quarta-feira, 30 de maio de 2012

F-46 Greenhalgh


Navios constituintes da classe
Nr.    Nome                                    Estaleiro                    I.C.   E.S.    F.S.   Situação  
F46   Greenhalg (ex Broadsword)   Yarrow Shipbuilders 1975  1995 - - - -  Em serviço
F47   Dodsworth (ex Brilliant)         Yarrow Shipbuilders 1977  1996  2004  Retirado
F48   Bosisio (ex Brazen)                Yarrow Shipbuilders 1978  1996 - - - -  Em serviço
F49   Rademaker (ex Battleaxe)      Yarrow Shipbuilders 1976  1997 - - - -  Em serviço

IC = Inicio de Construção ES=Entrada no Serviço Activo FS=Final de Serviço Activo


D a t a s

Batimento de Quilha: 7 de fevereiro de 1975
Lançamento: 12 de maio de 1976
Incorporação (RN): 3 de maio de 1979
Baixa (RN): 30 de junho de 1995
Incorporação (MB): 30 de junho de 1995


C a r a c t e r í s t i c a s

Deslocamento: 3.900 ton (padrão), 4.400 ton (carregado).
Dimensões: 131.2 m de comprimento, 14.8 m de boca, 6.0 m de calado e 7.5 m de calado máximo.
Propulsão: COGOG (Combined Gas or Gas) com 2 turbinas a gás Rolls-Royce Olympus TM3B de 27.300 shp cada; 2 turbinas a gás Rolls-Royce Tyne RM1A de 4.100 shp cada, acopladas a dois eixos com hélices passo variável.
Eletricidade4 geradores diesel Paxman Ventura 12PA 200CZ de 1.000 kw cada.
Velocidade: máxima de 29 nós (turbinas Olympus), cruzeiro de 18 nós (turbinas Tyne).
Raio de ação: 1.200 milhas náuticas a 29 nós (turbinas Olympus) ou 4.500 a 18 nós (com turbinas Tyne).
Armamento:
Misseis Anti-Navio: 4 lançadores de mísseis superfície-superfície MM 38 Exocet; Alcance: 38km Velocidade: 1100km/h
Misseis Anti-Aéreo: 2 lançadores sêxtuplos de mísseis antiaéreos de defesa de ponto Sea Wolf GWS 25 Mod. 0; Alcance: 5km Velocidade: 2100km/h
Canhões: 2 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
2 x Rheinmetal Defense 20mm Oerlikon/BMARC GAM-BO1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km)
Torpedos: 6 x ATK Alliant Techsystems MK-46 mod.5 - sistema de lançamento: lançadores STWS Mk.2
Sensores: 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) Marconi Type 967-968; 1 radar de navegação Kelvin-Hughes Type 1006; 2 radares de direção de tiro Marconi Type 910 (GWS 25 Mod.0); 2 ofuscadores laser tipo do tipo DEC; CME Racal Type 670; MAGE MEL UAA-1; 4 lançadores sêxtuplos de chaffs/flares SRBOC Mk 137; sonar de casco Ferranti-Thomson Type 2050, telefone submarino Type 2008 e engodo rebocavel para torpedos Graseby Type 182.
Sistema de Dados Táticos: CAAIS 400, com Link 11 e 14.
Aeronaves: 2 helicópteros Westland AH-11A Super Lynx.
Código Internacional de Chamada: PWGH
Tripulação: 246 homens, sendo 21 oficiais e 225 praças.


As fragatas da classe Greenhalgh, são as quatro primeiras fragatas do tipo 22 da Royal Navy, transferidas para o Brasil em meados dos anos 90. Trata-se das fragatas HMS Broadsword, HMS Brilliant, HMS Brazen e HMS Battleaxe. Estas fragatas substituiram na marinha britânica as fragatas da classe Leander. Na sua construção, houve uma considerável influência do projecto tipo-21, do qual são originárias as fragatas Niterói. Aquando do seu projecto, e para reduzir o peso e deslocamento do navio, optou-se por não colocar nenhuma peça de artilharia, pelo que a sua artilharia mais portente são os canhões de 40mm. Esse erro foi posteriormente corrigido nas sub-classes posteriores deste mesmo tipo de navio, construidos depois da guerra das Malvinas/Falkland.





Na marinha do Brasil estes navios vieram substituir os velhos contra-torpedeiros com funções ASW, que ainda se encontravam ao serviço na marinha do Brasil.

As Greenhalgh, após o projecto ModFrag da classe Niterói, já não são os navios mais modernos da frota brasileira e a sua principal deficiência, além da já referida falta de uma peça de artilharia, é o seu sistema de defesa anti-aérea Sea-Wolf que face ás actuais ameaças, se encontra desactualizado. A marinha do Brasil, prevê igualmente a substituição dos misseis Exocet da versão MM-38, pela mais moderna versão MM-40). No entanto, com as fragatas da classe Niterói e as corvetas Inhaumá, fazem parte da mais poderosa força de escoltas da américa latina.

 Repare que a F46 Greenhalg esta com misseis MM-40 Exocet e não o MM-38 Exocet

MBDA GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf»

Embora não existam planos para a substituição destes navios, considerando a sua vida útil, devem ficar ao serviço da marinha brasileira até 2020, ano em que toda a classe já deve ter sido desactivada. Entre as várias possibilidades, está a sua substituição por navios da Royal Navy, como por exemplo as fragatas do tipo 23.

Apenas uma das fragatas tem instalados os Bofors de 40mm transferidos das fragatas Niterói


Informação
As fragatas Type 22 ou classe Broadswoard foram as sucessoras da classe Leander. A primeira destas fragatas foi incorporada na marinha britânica em 1979 e a primeira série da classe foi constituida por quatro navios.
A principal função dos navios era a luta anti-submarina, pelo que quando foram projectados, pensou-se que não seriam necessários canhões, pelo que as Broadsword não contam com canhões de maior calibre que 20mm e o seu armamento principal é apenas constituido por mísseis anto-navio Exocet e mísseis anti-aéreos Seawolf.
Notou-se a infuência norte-americana, que também tinha construido as fragatas Perry sem pensar na necessidade de um canhão de maior calibre, que acabou por ser incluido no design, por pressão dos setores mais conservadores da marinha norte-americana.

Dois dos navios do primeiro lote das fragatas tipo 22, também conhecidos por classe «Broadsword» estiveram no Atlântico Sul em 1982.
Nos anos 90, os quatro navios foram transferidos para a Marinha do Brasil.

Type 22 «batch 2»
O lento processo de desenvolvimento e as características dos estaleiros levaram ao desenho de uma classe modificada, que ficou conhecida como lote dois (batch 2) en inglês.
Trata-se de navios de maiores dimensões, que continuaram sem um armamento principal de maior calibre.

Type 22 «batch 3»
Já depois da guerra nas Malvinas, a falta do armamento principal foi reconhecida, dando assim lugar ao lote três (batch 3).
Esse terceiro grupo de navios da classe distingue-se por possuir uma torre armada com um canhão de 114,5mm à proa.

Alguns navios do lote II foram vendidos a marinhas estrangeiras. Um foi vendido ao Chile e dois foram vendidos à Roménia.
Estes navios sofreram modificações para lhes instalar uma peça de artilharia de 76mm.
Com os planos britânicos para cortes na defesa, os quatro navios do terceiro lote foram retirados de serviço e colocados na situação de reserva, podendo ser vendidos a outras marinhas.
































2 comentários:

  1. Parabens,excelente postagem,BRASIL ACIMA DE TUDO!

    ResponderExcluir
  2. Muito Obrigado, a Greenhalgh já foi o mais bem armado navio de guerra do Brasil, mais hoje ele e obsoleto, sua substituição deve acontecer guando o Prosuper terminar. (que não seja igual o FX-2) espero que esses navios não avenham como compra de oportunidade e sim escolhidos por qualidade.

    ResponderExcluir