sábado, 12 de maio de 2012

AVIBRAS ASTROS II / 2020

   Avibras - Astros II / 2020 

FICHA TÉCNICA

Tipo: Lançador múltiplos de foguetes
Fabricante: Avibras
Origem: Brasil
Em Serviço: 1982
Número construído : pelo menos 164
Custo unitário: 11 milhões Dólares
Variante: MK3 a 2020
Tripulação : 3

Dimensões
Comprimento: 7 m 
Largura: 2,9 m 

Altura: 2,6 m 
Peso: 12650 kg (vazio), 22000 kg (Máximo).
Autonomia: 500 km.
Velocidade: 100 Km/h.
Motor: Mercedes Benz OM 422 V8 com 280 Hp movido a diesel.
Suspensão: 6x6
Blindagem: Armas Leves
Logística: Pode ser transportado por cargueiros C-130 e KC-390
Calibre: 127,180,300

Armamento Primário:
Contêiner de lançamento de foguetes contendo 
32 foguetes SS-30 - 127mm 
16 Foguetes SS-40 - 180mm
16 Foguetes SS-AV-40 - 180mm
04 Foguetes SS-60 ou SS-80 - 300mm
04 Foguetes SS-150 - 300mm
04 Misseis de Cruzeiro AVMT-300 -300mm

Alcance dos foguetes/Misseis: 
SS-30: 9 a 30 km
SS-40: 15 a 35 km
SS-AV-40: 40 Km (Guiamento por GPS)
SS-60: 20 a 60 km 
SS-80: 20 a 90 km.
SS-150: 29 a 150 Km
AVMT-300: 30 a 300 Km

Armamento Secundario
1x metralhadora Browning M2 .50

Versões de Veículos do Sistema

VBA: Viatura basica Avibras
AV - LMU: Veiculo lançador
AV - RMD: Veiculo de transporte de munição
AV - UCF: Unidade Eletronica de controle e Monitorização de Tiro
AXV - VCC: Veiculo de Comando e Controle a Nivel de Batalhão
AV - CBO: Unidade de Pesquisa, para Utilização de ASTROS II contra ameaça Naval.

Operadores

Brasil 
Exercito Brasileiro
20 Lançadores ASTROS II e 24 AV - RMD , AV - UCF, AXV -VCC e AV- CBO
30 lançadores ASTROS 2020 (em Produção)
Marinha do Brasil (Fuzileiros Navais)
12 Lançadores ASTROS 2020 

Arábia Saudita
76 Sistemas ASTROS II equipadas com o SS-30 e SS-40.

Malásia 
54 sistemas ASTROS II (36 Existentes + 18 Comprados em 2012)

Indonésia 
36 Sistemas ASTROS II

Iraque
Possuia 66 ASTROS II (também construído sob licença como a Sajil-60)

Angola 
Usado durante a Guerra Civil Angolana

Bahrein
Catar

Guerras 
Guerra do Golfo
Guerra Irã-Iraque
Guerra Civil Angolana

O sistema ASTROS (Artilhery Saturation Rocket System) de lançamento de foguetes de saturação, fabricado pela Avibras é, tranqüilamente, o mais conhecido sistema de armas fabricado no Brasil no mercado internacional. Sistemas de artilharia baseado em foguetes como o ASTROS, tem como vantagem a possibilidade de poder atacar alvos localizados a distancia bem maiores que o que se consegue atacar com a artilharia convencional de canhão. Veja, que um canhão de 155 mm com bom desempenho consegue atingir alvos a uma distancia máxima de 30 km enquanto que o sistema ASTROS II usando o foguete SS-80 consegue atingir alvos a uma distancia de até 90 km. Fora isso um foguete tem um tamanho que permite o uso de ogivas diferenciadas como fragmentação, por exemplo.

A Avibras começou a desenvolver o ASTROS II no final da década de 70, visando fornecer um sistema de artilharia de foguetes ao exercito iraquiano que financiou esse projeto e depois de estudar muitos sistemas de foguetes de artilharia disponíveis no mercado naquela época acabou por apresentar o sistemas ASTROS II em 1983. O exercito brasileiro adquiriu 5 baterias incompletas e outros países como Iraque, Arábia Saudita, Bahrain, Malásia e Qatar, também adquiriram esse sistema de artilharia para seus exércitos, sendo que o Iraque, e a Arábia Saudita usaram com assiduidade esse sistema na primeira guerra do golfo em 1991 causando boa impressão nos usuários e respeito pelo inimigo. Na verdade os norte americanos, na guerra do golfo tinham como uma das suas prioridades destruir os lançadores ASTROS II em uso pelo Iraque, tal o respeito pelo potencial que esse sistema tinha em causar danos nas forças da coalizão.
 ASTROS II - do Iraque Capturados Pelos USA

Contêiner de munição ASTROS II - do Iraque Capturados Pelos USA

O sistema ASTROS II usa um veículo VBT-2028, derivado do modelo da Mercedes Benz 2028-A, com uma configuração 6X6, fabricado pela Tectran Engenharia, uma subsidiaria da Avibras. Este caminhão, cujo tamanho me impressionou muito quando tive a oportunidade de ver um de perto em uma exposição do Exercito Brasileiro em São Paulo, usa um motor Mercedes OM422 com 8 cilindros em “V” e que produz 280 Hp de potencia, capaz de levar esse caminhão de 12650 kg a uma velocidade de até 100 km/h em estrada. A autonomia deste veículo chega a 500 km. A velocidade e autonomia desse tipo de sistema de artilharia revelam a incrível superioridade tática deste tipo de armamento em termos de mobilidade que, poucos obuseiros autopropulsados consegue igualar.

O diferencial do sistema ASTROS II é sua capacidade de lançar foguetes de diversos calibres. Essa modularidade foi pioneira nesse tipo de sistema de armas com a entrada do ASTROS II em serviço. Os foguetes usados no ASTROS II, atualmente são o SS-30 com 30 km de alcance, o SS-40 com 35 km e alcance, o SS-60 com 60 km de alcance e o SS-80 com um alcance que chega a 90 km. Cada tipo de foguete possui dimensões diferentes sendo que SS-30 é o de menor calibre (127 mm) e pode ser transportado 32 foguetes em cada caminhão ASTROS. O foguete SS-40 tem 180 mm de calibre e 16 unidades são transportadas no caminhão. Já os foguetes SS-60 e SS-80 tem 300 mm e por isso são transportados apenas 4 foguetes por caminhão.

O sistema ASTROS II conta com um veículo de controle de tiro onde um radar é usado para direção de tiro. Cada bateria do sistema ASTROS II é composto por 6 caminhões lançadores de foguetes, mais 6 caminhões remuniciadores e um caminhão com o sistema de controle de tiro.
A Avibras desenvolveu um novo sistemas de lançamento de foguetes que é uma evolução do Astros II e se chama Astros III. Este sistema é baseado no caminhão alemão Mercedes Benz Actros 8X8 e que seria armado com um novo míssil de cruzeiro, também em desenvolvimento pela Avibras. Este míssil é chamado de AV MT-300 Matador, cujo alcance será de 300 km e pode usar uma ogiva única de 200 kg de alto explosivo ou uma ogiva de fragmentação com 24 granadas antipessoal ou antitanque. Esse míssil terá guiagem Inercial e por GPS permitindo uma precisão elevada. Além do míssil Matador, um novo foguete de longo alcance, o SS-150, com 150 km de alcance e o missil FOG MP guiado por fibra optica e com 20 km de alcance, poderão ser lançado do Astros III.
AV MT-300 Matador  

Infelizmente, a falta de uma política de defesa em que houvesse investimento em desenvolvimento e aquisições regulares por parte de nosso governo, fez com que o programa do Astros 2020 tenha sido paralisado, além de colocar a Avibras em uma situação critica no campo financeiro, levando a demissões e a perda de mão de obra qualificada. É certo que as pessoas que trabalham nessa empresa, fazem um trabalho com amor, pois se depender do retorno financeiro, as portas já estariam fechadas a muito tempo. Porém as nuvens negras parecem começar a perder força visto que uma política de defesa coerente com as necessidades do Brasil começa a aparecer no horizonte.

No Processo de Transformação em desenvolvimento no Exército, foram elencadas onze novas capacidades, destacando-se a dissuasão extrarregional, que se define como sendo a capacidade que tem uma Força Armada de “dissuadir a concentração de forças hostis junto à fronteira terrestre e às águas jurisdicionais e a intenção de invadir o espaço aéreo nacional, possuindo produtos de defesa e tropas capazes de contribuir para essa dissuasão e, se for o caso, de neutralizar qualquer possível agressão ou ameaça, antes mesmo que elas aconteçam”. Das várias estratégias para atingir essa capacidade, ressalta-se a que estabelece que a Força Terrestre (F Ter) possua um sistema de apoio de fogo de longo alcance e com elevada precisão. Para atender a essa estratégia, o Comandante do Exército determinou a elaboração do Projeto Estratégico ASTROS 2020, a fim de dotar a F Ter de meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade.


O Projeto ASTROS 2020 contém no seu escopo e estrutura as seguintes etapas: – criação e implantação de: uma Unidade de Mísseis e Foguetes; um Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes; um Centro de Logística de Mísseis e Foguetes; uma Bateria de Busca de Alvos; paióis de munições; e uma Base de Administração e Campo de Instrução de Formosa (CIF); – modernização do atual 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes, transformando-o em 6º Grupo de Mísseis e Foguetes; – desenvolvimento de dois novos armamentos: o foguete guiado, utilizando-se a concepção do atual foguete SS 40, da família de foguetes do sistema ASTROS II, em uso pelo Exército Brasileiro, e o míssil tático de cruzeiro com alcance de 300 km; e – construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e outras instalações necessárias ao bem-estar da família militar na Guarnição de Formosa (GO).

 As duas Unidades de Mísseis e Foguetes estarão estruturadas com um Comando e Estado-Maior, uma Bateria Comando e três Baterias de Mísseis e Foguetes mobiliadas com viaturas e equipamentos em fase de desenvolvimento com base no atual sistema ASTROS II. O sistema ASTROS 2020 irá possibilitar a realização do lançamento, partindo das plataformas da nova viatura lançadora múltipla universal na versão MK-6, dos vários foguetes da família ASTROS e também do míssil tático de cruzeiro de 300 km. Além disso, permitirá fazer toda a preparação para a realização do tiro, desde o recebimento e análise da missão, o comando e controle, a trajetória de voo e o controle de danos. O Sistema ASTROS 2020 foi concebido e elaborado pela empresa brasileira AVIBRAS, sediada em São José dos Campos (SP). 

Os trabalhos na empresa AVIBRAS contemplam desenvolvimento e fornecimento do míssil tático de cruzeiro, do foguete guiado e das novas viaturas lançadoras, remuniciadoras, de comando e controle, meteorológica e de apoio ao solo, desde a sua concepção, projeto de engenharia, testes de voos, protótipos, definição de insumos agregados com elevada tecnologia e pintura com baixa resolução. Durante todas as etapas do Projeto ASTROS 2020, haverá ofertas de muitos empregos na área do Parque Industrial do Estado de São Paulo, na região de Formosa (GO) e do Distrito Federal. Some-se a isso, o estímulo às Universidades e Faculdades voltadas para o estudo de engenharia na área de mísseis, foguetes, guiamento eletrônico, telemetria, química, blindagem, tecnologia da informação, georreferenciamento, propulsão de foguetes etc. Este processo aumentará o número de profissionais com elevada capacitação e conhecimento em áreas de tecnologias de ponta, as quais serão absorvidas pelo parque industrial brasileiro e, certamente, poderão ser empregadas para fins civis.

IMAGENS....

















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