esta aeronave, é de grande imortância não só no controlo aéreo, como também no combate ao narco-trafico. Os narco-traficantes, têm utilizado aeronaves ligeiras para o transporte de drogas. Estas aeronaves pequenas, podem voar a baixas altitudes, podendo escapar aos radares terrestres. No entanto, não podem deixar de ser detectadas por radares voadores como o PS-890. A aeronave, pode mesmo detectar o tráfego aéreo fora das fronteiras do Brasil, sabendo que aeronaves se estão a aproximar do espaço aéreo, e dirigindo aeronaves do tipo ALX para a sua intercepção.

DESCRIÇÃO

A FAB (Força Aérea Brasileira) dentro do programa SIVAM (sistema de vigilância da Amazônia), precisou adquirir novos equipamentos de radares terrestres e aero-transportados, este ultimo, nunca antes usado pela força, para conseguir atingir o objetivo deste ambicioso programa que visa fechar a cobertura e controle do espaço aéreo brasileiro naquela região que cobre 60% do território brasileiro e sempre foi uma área muito usada por contrabandistas e traficantes por causa da ausência de controle aéreo. Para a aeronave de alerta aéreo avançado e sensoriamento remoto, já previstos no projeto do SIVAM, a FAB encomendou, junto a Embraer um avião que executasse essa missão. A Embraer, de forma bastante competente, desenvolveu uma versão militar do seu EMB 145, sucesso total no mercado de aviação civil, e que acabou se mostrando uma plataforma avançada e de custo reduzido em relação a seus similares no mercado internacional. Nasceu assim o EMB-145 AS ou R-99A como é conhecido na FAB. A Embraer fez uma parceria com a Ericsson que fornece o radar de alerta aéreo antecipado OS 890 Eryeye, de abertura sintética, capaz de cobrir simultaneamente, 360º em volta do avião e prover detecção a um alcance máximo de 500 km para alvos de grande tamanho e 350 km contra um alvo do tamanho de um caça. O sistema é capaz de monitorar 300 contatos aéreos simultaneamente.


A incorporação deste equipamento na FAB trouxe mais que um mero acréscimo para a cobertura de radar para a região amazônica. Na verdade o R-99 promoveu uma revolução na doutrina de defesa aérea que agora conta com um avião de alerta aéreo no estado da arte e que, está equipado com um sistema datalink da Rohde & Schwarz, da família 400U, alemão, que recebe e envia dados para outras aeronaves e estações de terra, conseguindo uma consciência situacional inédita na força aérea brasileira.
Este equipamento, foi pioneiro na FAB, e sistemas similares, para comunicação de dados com os R-99 A, foram instalados nos novos AT-29 Super Tucano, em operação de interceptação e patrulha na Amazônia e nos F-5M. Futuramente, depois da modernização, os A-1 AMX contarão com sistema datalink, também.
Além de detectar aeronaves o sistema permite, ainda, detectar alvos marítimos e executar missões ELINT (inteligência eletrônica), demonstrando uma versatilidade operacional notável
Para completar os requisitos do programa SIVAM foi, ainda, necessário a construção de uma versão do R-99 para missões de sensoriamento remoto para produzir mapeamento cartográfico de altíssima resolução e capaz de detectar alvos terrestres como veículos e soldados. Este equipamento, conhecido com o nome R-99B, permite um controle do campo de batalha terrestre, com informações de movimentação e posicionamento das forças inimigas e amigas, em tempo real, repassando todas essas informações para o comando, que decidirá quais as medidas para vencer a batalha. Sem dúvidas, é um equipamento avançadíssimo e único na América latina.
O R-99B é equipado com um radar de abertura sintética SAR da McDonald Dettweiler, com alcance de 92 Km de terreno em volta do avião. Além deste sofisticado sistema, um equipamento OIS FLIR AN/AAQ-22 Safire (sensor ótico e infravermelho), permite detectar fontes de calor como queimadas e equipamentos camuflados em terra. O R-99B, assim como seu irmão AEW, possui o sistema de transmissão e recepção de dados datalink, permitindo o intercambio de informações ccom outros aviões e a base em terra, em tempo real de forma segura.
Além do Brasil, a Grécia usa o R-99 A, sendo o primeiro operador deste modelo, entre as nações da OTAN, e o México, adquiriu e já incorporou ao serviço ativo o R-99 A.










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