segunda-feira, 30 de abril de 2012

Combate BVR na FAB


No dia 30 de agosto de 2006. Um elemento de F-5EM (agora chamado de Mike na FAB) do 1º/14º GAV revoa com o Barão (KC-130) e, em silêncio de rádio, sobe para o nível 300, para realizar uma Patrulha Aérea de Combate, ao sul do estado de Goiás, próximo à fronteira do estado de Mato Grosso do Sul. Mal inicia a espera GPA, o Guardião (R-99A), em missão AWACS na área, informa aos Pampas um plote na antena norte, a 157 milhas.

Um rápido check cruzado entre os F-5 e o R-99 para verificar a situação tática, e o Guardião paga um vetor de interceptação aos bicudos. Em poucos minutos, os inimigos brotam no display do radar Fiar Grifo do F-5EM, que, a partir daí, começam a impor uma arena BVR aos oponentes. Informada pelos AWACS francês (E-3F) da presença inoportuna dos Pampas, a escolta do ataque (dois Mirage 2000N e dois A-4AR), composta por quatro Mirage 2000C, começa a jammear, sem sucesso, o radar dos F-5, enquanto assumem uma postura defensiva. A tentativa de interferência frustrada só auxilia o radar italiano a travar os alvos.

Com uma posição tática privilegiada, fruto do planejamento antecipado com o R-99, os F-5EM do 1º/14º GAV engajam e, em seguida, abatem dois Mirage 2000C e um Mirage 2000N com mísseis Derby. Sob um cenário tático desfavorável, o comboio de ataque evade sob orientação do E-3F, visando sua autopreservação. Os F-5EM, então assumem uma postura defensiva e iniciam o regresso, efetuando outro REVO antes do pouso em Campo Grande (MS). Missão cumprida!" (Revista Força Aérea nº45 pág. 36)

Nesta operação os F-5EM do 1º/14º GAV estavam agindo como "agressores", mas o mais surpreendente neste combate aéreo é que nenhum sensor francês detectou as emissões dos F-5EM, ou o lançamento dos mísseis ou a presença do R-99A. Agora a FAB usa o quarteto - F-5M, míssil BVR Derby, R-99A e o datalink. Os pilotos do 1º/14º GAV também aproveitaram o treinamento dado por Israel para massacrar os caças do pais "azul". Outra medida para acelerar o treinamento foi um simulador de vôo da aeronave de caça F-5EM para simular operações aéreas em ambiente BVR. O simulador incorporou os dados do Derby ao sistema para que os pilotos testassem e aperfeiçoassem as táticas para operações em ambiente BVR.

Durante os exercícios CRUZEX 2006 foram citados disparos contra alvos a 80km de distância. Este alcance é bem maior que o citado pelo fabricante e várias vezes acima da zona sem escapatória de um míssil do tamanho do Derby. Por outro lado, se for disparado a Mach 1.4 em uma altitude de 12 mil metros o míssil até dobra o alcance. Outra explicação possível pode ter sido o uso de um software que aumenta a zona sem escapatória do míssil para passar dados falsos para os paises que participaram do exercícios e não terem noção da capacidade real do míssil. A distancia de engajamento sugere que o método de identificação positiva dos alvos foi o gerenciamento de batalha, considerando que todas as aeronaves "do outro lado" eram inimigas e que não havia nenhuma aeronave inimiga na área.


Um F-5EM equipado com um míssil Derby. O míssil da foto é de exercício. Foram recebidos em agosto de 2006 emprestados para teste pela Rafael. Os mísseis foram integrados em uma semana na aeronave para participar da Cruzex. Estes mísseis serão substituídos a partir de março/abril de 2007 pelo lote oficial de 38 mísseis comprados pela FAB. Nas missões de treinamento o F-5EM voa sem os mísseis pois a interface é feita pelo lançador e não precisa do míssil. Assim a FAB voa missões de combate BVR diariamente. Com o F-5E a FAB estava condicionada a arena de combate aproximado a até 10km, com táticas de interceptação por trás e regras de engajamento condicionas a tiro com canhão e mísseis ar-ar de curto alcance. Agora o combate começa a mais de 200km e os pilotos sempre voam com radar ligado devido as novas capacidades.


Após décadas de atraso, ainda voando com tecnologia da década de 70 e até da Segunda Guerra Mundial, a FAB entra no Século XXI com suas aeronaves no estado de arte como o F-5EM e o R-99, junto com sistemas como datalink, mísseis ar-ar de longo alcance, casulos de designação de alvos e de proteção eletrônica. No caso do F-5EM a capacidade tem limitações devido a idade da aeronave e por ser um caça leve. O quarteto F-5EM, míssil Derby, R-99A e o datalink deram uma capacidade que poucos países no mundo possuem.

O Derby nem podia ser disparado pelo F-5EM durante a Cruzex pois não fez homologação, algo que deve ocorrer ainda em 2007, com campanha real feita na Barreira do Inferno. A previsão é que os F-5EM cheguem ao final de 2007 operacionais com o Derby, DASH, NVG, Skyshield, Litening e talvez com o Python 5.

Além do novo radar e mísseis, os pilotos citam as novas capacidades do datalink que permite diminuir a comunicação com o ala ao mínimo possível. Tudo que for necessário é mostrado no display tático inclusive o estado de combustível, armas e quem o radar está traqueando.

A compra de quatro casulos Litening III para a frota de F-5EM foi uma grande melhoria da capacidade ar-ar destas aeronaves, principalmente na arena BVR como a capacidade de identificar alvos a longa distância. A capacidade de detecção e acompanhamento já existe na forma do R-99 AWACS e do radar Griffo do F-5EM.

O Litening tem modos ar-ar capazes de detectar, acompanhar e identificar alvos a longa distância de dia e a noite, apontado pelo radar ou de forma autônoma. O FLIR pode ser usado como um IRST atuando de forma passiva e recebendo dados do RWR e do datalink para saber onde olhar. O FLIR atua a noite na detecção e identificação e a camera de TV pode fazer identificação e acompanhamento de dia a uma distância maior. Os dois sensores tem capacidade de fazer analise de incursão contra formações voando muito próxima. O FLIR pode dar alerta de disparo de míssil do alvo acompanhado e fazer avaliação e confirmação da vitória. O laser pode ser usado para dar a distância do alvo para disparo de mísseis e do canhão. Em combate aproximado o laser tem uma maior precisão que o radar e pode não alertar o inimigo se não tiver um sistema de alerta laser já que os alerta radar já são de uso freqüente. Se for potente o laser pode até ser usado para cegar o inimigo no ar e também em terra como as defesas antiaéreas.

F-2000

Em 2005 a FAB anunciou a compra de 12 caças Mirage 2000C/B de segunda mão da Força Aérea Francesa equipados com o radar Thomson-CSF RDI Series J2. O armamento incluído no pacote inclui 10 mísseis Matra Super 530D (mais 4 de treinamento) e 22 mísseis Matra Magic 2 (mais 6 de treinamento). As aeronaves serão entregues até 2008 e junto com o Super 530D e o treinamento dados pelos franceses os pilotos do GDA passaram a ter acesso a mais tecnologia e táticas da OTAN de combate aéreo a longa distancia, mas com mísseis semi-ativos, uma geração atrás do Derby.

Uma das táticas ensinadas aos pilotos da FAB é o encadeamento, quando, na arena BVR, o míssil de longo alcance erra, e o combate passa para o combate com mísseis de curto alcance e/ou canhões. Outra é o "retournement" com uma manobra de 9 g's para fugir rápido se o alerta radar mostra que o caça está sendo iluminado. Em combate de longo alcance um caça também tem que ser muito manobrável para fugir e voltar rápido para atacar. Uma outra técnica ensinada aos pilotos é que no combate BVR não se pilota e gerencia ao mesmo tempo. Primeiro pilota e depois gerencia. Os treinos na França mostraram que um míssil BVR e um radar potênte dá muita confiança ao piloto durante os combates, em relação ao Mirage III. Os controladores em terra também terão que ser treinados nas novas táticas e capacidades das novas aeronaves (mísseis, radar, alerta radar, chaff etc).

O Mirage 2000 introduziu na FAB a tecnologia de Fly-By-Wire (FBW) e a capacidade de puxar 9 g´s em manobras. O FBW limita os comandos do piloto e a aeronave só faz o que pode fazer. Isto evita que o piloto exceda as capacidades da aeronave e perda o controle. Isto é importante pois o piloto não tem mais que pensar em pilotar a aeronave e passa a se preocupar em gerenciar a parte tática ou o lado de fora da aeronave. Os pilotos de Mirage III ficam inserido no ciclo de pilotagem, tendo que saber a configuração da aeronave, quantos g's pode puxar e o limite do ângulo de ataque. A missão é mais um item na cabeça do piloto. Com o F-2000 (como o Mirage 2000 é chamado na FAB) os comandos de vôo trabalham para o piloto que concentra na missão.

O motor também dá uma relação peso:potencia não disponível nos caças da FAB e com FADEC o piloto não precisa se preocupar no uso da manete de potência como no FBW. A carga de trabalho é zero. O Mirage III precisava de muito cuidado nos controles dos motores.

Além do F-5EM e o F-2000 a FAB está preparada ou adquirindo novas tecnologias e capacidades para aprimorar suas táticas de combate no cenário BVR.

Os R-99A e modernos radares móveis em terra são fundamentais para o gerenciamento da batalha aérea. A capacidade do R-99A já foi demonstrada nos exercícios recentes conseguindo detectar alvos sem que suas emissões sejam detectadas. Foi a primeira aeronave da FAB equipada com um radar de varredura eletrônica.

Enquanto os radares do Mirage III e F-5E tinham alcance limitados, os radares do F-5EM e do F-2000 são radares modernos que permitem que as aeronaves operem de forma autônoma e com capacidade de detectar e atacar alvos voando baixo (look down/shoot down). Junto com os óculos de visão noturna os novos radares irão facilitar os combates noturnos. Os radares dos novos F-5EM não são famosos pelo alcance, mas o radar RDI do F-2000 tem um alcance maior que permite usar táticas de mini-AWACS, apesar da falta de um datalink ser uma grande desvantagem ao operar junto com os F-5EM.

Os casulos Skyshield que serão recebidos pelos F-5EM darão capacidade de cegar os radares em terra e dos caças inimigos ajudando a conseguir um nível de surpresa durante os combates BVR enquanto os novos casulos Litening poderão ser usados para identificação visual a longa distância no cenário BVR.

Ainda no campo de guerra eletrônica os F-5EM e Mirage 2000 não tem equipamento de auto-proteção além dos chaff e flares. O F-5EM os leva em pouca quantidade (30 chaff e 15 flares) e a experiência mostra que deveriam estar disponíveis em grande quantidade (10 vezes mais). Um sistema de autoproteção de custo relativamente baixo são os despistadores rebocados como o X-Guard da Rafael. Por outro lado agora a FAB tem todos seus caças a jato equipados com alerta radar o que ajuda a evitar ataques surpresa e facilitando a evasão de mísseis guiados por radar.

Os R-99B tem capacidade de vigilância eletrônica que permite fazer escuta das comunicações inimigas além de auxiliar na localização. A capacidade de interferência nestas comunicações é desconhecida. Já os F-5EM, além dos A-29A e A-1M, terão rádios com proteção eletrônica por salto de freqüência do tipo SECOS e criptografia. O uso de datalinks irá diminuir a necessidade de comunicações por voz dando poucas chances do inimigo explorar falhas.

Para aumentar a persistência de combate todos os caças da FAB agora serão equipada para fazer reabastecimento em vôo. Os Mirage III não tinham esta capacidade enquanto os F-2000 já vem com o probe instalado. Todos os F-5EM agora terão esta capacidade.

A frota da FAB é bem numerosa em termos de América do Sul e permite conseguir superioridade numérica. A FAB já treina táticas de pacote de ataque que ajuda nas táticas para conseguir massa no local da batalha.

O Derby é um míssil considerado limitado, mas está dentro do tamanho suportado pelo F-5EM e com preço acessível. Já o Super 530 do F-2000 foi adquirido em pouca quantidade e com capacidade realmente limitada. Pelo menos serve para ser usado em táticas de "iluminação a seco" para forçar o inimigo a ficar na defensiva. Com a vinda de novos mísseis de curto alcance de última geração os F-5EM ficarão em pé de igualdade com qualquer caça atual na arena de curto alcance e com a vantagem de ser um caça muito pequeno.

Uma arma que está fazendo falta na FAB são mísseis SAM de médio/longo alcance para permitir criar táticas de "missile trap". Os canhões antiaéreos do EB e os mísseis Igla são praticamente inúteis na função.

Em termos de treinamento a FAB ainda voa relativamente pouco. Os esquadrões da FAB agora são multifuncionais realizando missões na arena ar-ar e ar-solo com as modernizações do F-5EM multiplicando estas capacidades. A experiência mostra que, enquanto as aeronaves são multifuncionais, os pilotos não são. A formação de pilotos especializados em combate aéreo é um fator que contribui para o sucesso no combate aéreo. Os controladores de caça também deverá ser treinados em novas táticas e nas novas capacidades das aeronaves e mísseis.

Um F-2000C da FAB armado com o Super 530.

Ameaças Locais

A entrada em serviço de mísseis ar-ar de curto alcance de última geração na América do Sul também é um estimulo para a entrada em operação de mísseis BVR. O cenário da América do Sul já viu a introdução de mísseis BVR e mísseis de curto alcance de última geração. O Peru foi o primeiro país da região a introduzir mísseis BVR com os Super 530 dos seus Mirage 2000P seguido do R-27 com os Mig-29S em 1996 e o R-77 com os Mig-29SE desde 1998. O Chile irá receber o Derby para equipar seus F-16 e F-5E Tiger III. Segundo os registros do SIPRI, a Venezuela comprou 150 R-73 e 100 R-77 para armar seus Su-30MKV. O Equador é um forte candidato para equipar seus Kfir C.10 com o Derby.

No caso de mísseis de curto alcance o Python 4 já está operacional nos F-5E Tiger III do Chile, com os F-16A da Venezuela e com os Kfir C.10 do Equador. O Python 5 deverá equipar o F-16 do Chile. O Peru recebeu o R-73 que equipa seus Mig-29S/SE e também deverá equipar os Su-30MKK da Venezuela. A FAB deve colocar a mira montada no capacete DASH em operação em março de 2007 e os pilotos já treinam com o DASH no simulador.

Um míssil ar-ar de curto alcance de última geração deve ser escolhido pela FAB ainda em 2007 para operar junto com o DASH e provavelmente será o Python 5. A noite os pilotos irão usar óculos de visão noturna. No futuro os F-5EM devem receber o A-Darter por volta de 2015. Em 2007 foi anunciado na LAAD o desenvolvimento da versão MAA-1B do Piranha com características de mísseis ar-ar de Quarta Geração. O míssil deve entrar em operação em 2009 devendo ser adquirido em quantidades significativas devido ao custo relativamente baixo comparado com mísseis da mesma geração.

Um Python 4 nas asas de um Kfir C.10 equatoriano. A FAB deve adquirir o Python 4/5 para armar seus F-5EM. O Python 4 já está em uso nos F-5E Tiger III chilenos e nos F-16 venezuelanos.

O MAA-1B deve ser um dos futuros mísseis de combate aéreo da FAB. O míssil deve entrar em operação em 2009.

Programa FX-2

Em 2006 foi anunciado que a FAB vai reiniciar o Programa FX. Agora parece que a FAB vai adquirir a aeronave direto do comprador e sem abrir concorrência. Parece que os preferidos são caças bimotores como o Su-35 russo e o Rafale francês. O Su-35 tem o problema de não ser usado pela Força Aérea Russa (mas o motor, armas e aviônicos sim e em outras aeronaves) enquanto o Rafale tem um preço bem amargo apesar dos valores mais recentes serem bem menos salgados que os concorrentes (Eurofighter, F-15 e JAS-39 Gripen).

A experiência em combate BVR (treinamento e exercícios obviamente) com o F-5EM deve influenciar em muito os requisitos da nova aeronave. Os pilotos com esta experiência, como acontece com os estrangeiros, certamente vão pedir um caça com um radar e mísseis com o maior alcance possível. Os outros requisitos são manobrabilidade, persistência de combate (alcance e quantidade de mísseis), guerra eletrônica e aviônicos de última geração.

Em combate aéreo a aeronave deve ser adequada para realizar missões de interceptação, superioridade aérea e escolta. Para realizar missões de interceptação o novo FX precisa ter capacidade de acelerar e subir rápido, bom raio de ação para boa cobertura e bons sensores de detecção. Para realizar superioridade aérea precisa de capacidade BVR, grande manobrabilidade, persistência de combate, boas armas de curto alcance, capacidade de reabastecer e rearmar rápido e resistência de combate. Para realizar superioridade aérea em território inimigo deve ter bons sistemas de auto-proteção para se proteger também de mísseis SAM. Para realizar escolta precisa de boas ECM para se defender de mísseis SAM, bom alcance para acompanhar os pacotes de ataque, bons sensores pois pode não ter apoio externo. Os F-5 ainda serão bons com combate aéreo aproximado se receberem um míssil de quinta geração como o Python 5.

No caso do Su-35 as vantagem são a persistência de combate devido a grande autonomia e grande quantidade de mísseis. Se a versão do motor escolhida for a AL-41 pode se considerar a capacidade de supercruzeiro na persistência de combate. Os russos já oferecem seus caças com opção de usar radares de varredura eletrônica ativa (Zhuk-A) enquanto os concorrentes usam varredura eletrônica passiva ou convencional. A versão de dois lugares terão ótima capacidade para serem usadas como mini-AWACS junto com o radar de varredura eletrônica ativa e ainda mantem a capacidade de combate completa. As opções de armamento do Flanker são bem variadas em termos de alcance e não tem muito limite de tamanho. Se vier com um bom sistema de guerra eletrônica poderá preencher todos os requisitos de interceptação, escolta e superioridade aérea. O lado ruim do Flanker é o conceito de manutenção considerado inferior ao ocidental, apesar dos russos estarem mudando e se aproximando das capacidades dos caças ocidentais neste quesito. Se a FAB cobrar a integração de aviônicos do padrão BR (usados no A-29 e F-5EM) os custos e disponibilidade não serão mais problemas.

O Rafale tem a vantagem de ser um projeto mais recente com custos de operação provavelmente inferiores ao Flanker. Os aviônicos são no estado de arte com um radar de varredura eletrônica passiva, IRST e sistemas de interferência eletrônica avançados. As opções de mísseis BVR são relativamente poucas com o MICA EM e IR e o Meteor. Para diminuir os custos de aquisição a FAB pode pedir a exclusão do IRST (OSF) e dos sistemas de guerra eletrônica sofisticados.

As táticas de combate aéreo descritas anteriormente sugerem que as armas do novo FX devem ser bem variadas. Os mísseis de terceira geração como o MAA-1 Piranha ainda poderão ser usadas para alguns cenários como aeronaves de segunda linha e alvos pegos de surpresa. Em alerta em tempo de paz não é necessário voar com muitos mísseis devido a ameaça esperada. Estes mísseis ainda não estão absoletos e são baratos. O futuro míssil de combate aéreo será o A-Darter a não ser que seja cancelado assim como o MAA-1B.

Os mísseis de médio alcance devem ser bem variados, com guiamento por radar ativo, infravermelho e até semi-ativo para permitir a criação de várias táticas. Se for possível até com guiamento por radar passivo. Devem estar disponíveis em grande quantidade.

Os mísseis de longo alcance são caros e são realmente pouco usados. O Meteor, a futura versão ramjet do R-77 e o R-37M devem ser as únicas opções no futuro, além do AIM-120D se for disponibilizado pelos EUA. No caso do R-37M apenas o Flanker poderá ser capaz de disparar. Pelo menos uma aeronave em um elemento ou esquadrilha deve levar mísseis de longo alcance por serem usados apenas nas fases iniciais do combate aéreo.

O novo FX deve ser capaz de levar todos estes mísseis citados e em grande quantidade para conseguir vencer no cenário BVR. A configuração vai depender da função da aeronave. Alguns vão ser usados como mini-AWACS, outros serão alas apenas para apoiar, outros serão os snipers para engajar a longa distância e outros serão otimizados para combate aproximado. O objetivo é criar incerteza nos pilotos adversários.

O Rafale não participou da primeira concorrência do Programa FX por ter um custo muito alto. Agora a Dassault baixou o preço para ficar competitivo com o governo francês assumindo os custos do desenvolvimento da aeronave.

A nova versão do Flanker será o Su-35BM que deve voar ainda em 2007. A nova aeronave não receberá canards, terão asas com novas superfícies de sustentação, estabilizadores menores e será duas toneladas mais leve com o uso de materiais compostos na estrutura e aviônicos mais leves. O IRST pode ser usado como alerta de disparo de mísseis no setor frontal. Mesmo se tiver tecnologia ultrapassada pode detectar o calor do motor dos mísseis facilmente. A foto acima é da versão Su-27SMK que usa os aviônicos desenvolvidos para o Su-35BM.



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