sábado, 19 de maio de 2012

A-12 São Paulo



C a r a c t e r í s t i c a s

Deslocamento: 27.307 ton (padrão), 32.780 (carregado).
Dimensões: 265 m de comprimento, 51.20 m (convôo) ou 31.72 (casco) de boca e 8.60 m de calado.
Propulsão: Vapor; 6 caldeiras La Valle de 45 kg/cm2 a 450º C, 4 turbinas a vapor Parsons gerando 126.000 shp, acopladas a 2 eixos.
Energia Elétrica: 2 turboalternadores de 2.000 Kw e 6 geradores diesel de 2.000 Kw.
Velocidade: máxima de 32 nós.
Raio de Ação: 7.500 milhas náuticas à 18 nós ou 4.800mn à 24 nós; e 60 dias de autonomia.
Armamento: 2 Canhões Bofors 40mm Trinity Mk 3 Calibre: 40mm/Alcance: 10Km,
16 Misseis Aspide - 2000 Alcance: 22km
Sensores:  1 radar de vigilância aérea DRBV-23B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) DRBV-15; 2 radares aéreos DRBI-10 3D; 1 radar de navegação Decca TM-1226; 1 radar de navegação Kelvin Hughes Type 1006; 1 radar de aproximação para pouso NRBA-51; 2 radares de direção de tiro DRBC-32C; TACAN SRN-6; MAGE ARBR-16 e ARBR-17; CME ARBB-33.
Sistema de Dados Táticos: SENIT 8.01, e AIDCOMER (AIDe de COmmandement à la MER), um sistema de C3 a nível de Força-Tarefa. SICONTA Mk-IV.
Aeronaves: 14 caças AF-1A Skyhawk, 8 helicópteros A/S SH-3A/B Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH-13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.
Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 257 de comprimento, com pista em angulo de 8 graus, 165.5 metros de comprimento 29.5 de largura, e parte de avante do convôo com 93 metros de comprimento por 28 metros, numa superfície total de 8.800 m2. Hangar com 180 metros de comprimento, 22 a 24 de largura e 7 de altura, numa superfície total de 3.300 m2, equipado com dois elevadores, um central 17 m x 13 e um lateral de 16 m x 11 m com capacidade para levantar uma aeronave de 15 toneladas em 9 Segundos. Duas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 de 50 metros, capaz de lançar aeronaves com peso entre 15-20 toneladas a 110 nós, uma instalada avante e a outra no convés em angulo, um espelho modelo OP3, uma grua com capacidade para 15 toneladas e 4 cabos de parada. Pode transportar 3.000 m3 de combustível de aviação e 1.300 toneladas de munições.
Código Internacional de Chamada: PWSP
Tripulação: 1920 homens, sendo 64 oficiais, 476 sargentos e 798 cabos e marinheiros, mais 582 no Grupo Aéreo.

D a t a s

Batimento de Quilha: 15 de fevereiro de 1957
Lançamento: 28 de julho de 1960
Incorporação (MN): 15 de julho de 1963
Baixa (MN): 15 de novembro de 2000
Incorporação (MB): 15 de novembro de 2000


Embora ja operasse porta-aviões desde os anos 60, a marinha do Brasil, só atingiu a maioridade, no que respeita á operação de porta-aviões, com a aquisição do antigo porta-aviões frances, Foch, da classe Clemanceau

 Este navio, que em França foi basicamente utilizado como porta-helicópteros, foi favorecido por esse facto, não apresentando tanto desgaste quanto o seu irmão mais velho. De qualquer maneira, com a transferência os sistemas defensivos do navio foram retirados, até porque não seriam compatíveis com sistemas idênticos operados pela marinha brasileira. As peças DCN de 100 Creussot Loire (o navio tinha inicialmente oito e depois viu o seu numero reduzido a quatro) ou os lançadores de misseis anti-aéreos e os seus respetivos sistemas de controle de tiro foram removidos antes da entrega.

Desta maneira, o Brasil acabou recebendo um navio desarmado e com pouco valor militar
 Como é evidente o Brasil também não comprou nenhum dos aviões franceses que tradicionalmente operavam desde a coberta destes aviões, optando por adquirir um lote de aviões A-4 Skyhawk de fabrico norte-americano e propriedade do Koweit.


 


Estes aviões, podem ser considerados ultrapassados, mas em contrapartida têm uma vida útil considerável pela frente e podem servir para a marinha brasileira "entrar" da forma mais fácil na operação de aviões de combate de asa fixa embarcados.
A modernizaçõ das aeronaves foi aliás contratada com a brasileira Embraer.

A marinha brasileira iniciou então todo um trabalho de adaptação e criação de novos conceitos e tácticas cujo desenvolvimento será necessário no sentido de garantir a continuação desta arma na marinha.

Modernização do São Paulo



A modernização do São Paulo tem no entanto enfrentado problemas, atrasos e aparentes mudanças de rumo.
O navio adquirido ainda no século XX completou já 10 anos como propriedade da marinha brasileira e continua sem praticamente ter estado ao serviço, senão por muito curtos periodos de tempo, normalmente entre reparações.
A oportunidade para efectuar reparações adicionais, tem aparecido regularmente e à medida que vão sendo feitas reformas, aparecem com regularidade novos problemas até então não detetados, que levam a mais reparações e naturalmente a mais atrasos.




A modernização das aeronaves Skyhawk foi programada, e os sistemas de combate do navio foram modificados e actualizados de forma a garantir a sua compatibilidade com os de outros navios da marinha do Brasil, nomeadamente através da instalação do sistema Siconta-Mk.4. Uma das catapultas foi reforçada para permitir a utilização de todas as catapultas na sua capacidade máxima (20t) em caso de necessidade.

Também existem informações que indicam que a marinha do Brasil está a procurar modernizar aeronaves Tracker, para utilização como aeronave de transporte.
Especula-se sobre a possibilidade de haver estudos para o desenvolvimento de uma versão modificada desta aeronave para utilização como radar aerotransportado, mas até ao momento tal possibilidade não passa de rumor não confirmado.
As aeronaves Skyhawk são especializadas para ataque e o São Paulo não pode operar nenhum caça supersonico moderno, porque as catapultas são insuficientes para isso.


Problemas

A não existência de um sistema de defesa aérea é outro calcanhar de Aquiles do navio.
Em todas as marinhas, os porta-aviões são os mais importantes navios da uma esquadra e tudo é feito para os proteger.
Mas o São Paulo está praticamente desarmado, os aviões não são capazes de defender o navio e a marinha brasileira não possui navios de defesa aérea ou com capacidade efetiva de defesa aérea.
A utilização do sistema Siconta Mk.4, permitirá a instalação de sistemas de defesa mas apenas pequenos mísseis anti-aéreos de curto alcance foram instalados. Em teoria será possível instalar sistemas mais sofisticados, ainda que não possam resolver completamente o problema da defesa do navio.



Os críticos do São Paulo apontam a já relativamente avançada idade, como fator negativo. O São Paulo está em reparações há muitos anos e aparentemente terá que continuar em sucessivas reparações até 2025, ano que é normalmente apontado como limite para a sua operação na marinha. Segundo esses mesmos críticos, o São Paulo é o maior fiasco da história da marinha brasileira e sairá de serviço, sem nunca ter entrado de fato ao serviço.





Porém, apesar das críticas, em Junho de 2011 o navio aparentava preparar-se para entrar ao serviço em meados de 2011, embora seja necessário decorrer um periodo de 12 a 24 meses para formação, e mais um periodo de paragem até que o São Paulo seja considerado operacional para alguma funçao. Está disponível um numero reduzido de aeronaves Skyhwak das mais antigas e o fabricante Embraer ainda não entregou nenhuma aeronave modernizada.

Se ficar operacional o São Paulo será um navio importante no contexto sul-americano, com um considerável valor militar, ainda que os seus sistemas de armas sejam relativamente ultrapassados.
O São Paulo deverá servir como plataforma de treino para aviação de combate de asa fixa. Em termos operacionais ele terá capacidade para voltar a efectuar o mesmo tipo de missões que eram desempenhadas pelo antigo A-11 «Minas Gerais».

Nenhum comentário:

Postar um comentário