sábado, 12 de maio de 2012

IMBEL IA-2. Um adeus ao velho FAL?

Fuzil Imbel IA2 5,56

FICHA TÉCNICA

Local de origem:  Brasil
Tipo: Fuzil automático.
Criador: CTEx, IMBEL
Data de criação: 2009
Fabricante: IMBEL
Período de produção: 2012 - até hoje
Peso: 3.7 Kg (vazio). 
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo. 
Calibre: 
5.56x45mm NATO (Rifle 5,56/Carabina/Carabina CQB) 
7.62x51mm NATO (Rifle 7,62)

Comprimento: 
993 mm (coronha estendida) 
740 mm (coronha rebatida)

Comprimento do cano: 
437 mm (fuzil IA2 5,56 e fuzil IA2 7,62) 
370 mm (Carabina IA2) 
260 mm (Carabina CQB IA2)

Velocidade na Boca do Cano: 900 m/seg.
cadencia de tiro: 750 tiros/min
Sistema de suprimento: 
Carregador STANAG 4179, de 30 munições (5.56x45mm NATO
Carregador FAL, de 20 munições (7.62x51mm NATO).

Miras: Alça com regulagem lateral com2 posições (150 e 250 metros); Massa regulável verticalmente. Miras ópticas e reflex podem ser integradas facilmente devido ao trilho picatinny. 
Variante

Variantes

Fuzil 5.56 IA-2: Versão principal do fuzil, concebida para substituir o M964 FAL, o M964A1 Para-FAL e o Fz.5,56 IMBEL MD2 nas fileiras do Exército Brasileiro. Este fuzil que dispara calibre 5.56x45mm NATO e é equipado com um cano de 17.7" (440 mm).

Fuzil 7.62 IA-2: Versão do Fz. 556, em calibre 7.62x51mm NATO, concebida para equipar as unidades de Infantaria de Selva.

Carabina 5.56 IA-2: Carabina automática de 5.56x45mm NATO, cano de 14.5" (370 mm).

Carabina 5.56 IA-2 CQC: Carabina automática de 5.56x45mm NATO, especial para operações Close Quarters Combat (Combate em Ambientes Fechados). Cano de 10.3" (260 mm)

Operadores

Brasil: 

Exército Brasileiro 
Fez uma encomenda inicial de 1.500 fuzis, distribuídos em algumas unidades do exército, como a Brigada de Operações Especiais, a Brigada de Infantaria Paraquedista, entre outras. Ha planejamento de equipar maioria das unidades do exército com este fuzil.

Polícia Militar do Estado de São Paulo
Adquiriu um lote de 500 fuzis para equipar a ROTA e Força Tática. 1

Polícia Militar do Estado do Espírito Santo 
Adquiriu um número não especificado fuzis.

O exército brasileiro usa como armamento padrão dos seus soldados o clássico (e antigo) fuzil FAL, adotado em 1964 e produzido localmente pela Imbel desde o começo da década de 70 do século passado. Já são quase 50 anos de uso desta arma e muitas coisas mudaram no campo de batalha neste grande intervalo. Uma das coisas que mudaram foi a adoção por grande parte dos exércitos ocidentais e muitos orientais de um cartucho menor e de menor potencia, mas que traz a possibilidade de maior quantidade de munição e um menor recuo. A migração do campo de batalha para o ambiente urbano diminuiu muito a distancia dos combates que antes eram de mais de 500 metros. Num ambiente urbano, os combates, dificilmente excedem os 300 metros de distancia. Outra mudança importante é a modularidade dos novos fuzis que normalmente podem ter instalado, sem apoio de um armeiro técnico, acessórios como lanternas, apontadores laser e miras ópticas. O tamanho do fuzil diminuiu e o peso da arma também, o que acarretou em um maior conforto e mobilidade para o soldado poder atuar nos confinados ambientes que ocorrem nas cidades. O FAL é incompatível com esta nova situação por causa de seu tamanho que supera 1 metro e ainda o potente cartucho 7,62X51 mm permite o transporte de menos munição devido a suas dimensões e peso. Não pretendo entrar no érito sobre a munição ideal para fuzis, mas o calibre 7,62X51 mm contínua e continuará tenho uma importância muito grande nos conflitos atuais e futuro, e nosso exército se manteve atento a isso.

O exército brasileiro tentou modificar o FAL para o calibre 5,56X45 mm, criando o MD-2, mas o resultado foi uma arma pesada com um sistema de funcionamento inadequado para o pequeno calibre. Depois lançou um produto novo, o fuzil MD-97, já apresentado neste blog, e que para manter um custo mais baixo aproveitava alguns elementos do velho FAL. O MD-97 é usado por algumas tropas de brigadas de operações especiais do exercito, pela força de segurança nacional e muitas forças policiais em vários Estados brasileiros. Porém, o modelo não é uma unanimidade em termos de confiabilidade, sendo que o exército optou por pedir o desenvolvimento de um novo fuzil que tivesse dentro dos padrões encontrados nos mais recentes projetos nesse gênero de armamento.

O novo projeto da Imbel para atender os requisitos do exército e das outras duas forças armadas brasileiras, batizado de IA-2, está sendo fabricado no calibre 5,56X45 mm e no calibre 7,62X51 mm, sendo que o carregador deste ultimo é o mesmo do FAL, uma positiva e desejável característica que facilita a logística. 
É interessante notar que as versões em calibres diferentes do IA-2 possuem mecanismos distintos sendo derivados dos modelos fabricados pela Imbel anteriormente. Assim sendo, o IA-2 em calibre 7,62X51 mm tem seu sistema e operação igual ao do FAL, ou seja, por sistema de ferrolho basculante, enquanto que o IA-2 em calibre 5,56X45 mm opera por sistema de ferrolho rotativo como no MD-97L. Porém, alguns detalhes da mecânica foram alterados, como por exemplo, o extrator que teve seu desenho modificado para melhorar o processo de ejeção dos cartuchos deflagrados. O posicionamento do percussor foi modificado também.

No geral, pode-se dizer que a mecânica do IA-2 foi aperfeiçoada em relação aos seus antecessores, eliminando algumas características indesejáveis que ocorriam neles. Graças ao emprego pesado de polímero, o IA-2 acabou ficando com peso de 3,7 kg, bem mais leve que o FAL que pesa 4,5 kg (ambos desmuniciados). A empunhadura possui um formato totalmente novo, rompendo com o desenho do FAL e MD-97L, sendo muito mais confortável, com uma melhor ergonomia. É interessante notar, porém, que mesmo tendo-se buscado solucionar fraquezas do projeto antigo, uma indesejável característica se manteve: A alavanca de manejo do ferrolho não é ambidestra. Ela fica montada no lado esquerdo do fuzil e não pode ser trocado de lado. 

O fuzil recebeu uma telha (ou guarda mão) em polímero de alto impacto que possui trilhos picatinny em todos os lados (como nos projetos mais modernos deste tipo de armamento), facilitando a instalação de acessórios. O IA-2 foi projetado de acordo com especificações do exército brasileiro, porém a Imbel tomou iniciativa de introduzir no projeto algumas características a mais visando tornar o armamento competitivo no mercado internacional. A coronha é um ponto que ainda não está claro qual será sua versão definitiva. Uma coronha bastante avançada foi apresentada em alguns protótipos iniciais e apresentava ajustes de comprimento e rebatimento, ao melhor estilo FN SCAR, porém tenho observado que os modelos em testes por algumas tropas do exército estão apresentando uma coronha mais simples, porém de desenho totalmente novo e que, quase certamente, será o modelo definitivo da coronha do IA-2.


As 3 forças armadas brasileiras que hoje operam com velhos fuzis como o velho FAL (Exército e Marinha), o antigo HK-33 (Força Aérea), sendo que as tropas Para SAR usam o moderno e caro SIG 551, e os fuzileiros navais que usam o fuzil norte americano M-16A2 e a carabina M-4A1, que é a versão curta do M-16 deverão receber o IA-2 em substituição a estas armas.
Segundo uma interessante e esclarecedora entrevista com o General de divisão Aderico Mattioli onde ele deixa claro que o IA-2 será entregue a tropa e com a experiência desse lote inicial, serão aplicadas modificações para aprimoramento da arma de forma que ela se torne um fuzil equivalente aos melhores do mundo.

Video IA-2


Imagens...
















3 comentários:

  1. tomara q comprem muitos .
    assim o exercito pode mandar os FAL pros TGs
    e ai tirar de vez os mosquetões

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    1. aproveita e compra bastante blindados tupis e mandem os velhos urutus para batalhoes de infantaria e tgs

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  2. adorei esse fuzil ia2 muito bonito

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