sábado, 12 de maio de 2012

F-5M. Um super "Tiger" para o Brasil

F-5M
Um super "Tiger" para o Brasil



FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 1743 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 800 Km/h
Razão de subida: 10500 m/min
Potência: 0.69
Fator de carga: 7,33, -3,5 Gs
Taxa de giro: 20º/seg
Teto de serviço: 15790 m
Alcance: 445 Km(Hi lo Hi)/ 2483 km (Translado)
Empuxo: Dois motores General Eléctric J-85 GE-21B com 2200 Kgf de empuxo maximo


DIMENSÕES
Comprimento: 14,45 m
Envergadura: 8,13 m
Altura: 4,08m
Peso: (vazio): 4392 Kg


ARMAMENTO 
Ar Ar:
Curto alcance: 
Míssil piranha
Míssil Python 3
Míssil A-Darter
Míssil Python IV,

Médio alcance:
Míssil MICA
Missil AIM-120 Amraam
Míssil R-darter
Míssil Derby
Míssil Python IV

Ar Terra:

Mísseis AGM-65 maverick
Bombas Mk82/83/84
lançadores de foguetes.

Interno: 

1 canhão Pontiac M39 A2, calibre 20 mm


Carga externa máxima: 3175 Kg

O projeto do F-5 nasceu no início de 1954, quando a Northrop, pesquisou junto a aliados americanos com poucos recursos para usar um caça mais complexo como o grande Mc Donnell Douglas F-4 Phanton II, as suas necessidades para um novo caça que pudesseser construído a um baixo custo. O resultado foi um pequeno caça chamado incialmente de N 156F, que acabou sendo escolhido pelo departamento de defesa dos Estados Unidos para fazer parte do programa de assistência militar para países considerados amigos dos americanos. O F-5 passou por diversas versões, sendo que a versão F-5E foi a mais promissora por sua maior capacidade de combate aéreo e por isso foi adquirido por muitos países que acabaram usando ele como a primeira linha de defesa por muitos anos. Logicamente, muitos desses países , aposentaram ou estão na iminência de aposentar os pequenos F-5 para substitui-lo por novos caças, porém outros como o nosso grande Brasil, com sua crônica falta de verbas para investimentos em aquisição de novos vetores acabam tendo que usar a criatividade e procurar formas de atualizar os sistemas de seus caças para que possam ter alguma eficácia nos cenários atuais do campo de batalha, enquanto se aguarda uma nova “fase” onde haja uma melhor situação econômica para as aquisições.
O Chile e Singapura foram bem sucedidos no programas de modernização de seus F-5E e , mais particularmente o Chile, nosso “quase” vizinho, tem demonstrado em combates simulados no deserto do Atacama e em Nellis nos Estados Unidos, onde participou de treinamentos Red Flag, um desempenho notável contra caças F-14A, F-16C e F-18C, que são mais recentes e mais potentes que o leve F-5E. Graças a esse desempenho satisfatório, a Força Aérea Brasileira, resolveu seguir a receita de modernizar seus 47 F-5E, para um padrão que se chamou inicialmente F-5 BR e atualmente F-5M. Foram contratadas a Elbit Sytems de Israel, especialista nesse tipo de programa de modernização, e a nossa conhecida Embraer, que faz a integração dos novos sistemas e a revisão estrutural do F-5. O F-5M teve seu radar original APQ 159 V5 da Emerson que possui um alcance teórico de 74 Km , mas sem capacidade look down shot down, por um moderno radar pulso Doppler Fiar Grifo F com capacidade de múltiplo engajamento e look down shot down. O alcance contra alvos voando alto, é de 56 Km, e de 38 Km contra alvos voando baixo. A primeira vista, isso pode parecer pouco, mas os “74 Km” do radar anterior eram teóricos e pela idade do equipamento, eles eram no mínimo “míopes”. Este novo radar Grifo F, permite o uso de mísseis BVR (fora do alcance visual), coisa que nenhum caça da FAB possui.
Foto: Rafael cruz www.alide.com.br

Certamente foi uma escolha bem feita e aumentará a letalidade do pequeno F-5 de forma contundente. O F-5, tem um RCS frontal muito pequeno, e isso, associado ao novo radar multi modo, permite que ele se aproxime bem do inimigo antes de ser detectado, diminuindo o tempo de resposta do alvo. Uma outra melhoria muito significativa, se não a mais significativa, diz respeito ao uso do sistema de transmissão e recepção de dados por data link. Com esse dispositivo, indispensável no campo de batalha atual, o F-5M pode mandar e receber dados entre os outros integrantes da esquadrilha e entre ele e um R-99 AEW por exemplo, sem expor sua posição. O F-5M poderia, por exemplo, manter seu radar desligado e receberia os dados de posicionamento do inimigo, do radar Erieye do R-99. O sistema de data link que o F-5M usa, é um rádio V/UHF digital da marca Rohde & Schwartz que fazem as transmissões de dados e voz usando criptografia e salto de freqüência (com centenas de mudanças de freqüência por segundo), tornando a interceptação dessas comunicações algo praticamente impossível. O desenvolvimento de táticas de interceptação e combate usando esse sistema de integração de dados, permitirá uma letalidade inédita na força aérea brasileira. Foram instalados 2 computadores que recebem dados de diversos sensores espalhados pela fuselagem do avião, e enviam esses dados de forma organizada para as telas do painel do F-5M, promovendo a consciência situacional do piloto, e facilitando a tomada de decisões durante o combate. Um outro sistema muito importante instalado no F-5M, é o RWR (sistema de alerta radar) da empresa israelense Elisra. Esse sistema detecta, analisa e alerta o piloto sobre emissões de radares que estiverem atingindo o avião. Com isso o piloto fica ciente do tipo de ameaça que ele está sofrendo, e com isso poder iniciar os procedimentos de combate, para enfrentar ou se evadir. Foi instalado no F-5M uma cabine de nova geração com 3 telas multifunção MFCD coloridas, e incorporado um controle HOTAS para diminuir a carga de trabalho do piloto, e agilizando sua capacidade de resposta em combate, na medida que todos os sistemas importantes para a administração da situação de vôo e combate são acionadas no manete do HOTAS.
No tocante ao armamento, os novos sensores, permitem o uso de armas ainda nunca usadas pelos caçadores da FAB, como por exemplo um míssil de médio alcance. O radar Fiar Grifo F, pode ser usado para fornecer dados de ataque para mísseis de diversas nacionalidades, como o AIM-120 Amraam, MICA, R- Darter, Derby, ou mesmo mísseis russos. Essa possibilidade é muito importante na medida que nos deixa livres para escolher uma arma que seja isenta de restrições “idiotas” para o fornecimento de armas. Um exemplo completamente absurdo é a oferta de compra dos mísseis AIM-120 Amraam, onde esses mísseis ficariam estocados nos Estados Unidos e só liberados, se eles achassem necessário.
Incrivelmente imbecil este posicionamento do “arrogantes” americanos. O míssil Derby que possui guiagem ativa alcance de 50 km foi adquirido pela FAB no início de 2006 e já demonstrou sua capacidade em durante o treninamento multinacional CRUZEXn 2006 quando varios caças Mirage 2000 C/N da força aérea francesa foram "derrubados". Os mísseis de curto alcance serão o Piranha, Pyton 3 e futuramente, o míssil de 5º geração A-Darter, do qual o governo brasileiro assinou um acordo com a Denel da Africa Do Sul para participar do desenvolvimento deste moderno missil. Este ultimo míssil tem capacidade de lançamento fora da linha de visada do caça, permitindo destruir caças muito mais ágeis que o F-5. O A-darter pode operar em integração ao capacete DASH israelenses, compatibizado com os F-5M, do tipo HMD, e manobrar agressivamente com curvas que podem chegar à 100 Gs!!! Ou seja, é muito difícil manobrar evasivamente uma vez que o míssil trancou seu sensor no inimigo. Para o ataque a alvos terrestres, o F-5M, terá uma maior precisão por causa da instalação de um radar altímetro, o mesmo usado no AMX. Embora a FAB não deva adquirir o míssil Maverick, ele poderia ser facilmente integrado ao F-5M devido aos seus novos sistemas. Um dos 2 canhões M-39 A-2 de 20 mm teve que ser removido para a instalação de aviônicos e do novo radar, porém isso não piora o poder de fogo do F-5M que a partir de agora será armado com mais mísseis por causa dos incrementos na aviônica. Como pode-se ver, a FAB fez um trabalho muito eficiente para definir os requisitos da melhoria e modernização dos F-5E, para passarem ao padrão F-5M. Agora os F-5M poderão ser usados até 2020, com capacidade de combate real, dentro do cenário de sul americano.

















3 comentários:

  1. Otima escolha da FAB de modernizar O F5 Pelo menos nao gasta tanto e ainda da pra utilizar por mais 6 anos

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  2. Na primeira guinada,so vai voar asa pro lado,e turbina pra outro.

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  3. Na primeira guinada,so vai voar asa pro lado,e turbina pra outro.

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