quarta-feira, 30 de maio de 2012

AH-11A Super Lynx

AH-11A  Super Lynx

Designação Local:AH-11A
País: Brasil
Qtd: Max/inicial:14
Em serviço:14
Situação: Em serviço

A marinha do Brasil foi das primeiras a operar este helocóptero, tendo encomendado inicialmente nove unidades da versão Mk.21 (SAH-11) na Marinha.
A partir de 1993, foi iniciado um processo de modernização dos Lynx, de forma a manter as aeronaves actualizadas.
Essa modernização, destinou-se a converter os Lynx brasileiros da versão HAS-2 para a versão HAS-8, tendo a modernização ocorrido juntamente com a aquisição de mais nove unidades.


FICHA TÉCNICA
Propulsão: 2 motores Rolls-Royce GEM-42-1 que produz 1120 Hp de potência cada.
Velocidade máxima: 324 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 245 Km/h.
Alcance: 564 km.
Razão de subida vertical: 660 m/min.
Teto de serviço: 3600 m.
Armamento:
Mísseis antinavio: 4 Sea Skua   Velocidade: 900km/h  Alcance: 20km
Torpedos: 2 MK-46   Profundidade máxima 365 m   alcance máximo de 11 km
Cargas de profundidade, ou 737 kg de cargas externas


O helicóptero Super Lynx MK-21A, desenvolvido pela Agusta/Westland, foi adquirido pela marinha brasileira em 1996, dando seqüência ao uso do bem sucedido helicóptero Lynx MK-21, que a marinha já operava desde maio de 1978. Neste ano, a marinha brasileira recebeu o primeiro Lynx, batizado como SAH-11, de uma encomenda de 9 unidades para operações embarcadas dentro das fragatas da classe Niterói, que estavam entrando em serviço e seriam os principais navios de escolta de nossa marinha. Estes Lynx tinham por missão, a guerra anti-superfície e esclarecimento marítimo. O bom desempenho do helicóptero acabou motivando a encomenda de mais 9 helicópteros da versão mais moderna Super Lynx MK-21A em 1996, que foram batizados como AH-11A. O contrato previa, também, o upgrade de 5 unidades do Lynx SAH-11 para o novo padrão e por isso foram enviados a Inglaterra para o trabalho de engenharia. O primeiro Super Lynx novo foi entregue junto com o primeiro Lynx convertido para o novo padrão em setembro de 1996.


O modelo MK-21A usado pelo Brasil é uma versão de exportação do HAS-MK-8 usado pela marinha britânica, porém, a versão brasileira não recebeu sensores de busca de submarinos, de forma que missões anti-submarino são levados a cabo com ajuda externa fornecida, por exemplo, por um navio com seu sonar, que passa os dados captados pelo sensor, para o helicóptero.
O modelo Super Lynx, atualmente em uso, está equipado com um radar de busca de 360º Selex (antiga GEC Ferranti) Seaspray 3000 MK-3, cujo alcance de detecção é de 185 km. Este radar é usado para busca e designação de alvos para os mísseis Sea Skua, que a marinha brasileira usa desde 1986. Outro sistema que foi instalado, mais recentemente em nossos Super Lynks é o FLIR (Forward Looking Infra-red) Star safire III, que possui diversos sensores como uma câmera térmica, uma câmera de visão noturna e um telêmetro laser.
Para guerra eletrônica está disponível no Super Lynx o sistema de apoio a guerra eletrônica (ESM), Orange Crop/Racal MIR-2, que é usado para interceptar sinais, classifica-los e localizar o emissor. Além destes sistemas, o Super Lynx conta com um sistema de posicionamento global GPS e um sistema de navegação inercial INS.


O armamento empregado pelos Super Lynx brasileiros é composto por até 4 mísseis antinavio de curto alcance MBDA Sea Skua, guiados por radar semi ativo e com um alcance limitado a 25 km. Sua pequena ogiva, com 35 kg de explosivos tipo HE, só permite atacar alvos de pequeno porte como lanchas e barcos patrulha, sendo inócuas contra um navio do porte de uma fragata. Este helicóptero pode ser armado com torpedos leves MK-46, guiados por sonar ativo/ passivo, capaz de atacar um submarino até uma profundidade máxima de 365 m a um alcance máximo de 11 km. Além destas duas armas, o Super Lynx pode lançar cargas de profundidade, que forçam o submarino a emergir e se expor.


O helicóptero Super Lynx é um dos mais velozes helicópteros do mundo. Sua velocidade máxima chega a 324 km/h. Além da configuração de sua hélice, os dois motores Rolls Royce GEM 42-1 com 1120 Hp cada respondem por este soberbo desempenho. Além de alta velocidade, o Super Lynx é extremamente manobrável e ágil. Essas qualidades são aproveitadas na versão terrestre, chamada apenas de Lynx, porém com diversas versões, sendo a versão mais moderna a AH-9A.
Sem dúvidas a aquisição destes eficientes helicópteros deu um novo nível na capacidade de combate anti-superfície e de esclarecimento marítimo a nossa marinha. A decisão em modernizar os Super Lynx demonstra a satisfação de nossa marinha com estes helicópteros que continuarão a fazer história nas mãos dos pilotos brasileiros por muito tempo ainda.




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