segunda-feira, 28 de maio de 2012

A-11 Minas Gerais


C a r a c t e r í s t i c a s

Batimento de Quilha: 16 de novembro de 1942
Lançamento: 23 de fevereiro de 1944
Incorporação (RN): 15 de janeiro de 1945
Baixa (RN/RAN): 13 de agosto de 1955
Incorporação (MB): 6 de dezembro de 1960
Baixa (MB): 9 de outubro de 2001

Deslocamento: 15.890 ton (padrão), 19.890 (carregado).
Dimensões: 211.25 m de comprimento, 36.44 m (convôo) ou 24.50 (casco) de boca e 7.15 m de calado.
Propulsão: Vapor; 4 caldeiras Admiralty de 28 kg/cm3 a 700º C, 2 turbinas a vapor Parsons gerando 42.000 shp, acopladas a 2 eixos.
Energia Elétrica: 2 geradores diesel de 1000 kw e 1 de 600 kw e turbo-alternadores.
Velocidade: máxima de 23 nós, de cruzeiro 18 nós.
Raio de Ação: 12.000 milhas náuticas à 14 nós ou 6.200 mn à 23 nós.
Combustível: 3.200 tons e 98.000 de combustível de Aviação.
Armamento: 3 lançadores duplos de mísseis de defesa de ponto Mistral (sistema SIMBAD).
Sensores: 1 radar de vigilância aérea SPS-40B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) Plessey AWS-4; IFF; 2 radares de navegação Terma Scanter MIL-PAR; 1 radar de aproximação para pouso Terma GSA e MAGE Racal Cutlass B-1.
Aeronaves: 4 a 8 helicópteros A/S SH-3A/B Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH-13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.
Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 210.3 de comprimento e 36.4 de largura, com pista em angulo de 8.5 graus. Hangar com 135.6 metros de comprimento, 15.8 de largura e 5.3 de altura, equipado com dois elevadores centrais para aeronaves de 13.7 m x 10.4 m e capacidade de carga de 20 toneladas. Catapulta a vapor MacTaggart Scott C-3 capaz de lançar aeronaves com peso máximo de 15 toneladas, à 110 nós e aparelho de parada Mk 12.
Código Internacional de Chamada: PWMG
Tripulação: 1000 homens, mais 350 no Grupo Aéreo.

Obs: Características de 1998.
Lançado à água em 1945 como «HMS Vengeance», o porta-aviões Minas Gerais, foi adquirido à Grã Bretanha em 1957. Ele era um dos porta-aviões da classe Colossus.
Construido como porta-aviões ligeiro ele não dispunha de catapulta aquando da sua construção.
Depois de adquirido pelo Brasil, o Minas Gerais foi enviado para a Holanda onde foi submetido a uma grande reconversão. Aí, foi-lhe adicionado um convés de voo em angulo de 8.5 graus e uma catapulta a vapor para permitir o lançamento de aeronaves mais pesadas (até 13.640kg)..


H i s t ó r i c o

O Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais - A 11, ex-HMS Vengeance - R 71, foi o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado das Minas Gerais. Foi construído pelo estaleiro Swan Hunter, em Wallsend-on-Tyne, Reino Unido. Foi adquirido junto a Royal Navy em 13 de dezembro de 1956, por custo estimado na época em £1.100.000. Foi incorporado em 6 de dezembro de 1960, em cerimônia realizada em Rotterdam. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Hélio Leôncio Martins.


Informação genérica:
A classe de porta-aviões «Colossus» tem origem no plano de construções navais de tempo de guerra dos britânicos durante a II Guerra Mundial.
Foi a mais numerosa familia de porta-aviões da Grã Bretanha e foram construidas trezes unidades.
Trata-se de uma classe constituida por duas séries. A primeira, que é conhecida como Vengeance é ligeiramente diferente com algumas alterações relativamente ao layout interno, mas basicamente trata-se do mesmo navio.

Os navios da classe foram os seguintes:
Grã Bretanha
HMS Glory
HMS Ocean
HMS Theseus
HMS Triumph
HMS Venerable [1]
HMS Vengeance [2]
HMS Hercules [3]
HMS Leviathan
HMS Majestic
HMS Powerfull
HMS Terrible
Canadá
HMCS Magnificent
HMCS Warrior [4]

[1] Transferido para a Holanda e posteriormente para a Argentina (Veinticinco de Mayo)
[2] Emprestado à Austrália e transferido para o Brasil como Minas Gerais
[3] Transferido para a Índia como Vikrant.
[4] Transferido para a Argentina como Independencia.


Embora fosse um navio convencional, ele foi utilizado pela marinha brasileira muito mais na função de arma anti-submarina, como base para aeronaves adaptadas para a luta anti-submarina.
O navio estava normalmente equipado com 6 a 8 aeronaves S-2E Tracker, 4 helicópteros SH-3D Seaking, dois Bell 206B, 2 SA.530 Esquilo.




O Minas Gerais serviu durante praticamente toda a sua vida operacional como navio anti-submarino, e não como porta-aviões convencional para utilização com aviões de ataque, ao contrário do que fez a vizinha Argentina com navios do mesmo tipo.
Entre 1976 e 1981 o navio foi mais uma vez objecto de uma modernização, desta vez para subsituir sistemas de comunicações que passou a permitir uma ligação entre o porta-aviões e as fragatas da classe Niterói, incorporadas à marinha brasileira nos anos 70.


Só no final dos anos 90, foram feitos testes com aeronaves Skyhawk, que chegaram a operar a partir do navio.
Mas a aquisição pelo Brasil do porta-aviões Foch (A-12 São Paulo), muito maior e melhor equipado, apressou a retirada do Minas Gerais.



Um grupo de entusiastas britânicos ainda tentou salvar o navio para o transformar num museu (tratava-se do último navio da classe Colossus ainda em funcionamento) mas não teve sucesso.
O Minas Gerais foi posteriormente vendido para sucata e desmanchado na Índia.


















2 comentários:

  1. Já vi que qualquer País que quiser, toma esse lixo chamado BraZil.

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